A primeira vez a gente sempre esquece

Tomar grandes decisões na vida como, por exemplo, investir pela primeira vez, não é fácil. Mas, é necessário e indolor.

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A primeira vez a gente sempre esquece

Toda primeira vez exige coragem. Em especial quando se trata de grandes decisões.

Lembro de quando era pequena e treinava sem parar fora da piscina os movimentos para fazer o mergulho perfeito, sem engolir água, dar barrigada ou passar vergonha na frente dos meus tios, que orgulhosamente me ensinavam a “técnica” perfeita.

Também parece ontem que, fui feliz da vida, me matricular na autoescola no dia do meu aniversário de 18 anos, para finalmente aprender a dirigir. A primeira vez que saí sozinha foi inesquecível. Fiz um checklist para lembrar de ajustar o banco, o espelho retrovisor, dar seta antes de sair e, principalmente, baixar o freio de mão.

E teve também a primeira vez que fui fazer uma entrevista de emprego. Nervosa que só, carregava um currículo lotado de cursos e experiências voluntárias, mas com “zero” experiência de trabalho remunerado. Foi a primeira vez que tive que me vender da maneira mais convincente possível, mesmo sem me sentir preparada para grande parte das vagas.

A primeira vez para tomar grandes decisões não é fácil, mas é necessária e indolor. Você pode errar, mas sempre tem a chance de corrigir seu erro na segunda, na terceira ou na quarta vez. Sem traumas.

Não sei se meu primeiro mergulho foi com barrigada, se fui xingada por outros motoristas quando dei a primeira volta de carro sozinha ou se causei uma boa impressão na primeira entrevista de emprego da minha vida.

Só me lembro de aprender a mergulhar, a dirigir, e de começar a trabalhar. Simples assim.

Com ações, não é diferente.

Muita gente me escreve morrendo de medo de comprar sua primeira ação e entrar de vez na Bolsa.

“E se o papel cair?”

“E se eu precisar do dinheiro?”

“E se eu não me sentir confortável?”

Poderia ficar horas aqui rebatendo todos os “e se”, mas prefiro responder com três pontos essenciais, que farão a experiência a menos dolorosa possível:

– Comece com um dinheiro que você possa efetivamente perder, que não fará falta em sua vida;

– Não bitole nas cotações todos os dias. Lembre-se de que investimento em Bolsa tem como foco principal o longo prazo;

– E lembre-se de que os juros básicos estão em 6,75% ao ano, o menor patamar da história. Ganhar dinheiro sendo puramente conservador não deveria mais ser uma opção de nenhum investidor, independentemente de sua idade.

Sinceramente, para entender como o mercado funciona, só mesmo investindo.

Quer começar aos poucos?

Então sugiro dar uma olhada nas três ações do Você Investidor, que custam cerca de 61 reais, 14 reais e 27 reais cada uma.

Aproveite ainda para conferir nossa tabela com uma comparação de taxas das corretoras, numa eterna competição para atrair novos investidores. Tem casa por aí cobrando taxa de corretagem menor do que 1 real e sem tarifa de custódia.

Dá para começar, ainda que com pouco?

Dá para segurar a ansiedade e confiar no investimento?

Então mãos à obra. Acesse este link se quiser conhecer as indicações do Você Investidor e garantir, de quebra, o livro homônimo, com respostas às principais dúvidas de leitores como você.

P.S.: Hoje nosso papo foi sobre ações, mas não deixe de conferir a conversa que eu tive com o pessoal do Tesouro Direto lá em Brasília. Chega de passar vergonha por não conhecer direito os títulos públicos.

P.S. 2: A Luciana Seabra fez um alerta importante hoje: se você não adequou seus investimentos neste ano, há uma chance altíssima de estar perdendo dinheiro com o novo patamar dos juros. Confira o assunto mais de perto aqui.