Conteúdo publicitário
Conteúdo publicitário

Até o Damodaran mudou de ideia

Começo parafraseando o Day One de 18 de fevereiro, quando o Felipe falou: “Para mim, não há instrumental analítico pronto para analisar ações sob a ótica […]

Até o Damodaran mudou de ideia

Começo parafraseando o Day One de 18 de fevereiro, quando o Felipe falou:

“Para mim, não há instrumental analítico pronto para analisar ações sob a ótica fundamentalista num mundo exponencial”.

O mundo exponencial é um mundo em que há pouco a perder versus muito a ganhar. Ou, no caso de uma fria, muito a perder versus pouco a ganhar.

Já no mundo fundamentalista, não se ganha e nem se perde muito ou pouco, mas sim um valor pretensamente “justo”.

Veja que essa não é uma crítica só minha ou do Felipe.

Todos precisamos estar atentos aos novos tempos metodológicos, e o reconhecimento da lacuna já atinge o próprio mainstream da análise fundamentalista de empresas.

Por mainstream, aqui, me refiro ao Professor Aswath Damodaran – a mais icônica das figuras em defesa dos Fluxos de Caixa Descontados, presente em todos os programas de MBA do mundo (não estou exagerando).

 

Leitura recomendada

Luciana Seabra mostra como lucrou (e ajudou os leitores a lucrarem) muito com ações sem precisar comprar ações. Ela ensina os assinantes da sua séria a investirem da mesma forma que os maiores investidores profissionais do mercado financeiro. E tudo depende de uma simples atitude, que pode te mostrar esse novo mundo de rentabilidade em menos de 24 horas. Veja aqui o recado que ela gravou.
 

Em 2011, Damodaran foi escolha óbvia da Editora John Wiley & Sons para assinar o The Little Book of Valuation, cujo sugestivo subtítulo é “como valorar uma empresa, escolher uma ação e lucrar”.

Já em seu último livro publicado (Narrative and Numbers), o discurso muda radicalmente.

Primeiro vem a narrativa, e só depois os números.

Para se valorizar na Bolsa, a ação do novo Damodaran não pode ter apenas cifras honestas em seus fluxos de caixa.

Ela precisa, acima de tudo, contar uma história impressionante, passada e futura.

Contando uma história bem contada, ela é capaz de convencer uma massa de investidores a comprar agora, e a não vender tão cedo.

Com todo o respeito aos amantes de números, mas o ser humano foi geneticamente e socialmente programado para responder, principalmente, a estruturas narrativas.

É por meio de histórias, ideias e metáforas que atribuímos sentido às coisas do mundo.

Obviamente, respondemos melhor a histórias devidamente embasadas com evidências, e os números ajudam bastante nesse ponto.

Porém, as ações – como sujeitos da frase – precisam usar seu acervo quantitativo como um alicerce para as histórias que contam, e não como uma história em si mesma.

As Melhores Ações da Bolsa serão sempre as melhores narrativas, sob a retaguarda de bons números.