Ainda bem que não estamos otimistas

Você se considera um investidor otimista ou pessimista? Dizer que é realista não vale aqui, seria muito em cima do muro e politicamente correto. Vamos […]

Você se considera um investidor otimista ou pessimista?

Dizer que é realista não vale aqui, seria muito em cima do muro e politicamente correto.

Vamos lá, se tiver que escolher: otimista ou pessimista?

Pouca gente se recorda hoje, mas, em termos práticos, a otimista bolha pontocom de 1999 gerou variações de patrimônio tão ou mais perturbadoras quanto a pessimista crise do subprime em 2008.

Pesquisadores de Oxford, Chicago e do Banco Central do Canadá resumiram a dicotomia por meio de um gráfico que marca os momentos de otimismo (acima de zero) e pessimismo (abaixo de zero) para ações americanas.

Tomando por base as magnitudes envolvidas, não é difícil notar que os investidores que compraram caro na bolha pontocom frustraram-se até mais do que os vitimados pelo subprime.

Pessoalmente, eu considero o otimismo sem razão (pontocom) mais perigoso para o meu bolso do que o pessimismo com razão (subprime).

Por tabela, isso faz com que eu me sinta também mais confortável em um contexto de pessimismo sem razão do que em outro de otimismo com razão.

Dentro do mercado brasileiro, não estamos exatamente em um momento otimista.

Reforma da previdência leva um tempo e previsão do PIB foi rebaixada no Focus pela 14a vez consecutiva.

Depois da esperança no início do ano, o novo tom é de certa frustração.

Entendo, é difícil se desvencilhar deste humor coletivo.

Mas estes são os momentos em que devemos preservar nossos ativos de risco e acumular liquidez para apertar o acelerador nas Melhores Ações da Bolsa.

Nenhuma confluência de fatores é melhor para investir do que aquela em que estamos cansados, pessimistas com o presente, mas os upsides prospectivos superam os downsides.

Ironicamente, portanto, talvez estejamos no ponto exato para capturar o maior ciclo de ganhos dos últimos 20 anos na Bolsa.

O próprio mercado vem nos mostrando, por seus recentes episódios de estresse, que o pessimismo com razão é para 90 mil pontos de Ibovespa.

Por outro lado, quantos pontos valeriam nosso otimismo com razão?

Que tal 150 mil dentro dos próximos 12 meses?

Acho bem factível, e um tanto o quanto realista, se me permitir.

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