Vacina contra o medo

Como você reage aos efeitos colaterais de uma decisão de longo prazo? E o que te impede de começar a investir? Escolha sua justificativa!

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Vacina contra o medo

Na última semana, como se não bastasse um cenário político-econômico pra lá de movimentado, daqueles que dá medo de dormir e descobrir que o Brasil está de ponta-cabeça, uma notícia fora do eixo Curitiba-Brasília me chamou a atenção.

A adesão a algumas vacinas obrigatórias para crianças caiu no País, em meio ao medo de determinadas famílias vinculado à reação da imunização e/ou à sua eficácia.

Nem preciso comentar o “clima Fla-Flu” que se instalou nas redes sociais, com pais se atacando e criticando ferozmente a atitude classificada como individualista por alguns, ignorante, por outros, irresponsável pelos demais.

Não tenho a menor pretensão de participar dessa polêmica e nem sou mãe ainda para refletir sobre o alcance desse tipo de decisão sobre outras crianças, mas a atitude em si me fez olhar para esse tipo de atitude de forma mais ampla.

Fiquei pensando sobre a maneira como cada pessoa reage quando surgem imprevistos em sua vida, quando é imprescindível enfrentar certas dificuldades para colher frutos no futuro, quando um objetivo (no caso, a imunização) é colocado à prova por conta de seis efeitos colaterais.

Qual o seu grau de tolerância nessas circunstâncias? Qual o limite para seu desespero de curto prazo colocar em xeque todo o foco no longo prazo?

Ainda na polêmica envolvendo a vacinação, um dos depoimentos me chamou especial atenção.

Nele, a mãe dizia que seu filho havia tomando vacinas com quatro meses de idade e que, dias depois, seu comportamento havia mudado, e o bebê teria ficado com alergia pelo corpo e não teria conseguido comer. E terminava com a afirmação da mãe de que, após conhecer grupos que falavam sobre as verdadeiras reações das vacinas, certamente o filho teria sido exposto a uma consequência delas. E isso, por si só, justificava sua decisão de não vacinar mais seu filho.

 

Ao transpor esse tipo de atitude para o mundo dos investimentos, pergunto aqui: quantas pessoas já não desistiram de começar a investir ou até mesmo resgataram suas aplicações após ouvirem histórias da “prima da amiga”, lerem textos, receberem e-mails ou assistirem a vídeos na internet relatando más experiências e alertando sobre determinados “perigos ocultos”?

Quantos aqui já não foram desestimulados a adentrar o mercado financeiro após se depararem com depoimentos de investidores iniciantes que se arriscaram além da conta e perderam todo o patrimônio? E de quem era a culpa? Do próprio mercado! Ou do gerente do banco! Ou da corretora! Ou de Deus… Enfim, de todo mundo, menos do próprio investidor.

Há cerca de dez dias, investidores brasileiros enfrentaram um caso prático para demonstrar se estão dispostos a superar efeitos colaterais (leia-se risco) em busca de ganhos futuros.

Como você reagiu?

A paralisia do medo

Para os mais prevenidos, que ainda não conseguiram deixar de lado a inércia para investir, hoje tenho um pedido diferente.

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Gostaria de saber qual é a principal razão para você nunca ter aplicado no mercado financeiro. O que impede você (ou seu marido, sua esposa, seu filho, seus pais ou seus amigos) de dar o primeiro passo?

( ) Investir é muito caro

( ) Medo de perder todo o patrimônio

( ) Desconhecimento do mercado financeiro e de economia como um todo

( ) Não saber por onde começar

( ) Não conseguir poupar dinheiro de forma periódica

( ) Receio de precisar do dinheiro de uma hora para outra

( ) Preguiça. Investir dá trabalho!

Escolha uma única opção!

Com base na resposta mais selecionada, voltamos a falar sobre o assunto na semana que vem. Quem sabe não eliminamos pelo menos um fator que impede você de multiplicar seu patrimônio?

Até lá!

Um abraço,

Beatriz

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