Uso milhas ou dinheiro?

Vai viajar? Você sabe o que compensa mais? Milhas ou dinheiro? Fizemos os cálculos para você descobrir

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Uso milhas ou dinheiro?

Caro leitor,

Hoje é dia dos namorados, mas Felipe e Gabriela moram em cidades diferentes. Ele vive em São Paulo e ela, no Rio. No início da semana, Felipe se deu conta da data comemorativa e resolveu fazer uma supresa para Gabriela. “Na sexta-feira saio do trabalho direto para o aeroporto e pego um voo para o Rio. Assim chego a tempo de jantarmos juntos. Depois, passamos o sábado na praia, domingo ficamos juntos o dia inteiro e volto para São Paulo no domingo à noite”, pensou.

Isso soou perfeito para Felipe. É bem possível que em algum momento de sua vida você também tenha pensado em fazer uma viagem dessas, saindo na sexta e retornando na noite de domingo. É o que todos queremos.

Pois bem, se isso soa muito bem para qualquer casal que mora distante no dia dos namorados, soa melhor ainda para as companhias aéreas. Como em outras datas comemorativas e feriados, a demanda é bem maior e essas empresas cobram os olhos por essas passagens “ideais” de ida no fim de tarde de sexta-feira e retorno no fim da noite de domingo.

Na terça-feira, fiz uma rápida pesquisa no site da TAM e verifiquei que o Felipe teria que pagar nada menos do que R$ 2.300 para que seus planos de muito amor no final de semana se tornassem reais. Se tiver milhas da Multiplus, poderia comprar as mesmas passagens por 22.000 pontos. “Mas eu poderia ir para Nova York!”, teria pensado Felipe (pelo menos foi o que eu pensei).

Ele tem outras opções: pode ir ou voltar de ônibus. No último final de semana, fui a um casamento no Rio de Janeiro e acabei optando por essa solução. Era feriado de Corpus Christi na quinta-feira. Como eu planejei ir na sexta-feira, a passagem de ida estava relativamente barata: R$ 307, com taxas, ou 10 mil milhas (para um voo direto, saindo de Congonhas, num bom horário para mim). A volta, no desejado domingo à noite, estava um absurdo: cerca de R$ 900 com taxas, ou 17.000 milhas em um horário razoável.

Então resolvi ir para o Rio com milhas e voltar de ônibus leito, pagando R$ 188 por uma ótima poltrona com cobertor, travesseiro, TV e uma caixinha de guloseimas.

O casamento foi incrível, o Rio de Janeiro continuava lindo, com sol e clima agradável. Mas fiquei com uma pulga atrás da orelha: será que valeu a pena gastar essas 10 mil milhas? Eu intuía que a resposta era não.

Então decidi investigar. Queria descobrir: Quando vale a pena comprar uma passagem com milhas e quando vale a pena pagar em reais?

Eu e a Camila, nossa editora do Criando Riqueza, de quem já falei por aqui, sentamos e começamos a pesquisar voos diversos nos sites da Tam, da Gol, da Avianca e da Azul.

Pesquisamos, por exemplo: De Rio de Janeiro para São Paulo em dias de semana e em fins de semana e o contrário. Belo Horizonte – Brasília durante a semana e em fins de semana, entre outros. Olhamos voos para daqui a 3 semanas, ou seja, com uma moderada antecedência.

O resultado da nossa pesquisa e o número mágico para que você saiba quando vale a  pena usar suas milhas e quando vale a pena pagar a passagem está um pouco mais abaixo, no conteúdo PRO 1.
Como juntar milhas

Agora, se não temos milhas, nada disso faz sentido, certo? Então, antes de aprofundar a investigação sobre as milhas, damos um passo atrás para saber como conseguir juntar milhas.

Na verdade, é bem simples: quando efetuamos compras no cartão de crédito, tanto nossas compras comuns como compras de passagens, acumulamos milhas.
Entretanto, cada banco possui sua política de benefícios, por isso é legal você checar qual a política do seu banco. É possível transferir esses pontos para uma rede ampla de parceiros, como a Smiles e a Multiplus.

Para realizar a transferência de pontos você precisa entrar em contato com seu banco acessando sua conta pela internet ou por telefone. A Camila realizou o cadastro no site da Caixa Econômica no momento que acessou seu internet banking. Mas a transferência de pontos, no caso dela, teria que ser feita pelo contato telefônico.

Para cadastrar-se nos programas de milhagem da TAM, Gol, Avianca e Azul são necessários os documentos básicos, CPF e RG, endereços e um login. Esse procedimento foi bem rápido, nossa editora gastou apenas 30 minutos para se cadastrar nos 4 programas.

Resumindo, você precisa acessar sua conta bancária para cadastrar-se no programa de pontos. Em seguida, é preciso acessar os sites das companhias aéreas – que vão te direcionar para as páginas dos programas de milhagem – para realizar seu cadastro em cada uma delas (ou naquela que você preferir).

Feito isso, entre em contato com seu banco e peça a transferência dos pontos.
Cartão de crédito amigo?

Mas, obviamente, o acúmulo de milhas não deve ser um incentivo para consumir mais, e sim como uma vantagem do uso do cartão de crédito em detrimento do cartão de débito. Já falamos na nossa newsletter “Precisamos falar sobre dívidas” que o cartão de crédito pode destruir suas chances de construir um patrimônio. É importante que você saiba como usá-lo.

Para aqueles que possuem total controle dos gastos o cartão de crédito é um ótimo aliado. Além de acumular pontos e trocar por passagens aéreas (com as famosas milhas),  ao comprar no cartão você “ganha” alguns dias para pagar a compra, já que os gastos serão somados na próxima fatura. E há também a possibilidade de trocar os pontos por produtos oferecidos no seu programa de relacionamento (ou “de vantagens”, como as empresas costumam chamar).

Se a disciplina financeira não é o seu forte, bom, vamos começar a acertar isso aqui no Criando Riqueza. Em primeiro lugar, comece a anotar seus gastos no cartão de crédito. Esses gastos vão desde as compras de grande valor, até pequenas coisas que às vezes não contamos. É importante colocar nessa planilha até o almoço por quilo que você acabou pagando nesse cartão.

Em segundo lugar, saiba o dia do vencimento do seu cartão de crédito e tenha em mente o valor aproximado da próxima fatura, o que irá te ajudar a controlar o uso do cartão nas próximas compras. Esse tipo de atitude faz com que você consiga planejar quando comprar uma ou outra coisa mais cara que você deseja ou está precisando.

Em terceiro lugar, e mais importante, verifique sempre o saldo disponível na sua conta corrente e compare com o valor que você está gastando no cartão. De preferência, deixar o pagamento do cartão no débito automático, para não correr o risco de não pagar e ter que arcar com os juros altos e multa. Ao conferir seu extrato bancário e a sua fatura atual, você começa a ter noção dos seus gastos, e o mais interessante: você começará a perceber algumas compras supérfluas que não fariam falta alguma.

Sempre olhe a fatura detalhada para ver se o banco não está fazendo nenhuma cobrança indevida (como a “venda casada” de um seguro do cartão) ou mesmo cobrando uma anuidade sem que você saiba.

De novo, não se esqueça que os juros do cartão de crédito são altíssimos. Em alguns casos, superam os 500% ao ano. Por isso, ainda que você se esqueça de tudo o que ler nesta newsletter, nunca se esqueça: Sempre pague o valor total da fatura do seu cartão de crédito!


Conteúdo PRO 1 –  A conta mágica: saiba se você deve pagar o voo em dinheiro ou em milhas (Por Olivia Alonso)

Conteúdo PRO 2: Vale a pena trocar pontos por produtos? (Por Camila Passucci)

Conteúdo PRO 3 – É com comprar milhas? (Por Olivia Alonso)

Um abraço

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