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Sua newsletter de finanças pessoais e investimentos

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Caro leitor,

Quando enviamos a primeira newsletter do Criando Riqueza, no início de maio, sabíamos nossos objetivos, mas não tínhamos certeza de onde iríamos chegar. Tínhamos em mente a ideia de ensinar nossos leitores como conversar de igual para igual com seu gerente do banco, ajudar a transformar endividados em investidores e dar as melhores orientações práticas de finanças pessoais e investimentos.

Reunimos um time de peso e começamos a produzir as newsletters e relatórios. Comentamos algumas vezes que poderíamos chegar ao fim do ano com 50 mil leitores. Hoje temos 250 mil e recebemos dezenas de e-mails diariamente, de pessoas de todo o país manifestando gratidão.

Como o nosso público cresceu – em número e em aprendizado de economia e investimentos – vamos crescer também.

Por isso, daremos início nesta semana ao nosso projeto de expansão do CriandoRiqueza. A primeira novidade estará em sua caixa de e-mail nesta quarta-feira, dia 18 de novembro. Você receberá a primeira newsletter da nossa mais nova série semanal:

“CR Private”, o que o banco não diz

Walter Poladian, planejador financeiro com certificação CFP®, vai contar a você o que o banco não conta.

Se você desconhece a sigla acima “CFP®”, explico: essas três letras se referem à certificação Certified Financial Planner, que é concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). Geralmente, essa certificação é exigida apenas aos gerentes da área “private” dos bancos. Aquele segmento acima dos conhecidos Personnalité (do Itaú), Prime (do Bradesco), Estilo (do BB) e Select (do Santander), aos quais só correntistas com mais de R$ 3 milhões em aplicações financeiras, no próprio banco, têm acesso.

Walter levará aos leitores do Criando Riqueza informações que costumam ficar inacessíveis à maioria dos investidores. Estou falando de orientações para enriquecer e multiplicar patrimônio que costumam ser passadas apenas aos clientes que recebem tratamento especial dos bancos.

Portanto, a partir de agora você tem um compromisso com o Walter. Todas as quartas-feiras, leia a newsletter CR Private em seu e-mail.

Quanto isso vai custar?

O conteúdo é totalmente gratuito.

A newsletter CR Private é de graça, assim como as os outros emails de conteúdos que enviamos a você.    A partir de agora, portanto, você receberá conteúdo de economia, finanças-pessoais e investimentos em seu e-mail nos seguintes dias:

  • Segunda-feira: newsletter “Criando Riqueza”, com conteúdo PRO para assinantes (escrita por mim)
  • Terça-feira: newsletter da série “Valor Imobiliário”, por Marcio Fenelon
  • Quarta-feira: newsletter “CR Private”, por Walter Poladian
  • Quinta-feira: newsletter “Mark Ford”, por Mark Ford.
  • Domingo: newsletter da série “Aposentadoria Milionária”, por Rodolfo Amstalden

Por que fazemos isso de graça?

Duas razões: a primeira é que queremos que nossos leitores evoluam financeiramente. Queremos ajudar a formar investidores conscientes. Não por sermos as melhores pessoas do mundo. Mas esperamos que sua evolução no universo financeiro faça com que um dia você tenha interesse nos conteúdos pagos do próprio Criando Riqueza e também da Empiricus. É o caso das séries de investimentos em ações produzidas pela equipe de análise da Empiricus. É o caso também de nossos cursos Investimentos para Leigos 1 e Investimentos para Leigos 2 – Tópicos Especiais.

O Investimentos para Leigos 2 – Tópicos Especiais terá início na próxima quinta-feira, dia 19 de novembro. Clique aqui para saber mais sobre os dois cursos.

Portanto, um passo de cada vez. Estamos certos de que podemos ajudar nossos leitores a tomar as melhores decisões de investimentos. E trabalhamos para que as futuras gerações tenham uma cultura de investimentos muito mais forte no Brasil. Consequentemente, nossa empresa terá vida longa como maior consultoria financeira independente do país.

Hoje, quem paga por nosso trabalho é justamente esse investidor que busca os relatórios de investimentos. De vez em quando, você receberá anúncios desses relatórios em seu e-mail. Mas o volume de conteúdo – de qualidade, com nossas opiniões verdadeiras – sempre será muito superior ao de anúncios.

Treinamento intensivo com Mark Ford

Manchetes de jornais não costumam ser sempre positivas. Quando trabalhava em jornal, ouvia sempre as pessoas comentarem que “o avião decolou bem e pousou bem” não é notícia. Notícia é o avião que cai.

De tantos “aviões que caem” no Brasil de hoje, o que mais me preocupa são notícias de endividamento dos brasileiros:

  • O percentual de famílias endividadas no Brasil chegou a 62,1% em outubro deste ano. O percentual é maior do que o de outubro de 2014 (60,2%). Os dados são da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
  • 25% dos jovens que buscam crédito se tornam inadimplentes, aponta levantamento da Boa Vista SCPC

Diante dessa realidade que nos circunda, deixo hoje a vocês o texto de Mark Ford: “O Mais Importante a Entender sobre Dívidas”.

Dono de uma fortuna estimada em US$ 80 milhões, Mark não nasceu rico. Aos 33 anos, estava endividado.

“O Mais Importante a Entender sobre Dívidas” (Por Mark Ford)

Meu primeiro problema sério em relação a dívidas aconteceu aos 30 anos de idade. Minha esposa, K., e eu alugávamos um condomínio em Washington, capital. A proprietária nos ofereceu uma ótima oportunidade: poderíamos comprá-lo por 60 mil dólares, sem entrada. Com apenas 100 dólares a mais do que o aluguel, pagaríamos o financiamento. Parecia excelente, então fechamos o negócio.

O que compramos foi um financiamento com amortização negativa, com prazo de três anos e taxa de juros de 11% ao ano. Isso significa que a cada três anos pagávamos US$ 19.800 de serviços da dívida e US$ 3.000 de custos de fechamento.

Na época, esses custos não eram óbvios para mim. Não percebemos o que estava acontecendo porque nossa prestação era de apenas US$ 500. Fui ingênuo demais para fazer a pergunta: “qual será o custo dessa dívida?”

Por fim, quando percebemos o que se passava, tentei encontrar outro banco para sair daquela situação, mas não consegui. O financiamento que assinamos não tinha o aval do governo e, sem ele, os bancos não concediam empréstimos. Era arriscado demais. Estávamos sem saída, nenhum outro banco iria nos ajudar.

Pensei que ter uma casa própria nos ajudaria a acumular riqueza para os nossos melhores anos, mas, em vez de nos fazer mais ricos, nosso condomínio dourado não passava de ouro de tolo. E nós éramos os tolos.

Aprendi muito sobre dívidas com essa experiência. Aprendi que, quando bancos facilitam empréstimos, não é porque você é uma pessoa boa e merecedora.

Aprendi que, se você consegue um empréstimo, mesmo com pouco crédito (nosso caso, na época), é porque existe algum tipo de “esquema” acontecendo. Mais importante, aprendi uma lição que me fez economizar milhões de dólares desde então – dívidas são perigosas quando você não as entende.

Por favor, perceba a distinção na frase acima. Não estou dizendo que dívidas são inerentemente ruins ou perigosas. O que é perigoso é não entender os custos, termos e riscos delas, ou seja, nossa ignorância em relação às dívidas é que costuma ser desastrosa.

Às vezes, dívidas são boas, mas isso só é possível quando você as entende muito bem. Não costuma ser o caso.

A importância de entender

Primeiro você precisa reconhecer que sua falta de entendimento sobre elas foi a causa de seus problemas financeiros.

Veja, eu não compreendia no que estava me metendo quando comprei aquele primeiro condomínio e minha ignorância me prejudicou. Só consegui me livrar daquele contrato muitos anos mais tarde quando tive dinheiro suficiente para pagar a hipoteca. Mesmo levando em conta o gasto com o aluguel, o negócio me deu um prejuízo de 30 mil dólares e eu fiquei de mãos abanando. Não sou o único.

Existem muitas pessoas que não compreendem as próprias dívidas. Esse perigo ficou muito claro quando li a pesquisa que a equipe do Wealth Builders Club fez nos Estados Unidos. O resultado foi revelador.

Por exemplo, pense no colapso do setor imobiliário nos anos de 2008 a 2010.

Muitas pessoas fizeram empréstimos, cujas implicações não compreendiam.

Vanessa Corey é um exemplo. Ela não entendia suas dívidas. Após um divórcio e com a economia em baixa, não podia mais manter a casa. Em 2010, achou que poderia se livrar do financiamento com uma venda. Não podia.

Analisando histórias como essa, a verdade vem à tona: as pessoas não compreendem as dívidas que assumem.

Ao contar à CNN Money sua história, ela disse: “Achava que a dívida do financiamento havia desaparecido com a venda”. Ela não compreendia os termos específicos do seu contrato e acabou declarando falência.

O custo oculto das dívidas

De forma geral, todos entendemos que gastar o que não temos nos tornará mais pobres, mas no dia a dia, muitos de nós fazemos dívidas sem pensar sobre o assunto. Encaramos como uma necessidade. Compramos casas, carros, eletrodomésticos e até mesmo viagens dessa maneira.

O mais assustador não é o montante principal, mas o custo total invisível (incluindo juros) que deverá ser pago. É muito mais do que a maioria das pessoas imagina.

Darei dois exemplos.

Digamos que, como a maioria, você tem o hábito de comprar com cartão de crédito. Depois de um tempo, percebe que acumulou R$ 10 mil em dívidas. Aí você decide cancelar o cartão e se livrar da dívida, mas só pode pagar R$ 1.100 por mês. Quanto tempo vai demorar para quitá-la? Quanto a dívida irá lhe custar?

A resposta é desagradável. Você vai levar mais de 2 anos e gastará R$27.682.

Desse total, R$17.682 serão correspondentes aos juros. Se só puder pagar R$ 1.000 por mês, deverá tomar outro empréstimo (mais barato) para não correr o risco de passar a vida inteira pagando o cartão sem abater a dívida.

No conteúdo PRO, digo por que o problema das dívidas não desaparecerá e digo quais as duas primeiras perguntas que você deve fazer a si mesmo para lidar com suas dívidas.

Black Friday

Na newsletter da semana passada falamos sobre como se preparar para aproveitar a Black Friday. Estávamos falando de consumo e compras de fim de ano.

Hoje, seguimos no tema, mas no universo dos investimentos. Corretoras de valores também aproveitam a data para fazer promoções.

Entenda: O que é uma LC?

A letra de câmbio é um título de renda fixa. Para entender melhor como funciona, voltamos aos feudos da Idade Média. Como você deve ter estudado na escola, cada feudo tinha uma “moeda” própria, e os comerciantes precisavam de um instrumento para a troca de moedas em diferentes lugares. Por isso, o banqueiro de um feudo recebia a moeda local e escrevia uma carta ao banqueiro do feudo de destino do comerciante, para que lá ele recebesse o valor equivalente. Depois, banqueiros se encontravam para reunir as cartas emitidas e recebidas. Carta, em italiano, é lettera, daí o termo letra cambial. Embora estejamos acostumados a usar “câmbio” para troca de moedas, como dólares e euros, esse produto financeiro não envolve a compra de moedas. No mercado financeiro, a letra de câmbio é emitida especificamente por financeiras, com lastro em transações comerciais. Seu funcionamento é similar ao do CDB dos bancos. E, diferentemente das LCIs e LCAs, a LC não é isenta de imposto de renda para o investidor.

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