Me ajude a te ajudar

Qual é o seu maior plano de investimento neste ano e o que você está realmente disposto a fazer para transformá-lo em realidade?

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Me ajude a te ajudar

“Crer ou não crer”; “Seja foda!”; “Por que fazemos o que fazemos?”; “Ansiedade — Como enfrentar o mal do século”; “Em busca de respostas”, “O homem mais feliz da história”; “O homem mais inteligente da história”…

Bem-vindo à lista dos livros mais vendidos no Brasil, segundo dados da Nielsen-PublishNews, do dia 28 de janeiro.

Qualquer semelhança é mera coincidência?

Repare na representatividade de livros de autoajuda ou com viés espiritual nessa lista.

Ao analisarmos a demanda de leitores, ajuda é o que os brasileiros mais estão buscando no momento atual.

Para ser feliz, para dormir melhor, para emagrecer, para ser mais inteligente, enfim, para tudo.

Mas e para enriquecer: a quem você recorre? Em quem você confia?

Sejamos honestos. Se Augusto Cury não conseguir transformá-lo no homem ou na mulher mais feliz e inteligente da história, tudo bem. Você vai superar.

Se o padre Fábio de Melo não convencê-lo da importância de ter fé, sem problemas. Outros caminhos deverão acalmá-lo.

Se Caio Carneiro, “influenciador positivo” — como o próprio se denomina—, não torná-lo uma pessoa “foda”, acredito que você vai sobreviver.

Mas e se uma recomendação equivocada gerar um erro irreparável no seu orçamento: para quem você vai reclamar?

Na seara dos investimentos, vejo cada vez mais gente e empresas tentando se aproximar do pequeno investidor, ou seja, de todos nós.

E, veja, acho isso ótimo. Finalmente chegou a nossa vez!

Mas o meu lado desconfiado sempre fala mais alto e, confesso, tenho certo receio.

Tem muita gente por aí que não perde um vídeo de blogueiros especialistas e superengraçados para falar de finanças.

Há quem peça indicações para o gerente semana sim, semana não, fazendo planos com um dinheiro que um dia, eventualmente, quem sabe poderá estar disponível.

E existem aqueles que participam ativamente de grupos de Facebook e fóruns do mercado sobre investimentos para não perder aquela “dica esperta”.

Mas, por favor, seja sincero comigo: você passou a investir depois de ouvir mais sobre o mercado financeiro?

O QUE EFETIVAMENTE LEVA UMA PESSOA A APLICAR?

A experiência recente envolvendo o “boom” do bitcoin deixa claro como a ganância é responsável por levar grande parte das pessoas a se mexer.

Se seu primo, vizinho ou colega de trabalho ganhou tanto dinheiro, por que você ficaria de fora?

E aí basta as moedas terem um chacoalhão para diversos investidores voltarem para a estaca zero, retomando a negação do hábito de investir. É tudo enganação, ouço alguns dizendo…

Todo mundo quer dinheiro rápido, emagrecer de um dia para o outro, aprender a ser uma pessoa “foda” depois de um livro.

Ninguém tem tempo a perder.

E essa urgência torna muita gente meio boba, ingênua e sem senso crítico.

É por isso que, ainda hoje, em 2018, com uma taxa Selic de 6,75% ao ano, somos obrigados a ver grandes instituições financeiras fazendo um desserviço aos potenciais investidores.

Basta assistir a um vídeo sobre reserva de emergência do Santander One, canal do banco no YouTube sobre investimentos, para ter certeza disso.

Intitulado “Como eu me recupero financeiramente do Carnaval?”, enquanto mostra uma imagem com a regra atual de rentabilidade da poupança de TR mais 70% da Selic, a apresentadora diz: “Uma opção é a poupança, que está num período ótimo, pois a taxa de juros caiu, o rendimento da poupança obedece uma regra mais favorável”.

É sério, Santander? Período ótimo da poupança?

É por isso que existem atualmente mais de 60 milhões de contas-poupança no Brasil. Mesmo com um retorno de 10% do Tesouro Selic em 2017, ante os 6,6% da caderneta. Ah, se descontar o maior Imposto de Renda possível, de 22,5%, o Tesouro ainda entregou rentabilidade maior, de 7,75%.

A equipe do Tesouro Empiricus já está cansada de mostrar essa distorção no dia a dia…

Eu não sei você, mas detesto sentir que estou sendo feita de idiota.

E tenho buscado cada vez mais mudar minha forma de agir neste ano.

Menos listas de coisas a fazer, mais coisas feitas.

Menos livros comprados, mais livros lidos.

Menos ideias de viagens, mais viagens.

E menos sonhos longínquos, e mais investimentos para poder transformar ideias em realidade agora.

No trabalho, também tenho colocado em prática o que os leitores mais querem saber.

Como investir em ações? Basta acessar a publicação do Você Investidor deste mês.

Como declarar aplicações financeiras no IR? Basta conferir um guia na sua Área do Assinante (também do Você Investidor), disponível nesta semana.

O que avaliar na hora de contratar um seguro de vida? Estamos analisando para te contar no mês que vem.

Qual é o seu maior plano financeiro deste ano? Me escreva (beatriz.cutait@empiricus.com.br) para dividir comigo e para que eu possa, quem sabe, ajudá-lo a realizar.