Querer é poder?

Conheça os valores mínimos de investimento recomendados pela Empiricus para saber quais produtos se encaixam no seu bolso

Querer é poder?

Minha mãe sempre me disse que eu poderia ser o que quisesse nesta vida.

Posso ser médica, mãe? Claro, filha, ela me dizia, apesar da minha inegável inaptidão para Ciências.

Posso virar tenista profissional, mãe? Lógico, filha, ela me dizia, mesmo depois de apanhar por 3 sets a 0 em um jogo inesquecível na “carreira”.

Posso ser cineasta, mãe? Claro, filha, ela me dizia, mesmo ciente da dificuldade de me ver como a nova Woody Allen da minha geração.

Acredite: não se trata de ter sido mimada. Mas o incentivo da minha mãe me fez acreditar de verdade que eu deveria dar uma chance para tudo na vida. Ainda que a chance de dar certo fosse remota.

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Eu adoraria dizer que essa mensagem encorajadora, presente em dez em cada dez livros de autoajuda, encaixa-se perfeitamente no mundo financeiro.

No amor, no trabalho, no lazer, tudo é possível. Ou quase!

Mas, quando se trata das suas finanças, do seu suado dinheirinho, conhecer o limite do próprio bolso é imprescindível!

Eu queria. Mas não podia.

No início deste ano, quando vi os retornos dos títulos públicos prefixados láááá em cima, na casa dos 16 por cento ao ano, estava louca para investir. Nunca antes na história do Brasil eu tinha visto lucro tão fácil e seguro disponível logo ali, no Tesouro Direto.

Eu até tinha dinheiro no bolso, mas, para embolsar o lucro com o papel, que pretendia carregar até o vencimento, precisaria aguardar alguns bons anos. E, ainda que decidisse vender antes, de olho na queda dos juros, teria de ser paciente para não errar no timing.

Fiquei ali, com sangue nos olhos, doida para investir, com a mão coçando para confirmar a ordem de compra. Mas estava a um mês de começar uma enorme reforma num tão sonhado apartamento recém-adquirido. O dinheiro daquele momento já estava reservado para a maior despesa da minha vida.

Foi assim que tive de deixar aquela chance passar. Sabia que o lucro seria excelente, mas eu não tinha a menor condição de investir. Eu queria, mas não podia.

Tudo falta a quem tudo quer

A maior parte dos nossos leitores são ambiciosos. E não vejo essa característica como um defeito. Pelo contrário! Acho importante que as pessoas estejam de olho num lucro e que essa perspectiva as motive a investir.

A ambição pode ser um combustível para você sair da inércia e mover o dinheiro parado na poupança para algo efetivamente rentável. Mas o quê?

Está na hora de você entender de quanto precisa efetivamente para começar a aplicar em cada tipo de ativo. A ideia hoje é ajudar você a pensar em como distribuir seu dinheiro, e evitar partir para mercados que não têm seu perfil.

Para isso, contei com a ajuda do time aqui da Empiricus. Comecemos por ações, com as respostas do Bruce Barbosa, responsável pelos relatórios As melhores ações da bolsa e Gamma Trader.

Qual é o valor mínimo para quem quer começar a investir em ações?

Bruce – Mais importante do que ter um valor mínimo é buscar reduzir o custo com corretagem. A pessoa física pode começar com algo como mil reais e aplicar um pouco mais todos os meses. Se o investidor fizer um negócio por mês, poderá evitar a taxa de custódia cobrada pela corretora.

Qual é o número de ações que você recomenda para um investidor começar uma carteira?

Bruce – Eu começaria apenas com a ação de uma grande empresa. Com o tempo, o investidor pode ficar mais confortável para aumentar a exposição e comprar mais, como um papel por mês.

E no caso de opções, qual é o valor mínimo para um investimento fazer sentido?

O caso de opções é mais complexo. É possível começar com cerca de 15 mil reais, mas só daria para fazer uma ou duas operações de cada vez. O problema é que, muitas vezes, quem tem pouco só quer comprar opções e não balanceia os negócios. Por isso, no Gamma Trader, faremos operações de ações somadas às de opções.

Para quem tem menos dinheiro disponível para investir em opções, talvez faça mais sentido buscar um fundo, no qual será o gestor o responsável por executar as operações.

Falando, então, de fundos, existe um mínimo exigido para aplicação?

A resposta varia. Mas a Luciana Seabra, responsável pelo plano Os melhores fundos de investimento, reforçou que, até agora, o mínimo exigido para aplicar nos fundos por ela recomendados foi de mil reais. Esse é um valor razoável para aplicar, certo?

Confira abaixo a distribuição pelos principais tipos indicados pela Empiricus.

Fundos DI: investimento mínimo de mil reais. Para acessar o de menor taxa, de 0,2 por cento ao ano, é necessário aplicar 3 mil reais.

Fundos multimercados: mil reais, mas a maior parte tem tíquete de entrada de 50 mil reais.

Fundos de ações: mil reais, com a possibilidade de chegar a até 100 mil reais (considerando apenas os fundos indicados pela Luciana).

Três ações para ganhar dinheiro

Por mais longa que seja, uma jornada se inicia com o primeiro passo.
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E há também, como muitos sabem, outra categoria de fundos: a dos imobiliários. E os fundos imobiliários listados em bolsa funcionam como ações.

Assim como o Bruce, o Alexandre Mastrocinque, responsável pelo relatório Fundos Imobiliários, não recomenda investir menos de mil reais em um fundo, por causa dos custos de corretagem. “Na verdade, não se deve passar ordens inferiores a mil reais. O custo de corretagem acaba matando o retorno para valores menores”, enfatiza.

Para montar uma carteira, Alexandre ressalta que é importante que ela seja construída com calma, uma vez que as recomendações visam o longo prazo. “É bom que o cliente tenha paciência para esperar o melhor momento de comprar cada fundo, quando houver flutuações favoráveis no preço das cotas.”

E o ideal é que a carteira não tenha menos que três fundos, para evitar uma concentração excessiva.

Continuando na toada dos investimentos, os valores mais baixos aparecem mesmo na renda fixa.

No Tesouro Direto, é possível comprar uma fração de um título, ou seja, 1 por cento do valor de um papel, desde que se invista ao menos 30 reais. Enquanto escrevia esse texto, reparei que o título mais barato era vendido hoje por 496,98 reais e, dessa forma, você teria de investir apenas 30 reais para comprá-lo.

Como não existe taxa de corretagem e é possível escapar das taxas de administração, já que algumas corretoras não as cobram, você só fica obrigado a pagar a taxa de custódia da BM&FBovespa.

E não faz diferença investir tudo de uma vez ou um pouco mês a mês, já que essa taxa é fixa em 0,3 por cento ao ano sobre o valor investido.

Quer entender as diferenças entre os títulos públicos e qual é o mais indicado para quem nunca investiu em nada na vida? Confira os relatórios Você Investidor de outubro e novembro.

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Ainda na renda fixa, nos casos de LCIs, LCAs ou CDBs, não existe valor mínimo predeterminado para o investimento. Ele varia conforme o título emitido. Então, você precisa conferir no seu banco ou na sua corretora.

Só como referência, entrei na plataforma de uma grande corretora hoje de manhã e a LCI, a LCA e o CDB mais baratos custavam 5 mil reais cada.

E aí, qual investimento cabe no seu bolso? Lembre-se de formar seu colchão de liquidez em primeiro lugar. Mesmo com a menor atratividade da renda fixa, essa premissa não mudou!

Se tiver alguma dúvida sobre o assunto de hoje ou uma sugestão de tema a ser abordado nas próximas newsletters, escreva para beatriz.cutait@empiricus.com.br.

Um abraço!

Beatriz

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