Seu trabalho pode estar trabalhando contra você

Por Mark Ford

Compartilhe:
Enviar link para o meu e-mail
Seu trabalho pode estar trabalhando contra você

Sempre dizemos a nós mesmos: “se tivesse mais tempo, me divertiria mais. Se tivesse mais tempo, tricotaria, pintaria, escreveria um livro, [preencha a lacuna com as coisas que você faria se tivesse mais tempo].”

O tempo dá oportunidades iguais. Todos nós, independentemente da idade, gênero, etnia ou religião, temos as mesmas 24 horas por dia. O modo comoas usamos determina nosso sucesso.

Por um lado, sabemos que trabalhar longas horas é algo característico de pessoas bem-sucedidas. Por outro, entendemos que trabalhar dessa maneira nos dá pouco prazer e tira o tempo que dedicamos à família, aos amigos, ao desenvolvimento intelectual, etc.

Julia Cameron, professora e escritora americana, em seu famoso livro Guia Prático para a Criatividade (The Artist’s Way), diz que “Ser ‘workaholic’ é um vício e, como qualquer vício, bloqueia as energias criativas”.

A expressão “workaholic” surgiu aqui nos Estados Unidos e, em português, quer dizer “viciado em trabalho” ou “um trabalhador compulsivo”.

No caso de Julia Cameron, a preocupação é encontrar tempo para a escrita criativa. Mas, seu conselho é útil para qualquer pessoa que esteja lutando contra tendências viciantes.

É possível ser bem-sucedido nos negócios sem sacrificar relacionamentos pessoais. Você pode ganhar dinheiro, ou criar obras de arte…

Você pode atingir seus objetivos nos quatro aspectos mais importantes da vida:

1. Saúde

2. Riqueza

3. Responsabilidade social

4. Aspirações pessoais

Para alcançá-los você precisa traçar um plano de produtividade, tendo em mente que:

– Atingir qualquer objetivo importante leva tempo

– É preciso estabelecer prioridades e dar mais atenção a elas

– Muitos dos problemas decorrentes da priorização de objetivos podem ser controlados se você fizer um bom cronograma e souber se comunicar

– Conforme as oportunidades mudam, objetivos também devem mudar

– Você também precisa reconhecer que sua forma de trabalhar pode estar trabalhando contra você

Um padrão de “viciado em trabalho” pode ajudá-lo a atingir seu principal objetivo, mas fará com que você negligencie os demais

Faça agora mesmo a auto avaliação elaborada por Julia Cameron para ajudá-lo a descobrir se você tem hábitos de um viciado em trabalho

Responda: “raramente”, “frequentemente” ou “nunca” às seguintes questões:

·       Faço horas-extras

·       Cancelo compromissos com entes queridos para trabalhar

·       Adio a entrega de um projeto até o prazo limite

·       Trabalho durante as férias

·       Trabalho durante finais de semana

·       Tiro férias

·       As pessoas mais próximas reclamam que eu só trabalho

·       Tento fazer duas coisas ao mesmo tempo

·       Programo um tempo livre entre projetos

·       Concluo todas as tarefas que estipulei

·       Procrastino na hora de resolver pendências

·       Estabeleço uma tarefa para mim mesmo e acabo fazendo mais três ao mesmo tempo

·       Trabalho à noite na hora em que deveria passar tempo com a família

·       Permito que ligações interrompam – e aumentem – minhas horas de trabalho

·       Faço questão que meu dia tenha uma hora de trabalho criativo ou lazer

·       Coloco meus sonhos antes do meu trabalho

·       Envolvo-me nos planos dos outros e ocupo meu tempo livre com suas obrigações

·       Tiro um tempo para não fazer nada

·       Uso a palavra “prazo” para descrever e racionalizar meu volume de trabalho

·       Levo meu notebook ou celular de trabalho para todos os lugares

“Há uma grande diferença entre trabalhar zelosamente por um objetivo importante e ser um viciado em trabalho”, diz Cameron.

“Essa diferença tem mais a ver com a qualidade emocional das horas gastas do que com o número de horas gastas. É uma atividade árdua e monótona o vício em trabalho. Dependemos do nosso vício e nos ressentimentos por isso. Para um viciado em trabalho, trabalho é sinônimo de valor, por isso hesitamos em descartar qualquer parte dele.”

Suas respostas para as perguntas da auto avaliação de Julia Cameron vão dizer se você tem um problema com o vício em trabalho, ou “workaholismo”.

Mas, NÃO faça o teste sozinho.

Faça o que eu fiz. Peça para alguns membros de sua família ou para alguns amigos responderem essas questões para você.

O resultado pode te surpreender.

Pode ser difícil arranjar tempo para sua vida pessoal quando você está tentando provar para seu chefe que merece um aumento, quando está ocupado com sua empresa ou quando simplesmente ama o que faz.

Mas não trabalhe a ponto de negligenciar a família e os amigos. Se fizer isso, você vai se arrepender.

Veja como eu faço para não cair nessa armadilha:

·       Não levo trabalho para casa à noite. Trabalho no escritório e depois vou para casa… sem meu notebook.

·       Não trabalho de casa nos fins de semana. Se quiser fazer algumas horas extras no sábado, falo com minha família com antecedência. Mas, de novo, não uso o computador ou leio  documentos na frente deles, porque fazer isso passa uma impressão ruim.

·       Longe do trabalho, faço o possível para viver o presente. Para mim, essa foi a lição mais difícil, pois minha mente está sempre pulando de um assunto (a história que alguém está me contando) para outro (relacionado a algo que aconteceu no trabalho). Quando me vejo divagando, o que é bastante frequente, me esforço para voltar à realidade.

Quando sigo essas regras, fico duplamente feliz – no trabalho e em casa. Recomendo que faça o mesmo.

Abraços

Mark Ford

Conteúdo recomendado