Tchau, tchau, CDI!

Queda iminente dos juros impõe necessidade de maior diversificação da sua carteira

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Tchau, tchau, CDI!

Foi bom enquanto durou.

Tivemos uma união estável, deixei você tranquila e segura e fiz seu patrimônio crescer sem gerar nenhum grande esforço.

Fiz o melhor que pude, e garanto que superei meus concorrentes por um bom tempo. Um casamento perfeito, mas chegou a hora de dizer adeus. Talvez adeus seja muito forte, então, um até logo!

Sim, estou falando dele. Aquele a quem tanto nos apegamos e que nos fez feliz. O CDI, como chamamos carinhosamente o Certificado de Depósito Interfinanceiro ou Interbancário.

Durante uns bons anos de juros gordos, todo mundo apegou-se a ele. Não havia como olhar para nada além da renda fixa e sua principal referência.

Mas esses tempos, caro investidor, estão chegando ao fim, como os mais atentos já perceberam por meio de leitura dos nossos relatórios.

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A bolsa vem se destacando desde o início deste ano e leitores mais desapegados já migraram parte do seu dinheiro para ativos de maior risco, como as ações.

Então, hoje, meu recado vai especialmente para você, leitor mais conservador, relutante em aceitar mudanças.

Sei que é difícil, vai dar um pouquinho de trabalho, mas é hora de se mexer.

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A um passo da queda

Esta pode ser uma semana decisiva para os juros brasileiros. Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o famoso Copom, anuncia o novo rumo da taxa básica de juros brasileira (Selic), que anda bem pertinho do CDI.

Se você nos acompanha e está atento ao noticiário econômico, sabe que os próximos dias podem mostrar o disparo de um gatilho há muito tempo esperado por todo mundo do mercado financeiro.

E essa expectativa toda não é à toa. Há nada menos que QUATRO anos a taxa Selic não cai. E os últimos oito encontros do Copom foram um tédio só. Até meus colegas jornalistas que acompanham as reuniões lá em Brasília, e travam uma disputa para ver quem informa a decisão do Comitê primeiro, estão vivendo uns tempos de marasmo.

Talvez, nesta semana, esse tédio acabe. Se não nesta, em breve.

O efeito dos juros mais baixos em seu bolso!

Mesmo que a gente aqui na Empiricus não fale de outro assunto este ano, quando, inclusive, me juntei à equipe, percebo que muitos leitores não entendem como esse movimento de baixa dos juros pode pesar no bolso.

No mês passado, por exemplo, durante uma monitoria do Você Investidor, Carlos B. me perguntou:

Gostaria de saber com essa previsão de baixa dos juros para este ano e o ano que vem afetam o ganho em CDB. Como me proteger?

Sua preocupação faz todo o sentido, Carlos, afinal, você tem um CDB que paga 120 por cento do CDI.

O CDI e a taxa Selic não são a mesma coisa, mas andam lado a lado. Isso quer dizer que uma queda da Selic costuma ser acompanhada de uma queda do CDI, embora, não necessariamente, na mesma medida.

Ter um retorno de 120 por cento de uma taxa hoje por volta de 14 por cento não é igual a ter um retorno de 120 por cento de uma taxa que poderá estar em 11 por cento ao fim do ano que vem.

No primeiro caso, a rentabilidade bruta do investimento seria de 16,8 por cento (1,2 x 14). No segundo, o retorno cairia para 13,2 por cento (1,2 x 11). Ninguém gosta de ganhar menos…

Quem se importa?

Você já deve ter reparado que a maior parte das aplicações de renda fixa oferecidas pelos bancos e corretoras estão atreladas ao CDI. Elas prometem entregar um percentual do CDI na hora do resgate, certo?

“LCI do banco X está pagando 92 por cento do CDI.”

“Nosso CDB oferece 118 por cento do CDI. Oferta imperdível!”

“LCA do banco Y garante 89 por cento do CDI.”

O CDI é o principal referencial da renda fixa. É ele que você vai usar para comparar as aplicações mais conservadoras. Os fundos de renda fixa e multimercado também utilizam o CDI como um alvo a ser igualado ou, melhor ainda, superado.

Portanto, quanto maior o percentual de CDI prometido/entregue, maior seu rendimento.

Voltemos, então, à dúvida do Carlos. Faz sentido a preocupação com a queda dos juros? Sim. Uma Selic mais baixa e um CDI mais magro refletem-se em menor rentabilidade do investimento.

Na prática, como temos alertado há um bom tempo, assim que os juros caírem, os tempos de retornos gordos sem grandes esforços vão começar a ficar para trás. Começar é só uma forma educada de falar, já que a valorização de 40 por cento da bolsa neste ano dispensa comentários.

Mas o Carlos deve se preocupar com perder dinheiro?, você me pergunta.

Não se trata de perder dinheiro, mas de ganhar menos.

Com a Selic e o CDI menores, as taxas pagas, ou seja, o seu retorno, vai ser mais magro.

E renda fixa é tudo igual? Não!

Jefferson L. pontuou bem as diferenças, ao me pedir orientações de como proceder.

Executei minha primeira compra do Tesouro Selic (o mais conservador), mas tenho lido algo que me deixou curioso. Com a possível queda de juros na Selic, no dia 19/10/2016, pode haver uma valorização de outros títulos do Tesouro?

Li que a venda deles antecipadamente, ou seja, sem esperar o vencimento, pode gerar rendimentos maiores em curto prazo.

De fato, Jefferson.

Como você pode verificar na tabela a seguir, de títulos públicos disponíveis para venda pelo Tesouro Direto na sexta-feira (14), títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+) e prefixados acumulam forte valorização neste ano e em 12 meses.


Anderson S. também está de olho nessa valorização:

Tenho investido cerca de 15 mil reais no Tesouro Selic, e 30 mil reais no IPCA+2019 à taxa de 7,11 por cento.

Diante do cenário econômico de queda da Selic, é vantagem a venda do Tesouro Selic para a compra do prefixado?

O que precisa ficar claro, Jefferson e Anderson, é que, uma vez formado seu colchão de liquidez, a ideia é deixar esse dinheiro aplicado em ativos como Tesouro Selic e diversificar sua carteira com novos recursos.

Todo mundo que investe deve começar formando seu colchão de liquidez, ou seja, aplicar em ativos bastante líquidos, conservadores, sem grandes riscos de perda. Como sempre falamos, especialmente no relatório Você Investidor deste mês, o Tesouro Selic é uma das principais opções para essa reserva de emergência.

Por isso, nada de mexer nesse dinheiro voltado para uma necessidade de curto prazo. Se você analisar a Carteira Empiricus, vai ver que 10 por cento dos recursos de renda fixa estão alocados no Tesouro Selic.

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Há ainda recomendação de compra de Tesouro Prefixado, mas a preferência da Empiricus está nos papéis atrelados à inflação.

Quem dera ainda estivesse disponível no mercado um papel que pagasse juro real de 7,11 por cento ao ano, como o do Anderson…

Portanto, fique atento! Agora é hora de diversificar mais a carteira, porém, sem perder a essência de ter uma parcela mais conservadora. Nada de jogar tudo para o alto e correr desesperado em busca de ações. Muita calma nessa hora! O risco é necessário, mas precisa ser adequado ao seu patrimônio.

Se tiver alguma dúvida sobre o assunto de hoje ou uma sugestão de tema a ser abordado nas próximas newsletters, escreva para beatriz.cutait@empiricus.com.br.

Um abraço!

Beatriz

 

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