Querida, encolheram as taxas do Tesouro Direto!

Confira as recomendações da analista de renda fixa da Empiricus para se posicionar nos títulos públicos

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Querida, encolheram as taxas do Tesouro Direto!

Caro leitor,

Nesta semana, quero começar a newsletter de maneira diferente. Apenas duas vezes por ano você tem a possibilidade de entrar no Wealth Builders Club Brasil, clube de construção de riqueza exclusivo com vagas limitadas. A oportunidade de entrada chegou, e com condições que não poderemos repetir futuramente. A partir desta segunda-feira, você está convidado a conhecer o WBC e as estratégias defendidas por seu criador, o americano Mark Ford.

Mark é um cara comum que, a partir de um método de enriquecimento acessível a qualquer pessoa, construiu uma fortuna de mais de US$ 80 milhões. E ele defende que você também pode construir uma fortuna de sete dígitos em até sete anos. Como?

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Quer saber mais? Recomendo, então, a leitura das 7 Virtudes da Construção de Riqueza, que explica em detalhes o método do Mark para quem quer começar a construir riqueza agora.

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Enquanto você conhece melhor o WBC, quero falar de um tema quente: a queda das taxas pagas pelos títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto.

A última semana foi bastante agitada, mas você deve estar notando que já há algum tempo os títulos públicos estão oferecendo taxas de retorno muito mais baixas. E por quê?

Assim como no mercado de renda variável, a política tem influência relevante sobre os preços dos ativos de renda fixa. A expectativa e a consolidação do afastamento da presidente Dilma Rousseff e a perspectiva de melhora econômica assumida pelo mercado financeiro têm provocado uma melhora da bolsa nos últimos meses, com valorização da ordem de 20% do Ibovespa no ano.

O Tesouro Direto também tem sido pressionado. Redução dos riscos projetados para o país, expectativa de desaceleração da inflação e maior espaço para um movimento de queda dos juros por um novo Banco Central têm se refletido na queda dos prêmios de risco, ou seja, as taxas pagas para o investidor emprestar dinheiro ao país estão menores. E tudo indica que essa trajetória deve continuar.

Abaixo estão todos os títulos públicos atualmente disponíveis para compra no Tesouro Direto, com exceção do Tesouro Selic (LFT), cuja rentabilidade está atrelada à taxa Selic. Confira as mudanças de rentabilidade dos papéis.

Repare que, no caso dos títulos indexados ao IPCA, as taxas superaram os 7% no início do ano e agora estão abaixo de 6% ao ano (mais a variação da inflação) em todos os vencimentos disponíveis.

Do lado dos títulos públicos prefixados, os prêmios, que estavam acima de 16% em janeiro, despencaram e agora estão no patamar de 12% ao ano.

Desta forma, quem investiu no Tesouro Direto no início do ano garantiu um retorno muito superior ao atual se carregar os títulos até o vencimento. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que, quando as taxas caem, os preços dos papéis sobem. Isso significa dizer que, quem decidir vender os papéis antecipadamente, vai se beneficiar da forte valorização dos preços.

Só para você ter uma ideia, o preço do Tesouro IPCA+ 2035 subiu nada menos que 36,7% neste ano.

Por isso, resolvi conversar com a analista de renda fixa da Empiricus, Marília Fontes, para que você saiba o que pode vir pela frente e como se posicionar. Afinal, ainda dá tempo de se beneficiar das taxas do Tesouro Direto?

Décimo segundo segredo REVELADO

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Por que os prêmios de risco diminuíram? E o que essa diminuição significa para o investidor?

Nos últimos anos, os mercados sofreram com a irresponsabilidade fiscal do governo. Tivemos um aumento de gastos desenfreado, o que provocou um aumento da dívida. Quando você aumenta sua dívida, o investidor de longo e de médio prazo cobra mais para emprestar dinheiro para você. Por isso, houve um aumento das taxas de juros nos últimos anos. Esse processo de piora fiscal causou uma piora da inflação, gerando um aumento do prêmio de risco e levando as taxas para perto de 17%.

Quando o cenário de impeachment começou a ganhar força, houve um rali. Por quê? Michel Temer é mais conhecido por ter uma linha mais pragmática de pensamento, ele não é muito voltado para políticas expansionistas. Quando ele começou a falar de um possível novo governo, mencionou [Henrique] Meirelles e outros nomes ortodoxos. O mercado entendeu que seu governo seria mais liberal. Os juros caíam conforme a probabilidade do impeachment aumentava. Isso aconteceu porque, se tivermos um governo com um controle fiscal, que possa reduzir a dívida, os investidores não precisam exigir tanto prêmio. E a inflação vai cair.

Resumindo, houve dois movimentos: uma recessão que possibilitou que os juros não subissem (o que vimos em janeiro) e um rali do impeachment potencializando esse movimento, fazendo com que todas as taxas de fato caíssem, porque teremos no futuro uma situação mais equilibrada e você não vai precisar de prêmios tão altos de risco.

O que esperar das taxas de juros daqui para frente?

Podemos começar a trabalhar com taxas mais parecidas com nosso juro neutro, em torno de 10%, talvez 12% num primeiro momento. O governo tem até o fim do ano, que é bastante tempo, para mostrar serviço e provar que vai fazer mesmo o que prometeu. Talvez ele destrave algumas concessões e gere crescimento, o que resultará em aumento de receita e em melhora fiscal. Então, até esse ponto, teremos bastante tempo para ver se o governo vai conseguir aprovar ou não as medidas no Congresso. Se aprovar, será possível continuar o ciclo de queda dos juros, de repente de 400 pontos, levando a Selic para 10,25%.

E pensando na pessoa física, para quem costumamos recomendar carregar o título até o vencimento. Com a redução das taxas no Tesouro Direto, ainda vale a pena investir nos títulos públicos ou a chance para garantir uma taxa atrativa foi perdida?

A possibilidade de receber aquele prêmio gigantesco já foi. A pessoa física que entra agora tem uma assimetria pior em relação a risco e retorno, mas ainda tem muito espaço para ganhos. Eu diria que tem em torno de 1% ainda, ou 100 pontos, para se ganhar de prêmio, mas esse investidor já correria um pouco mais de risco, porque se o governo Temer não conseguir aprovar as medidas, as taxas voltariam um pouco. Então a parte de um juro de 17% para 12% já foi, mas ainda tem espaço [para ganhar] dos 12% para os 11%. Conforme o governo for aprovando as medidas, as taxas ainda podem cair até um pouco mais do que imaginamos.

Como se posicionar no Tesouro Direto atualmente?

O mercado se animou muito com a inflação abaixo das expectativas, e eu acredito que ele extrapolou em achar que vai ser sempre assim. Foi uma onda de otimismo muito grande, ainda temos uma série de problemas estruturais que vão demorar para serem resolvidos.

Na minha opinião, o risco/retorno de você entrar numa NTB-B e correr só o risco do juro real é muito melhor do que correr o risco do juro nominal [como em papéis prefixados], porque o juro nominal está muito otimista na trajetória de inflação, enquanto o juro real te protege contra isso.

O investidor que optar pelo titulo indexado vai estar protegido de uma alta da inflação, e pode ser que o indexado tenha uma performance melhor do que o papel prefixado. Acho que esse deveria ser o caminho para o investidor nesse momento em que os juros já caíram bem e no qual existe certo otimismo inflacionário, que é muito mais pela esperança das pessoas de verem dias melhores do que pelo real potencial da inflação de cair rápido, de despencar.

Quais papéis indexados à inflação escolher?

Você pode dividir a alocação entre títulos com vencimentos em 2019, 2024 e 2035. Você pode estar muito bem espalhado na curva de juros, porque terá tanto benefícios de queda de curto prazo quanto os de se arriscar num momento em que o juro real realmente vai cair, de forma estrutural.

A queda dos prêmios de risco abre espaço para o investidor realizar um pouco dos lucros, ou seja, vender uma parte dos títulos?

Eu acho que sim, porque agora o risco que você está correndo é de outro tipo. Agora estamos nos prêmios justos de mercado, o próximo movimento de queda não será só de reprecificação. Temos que ver se o que temos hoje vai mudar, precisamos ver as aprovações de reformas no Congresso. Por exemplo, o governo já está anunciando que a reforma na previdência não mudaria para quem já está no sistema, só para quem chega agora, então vai demorar anos para melhorar. Será que o potencial de melhora será postergado por conta disso? Será que as contas fiscais vão melhorar tanto assim? Agora é uma sintonia muito fina. Você pode ter melhoras, mas o risco que está correndo também é maior. Se você pegou uma taxa de 17% deve colocar um pouco dos lucros no bolso, migrar uma parte dos investimentos para LFT, aproveitando inclusive os 14% de Selic que ainda estão aí.

A renda fixa deve perder espaço nas carteiras de agora em diante?

Acho que não. Apesar de estarmos otimistas em relação ao futuro, nossa situação ainda é muito frágil. O crescimento pode vir com calma, então uma taxa de juros de 10% ainda é muita coisa. Talvez a gente comece a falar que a renda fixa perdeu espaço se chegarmos numa taxa, como  a que tentamos em 2012 de forma completamente imprudente, próxima de 7%. Se de fato o governo Temer fizer um bom governo, deveremos ter o benefício de o próximo presidente escolhido pela população querer uma linha mais ortodoxa, mais liberal, por ver que ela resolveu o problema. Se isso acontecer, aí sim podemos começar a trabalhar no futuro com taxas de um dígito de forma mais consistente e com metas de inflação muito mais baixas. Haveria uma nova onda de queda de juros e aí sim, depois dessa nova onda, você iria para a bolsa, para muitos outros ativos.

Espero que desfrute das sugestões da Marília!

Aproveito ainda para dizer que recebi tantas dúvidas sobre nossa última newsletter, referente ao uso do FGTS, que na próxima semana vou voltar a falar do tema. Fique à vontade para me mandar suas questões!

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Um abraço,

Beatriz

 

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