Vai um cartão de crédito aí?

Confira as vantagens e as desvantagens de adquirir um cartão de uma rede varejista

Vai um cartão de crédito aí?

Caro leitor,

Começo a newsletter desta semana com uma pergunta que chegou à editora do WBC, Natália Flach.

“Olá, Natália!

 

Parabéns pelo trabalho! Sua maneira de sempre interagir com nossas dúvidas fazem o aprendizado ser mais eficiente. Tenho uma dúvida: hoje, todas as lojas (C&A, Renner, Riachuelo e até a Colombo) perguntam se quero ter o cartão de crédito delas. Dizem que não tem mensalidade anual. Eu sempre soube que não vale a pena fazer. Mas não soube explicar para minha noiva o porquê! Você poderia nos dizer as vantagens e desvantagens desses cartões?

Edson I.”

 

Antes de partir para a resposta, aproveito a pergunta do Edson para chamar sua atenção para o WBC. Para quem não conhece, esse é um clube exclusivo para assinantes que pretendem alcançar a independência financeira em até 7 anos. Mark Ford, o guru financeiro do WBC, traz dicas e sugestões de como chegar a esse estágio.

Só é possível aderir ao programa duas vezes por ano. As inscrições para a próxima turma abrem dia 16 e, para aquecer seu interesse, convido você a se cadastrar para receber, a partir do dia 9 de maio, o livro 11 Segredos da Criação de Riqueza, do próprio Mark, e o diário de viagem da Olivia Alonso, no qual ela conta sobre sua viagem para buscar o melhor método de criação de riqueza do mundo.

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Retornando ao assunto central de hoje, a dúvida do Edson é mesmo curiosa. Toda vez que vou a alguma dessas lojas de departamento e sou abordada no caixa ou na saída por uma vendedora tentando vender o cartão, me pergunto, afinal, o que tanto atrai os clientes. Resolvi ir atrás!

Logo de cara, reparei nas seguintes vantagens anunciadas pelas varejistas para conquistar o interesse do público: gratuidade na adesão, descontos nas lojas, maior possibilidade de parcelamento, frete grátis em compras on-line, promoções exclusivas, consultoria virtual e descontos em espetáculos patrocinados pela loja. Tem um pouco de tudo para chamar a atenção dos clientes.

Mas que bom seria se fosse tudo tão fácil, não?

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Os benefícios podem estar escondendo as taxas de juros cobradas por algumas instituições e outros custos de serviços adicionais. Não sei se você sabe, mas o interesse das redes varejistas em facilitar o crédito não é aleatório. Essas operações ajudam a engordar suas receitas, embora a crise brasileira esteja prejudicando a venda de produtos e serviços financeiros, como já mostrou O Financista (leia a matéria).

Caso prático

Peguemos como exemplo o Magazine Luiza, empresa listada em Bolsa que tem, desde 2001, uma financeira, a LuizaCred, fruto de uma associação com o Itaú Unibanco.

No último balanço financeiro, a empresa informou o seguinte:

“Em 2015, mesmo com taxas de aprovação mais conservadoras, a Luizacred evoluiu sua base de cartões em 3,9% para 3,6 milhões, e cresceu a carteira do Cartão Luiza em 6,5% para R$ 3,8 bilhões.”

O cartão de crédito é o principal produto da financeira e tem a bandeira MasterCard.

Para ter acesso a ele, é necessário ter renda mínima de R$ 800,00 e pagar anuidade de R$ 81,00 (no caso do cartão “preferencial”; no “ouro”, não há cobrança de anuidade). As vantagens citadas pelo Magazine Luiza englobam um limite maior para parcelar os gastos, ofertas exclusivas, cartões adicionais e parcelamento da fatura.

A partir de hoje, o assinante do plano “Você Investidor” terá acesso ao relatório mensal do mês de maio. Nele, entrevistamos o analista da Empiricus Max Bohm, que explica tudo que você sempre quis saber sobre o universo das pequenas empresas, as chamadas “microcaps”. E diz em qual delas você pode investir agora.

Já nosso planejador financeiro, Walter Poladian, apresenta os critérios que você precisa levar em consideração na hora de selecionar (bons) títulos de renda fixa privados.

André Zara, editor da newsletter “Criando Negócios”, ainda mostra como atuar como consultor após a aposentadoria. Não perca!

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Mas não existe almoço grátis.

É possível, sim, parcelar as compras em até 24 vezes, mas você está sujeito à incidência de encargos, ou seja, juros e IOF. Não há necessariamente vantagem em relação a outros tipos de cartões. Confira o contrato:

“Se você pagar uma quantia inferior ao pagamento mínimo ou não realizar o pagamento até a data do vencimento da fatura, você estará em atraso e deverá pagar os seguintes encargos: Juros (indicados no campo “Juros Contratuais Máximos” da Fatura) e IOF sobre o valor não pago, acrescidos dos encargos de atraso: (i) multa de 2%; e (ii) juros moratórios de 1% ao mês, todos desde a data do vencimento da fatura anterior até seu pagamento total ou até a data de corte da próxima fatura, o que ocorrer primeiro.”

Risco de descontrole

“Contrate agora o cartão Luiza e dê uma força para o seu orçamento”, anuncia a rede. Mas a possibilidade de parcelar em muitas vezes as compras e de comprometer o limite do cartão apenas com o valor da parcela, não da compra cheia, é uma enorme tentação para o descontrole. É preciso cuidado redobrado para não ficar inadimplente!

E vale ainda ficar atento às taxas de juros cobradas. O Banco Central tem uma tabela atualizada com as taxas mensais e anuais cobradas das pessoas físicas no cartão de crédito parcelado. Vale conferir no site.

A LuizaCred aparecia em 7º lugar no ranking de maiores taxas no período de 11 a 15 de abril, com juros mensais de 10,30% e anuais de 224,40%. Vale também analisar os custos do crédito rotativo.

REVELADO: Onde Felipe Miranda está investindo seu Dinheiro AGORA

Hoje, o Analista-Chefe da Empiricus revelou seus segredos.

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Como vem alcançando um retorno médio anual de impressionantes 170% CDI.

Como está superando 202% CDI, apenas em 2016.

Como executar essa estratégia de maneira simples e com baixíssimo risco?

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Então, Edson, respondendo sua pergunta, o que pude constatar olhando diversos contratos de cartões de crédito oferecidos por redes varejistas é que a fácil adesão, a baixa exigência de renda, os descontos nas lojas próprias e a facilidade de parcelamento justificam grande parte do interesse dos clientes.

Por outro lado, o baixo limite de crédito no início (com o tempo, se você comprovar renda maior, deverá conseguir expandir esse limite), a ausência de pontuação revertida em milhas e os custos muitas vezes mais altos que os de cartões “tradicionais” pesam contra esse mercado.

Antes de adquirir um desses cartões, portanto, analise as condições, os custos embutidos e veja se vale a pena se comprometer. Boa sorte!

Um abraço,

Beatriz

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