Tesouro Direto ou previdência: é preciso escolher?

Confira as diferentes opções para estabelecer uma poupança DIVERSIFICADA para a aposentadoria

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Tesouro Direto ou previdência: é preciso escolher?

Qual é o valor mínimo para começar a investir?

Como escolher uma corretora para iniciar meus investimentos?

Não devo manter uma parte do dinheiro na poupança por conta de sua segurança?

Em qual produto devo fazer minha primeira aplicação?

Qual investimento é melhor para minha aposentadoria: previdência ou Tesouro Direto?

Bem-vindo à lista “TOP 5” de perguntas enviadas pelos leitores desta newsletter e dos relatórios do Você Investidor.

Invariavelmente, quem está começando a investir, aqueles que se autointitulam leigos, se consideram mais inseguros e precisam de um “empurrãozinho” para iniciar, se identificam ao menos com uma das dúvidas acima.

Eu diria que as quatro primeiras questões variam conforme o grau de conhecimento da pessoa, mas a quinta é praticamente unânime. Todo mundo tem dúvida sobre qual a melhor forma para constituir uma poupança para a aposentadoria.

E essa questão é super legítima e tem um senso de urgência, especialmente neste momento de discussões de reformas profundas no modelo brasileiro.

Ainda tem bastante chão pela frente no Congresso, mas posso assegurar um ponto: você não pode esperar do governo a garantia para uma aposentadoria tranquila.


E não estou falando de luxos, não. Estou pensando no básico mesmo, de tentar manter seu padrão de consumo essencial após parar de trabalhar.

Grande parte da geração da década de 1950 está sentindo na pele hoje o preço de não ter investido em uma reserva privada para garantir uma aposentadoria saudável.

Quantos de vocês não se lembram de casos de famílias em que os provedores conseguiram formar verdadeiras fortunas ao longo de suas carreiras e terminaram a vida totalmente dependentes de seus filhos?

Por isso, o primeiro passo é entender que você PRECISA investir em uma aposentadoria. Não espere que o governo, com ou sem reformas do modelo atual de previdência, garanta seu conforto quando estiver mais velho.

Superado esse ponto, seguimos, então, para a segunda etapa: entender quais as diferenças entre os tipos de investimentos disponíveis para o longo prazo para poder escolher.

Títulos públicos via Tesouro Direto, planos de previdência, fundos de investimento e ações. Qualquer ativo pode ser voltado para sua aposentadoria, não há necessidade de se eleger apenas um deles. O ideal é buscar a diversificação.

Tesouro Direto

Ao investir em títulos públicos via Tesouro Direto, você pode buscar papéis cujos prazos de vencimentos estejam mais alinhados com sua aposentadoria para resgatar os recursos no momento da necessidade de capital.

Na Estratégia do Investimento Consistente, mostramos como começar a formar esse colchão para a aposentadoria a partir de 30 reais, em direção ao primeiro milhão de reais em 20 anos. Nesse caso, é você o responsável por tomar a rédea de seus investimentos.

No Tesouro Direto, estará sujeito a uma alíquota mínima de 15 por cento de Imposto de Renda sobre os rendimentos se resgatar o dinheiro aplicado pelo menos após dois anos. O custo obrigatório corresponde à taxa de custódia paga à Bolsa, de 0,3 por cento ao ano. Só isso.

Previdência

Já num plano de previdência (PGBL ou VGBL), você delega para um terceiro a estratégia e a gestão de seus recursos. Mas não é tudo igual! Não é à toa que a Luciana Seabra só recomenda oito fundos de previdência, dos quais só três podem ser encontrados em bancos.

As taxas de administração desses fundos começam a partir de 0,7 por cento ao ano e os aportes mensais, em 500 reais. Fique ciente de que é possível investir em fundos sem taxa de carregamento!

A alíquota de IR pode chegar ao mínimo de 10 por cento se você optar pela tabela regressiva e deixar seu dinheiro ali por pelo menos dez anos. Longo prazo faz a diferença aqui!

Fundos de investimento

Se você resolver investir diretamente num fundo de investimento, você também estará delegando a gestão dos ativos a terceiros e, por isso, precisa escolher bem o gestor. Planos de previdência tendem a fazer mais sentido quando pensamos em longo prazo, com a vantagem de não contarem com o “come-cotas” que tanto incomoda os investidores dos fundos, mas a análise precisa ser mais profunda.

Você pode muito bem dirigir uma parte de seus recursos aos fundos para assumir mais riscos, como de exposição cambial, do que em uma previdência. E é fundamental ainda observar as taxas de administração e de performance, quando houver. A Luciana também está atenta a esses fundos. Acesse aqui para conhecer suas recomendações.

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Ações

Por fim, ainda que muitos associem ações a ganhos de curto prazo, é super recomendado ter uma parte do patrimônio alocado em Bolsa também de olho no futuro. Os mais velhos bem sabem o quanto ter comprado no passado ações do Itaú, por exemplo, foi lucrativo.

Novamente, é fundamental se atentar aos custos cobrados pelas corretoras para se operar ações (já conferiu a tabela de taxas do Você Investidor?) e do Imposto de Renda, de 15 por cento sobre o lucro. Lembre-se que, se quiser resgatar o dinheiro em uma data específica lá à frente, melhor distribuir os resgates para ficar abaixo da venda de 20 mil reais por mês e escapar da mordida do Leão.

Ainda tem medo de entrar na Bolsa? Então comece aos poucos. O Felipe tem recomendado três ações para assinantes do Você Investidor, revistas de tempos em tempos, justamente para os iniciantes perderem a insegurança. Pode ser uma boa experiência para você entender os mecanismos do mercado.

Diversificação, diversificação, diversificação

Se você acompanhou o raciocínio até agora, quero que encerre essa leitura com apenas um aprendizado: não é preciso (nem recomendado) escolher apenas um produto para direcionar todo o dinheiro de sua aposentadoria. Diversifique os recursos e colha os frutos de uma alocação mais equilibrada lá na frente. Você ainda vai nos agradecer por isso…

Dá para começar aos poucos e ver seu dinheiro aumentar de forma consistente, independentemente dos rumos tomados em Brasília.

Um abraço,
Beatriz

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