Da Fenomenologia dos Dividendos

Conversando com leitores astutos como o Giovanni, que é membro do Programa de Riqueza Permanente® , enxergo duas percepções comuns sobre dividendos, ambas intimamente associadas. Uma delas […]

Da Fenomenologia dos Dividendos

Conversando com leitores astutos como o Giovanni, que é membro do Programa de Riqueza Permanente® , enxergo duas percepções comuns sobre dividendos, ambas intimamente associadas.

Uma delas é que, de fato, o preço de uma ação cai depois que ela fica ex-dividendos – o que parece ruim para o investidor presente.

Outra é que, ao cair o preço, essa mesma ação fica mais barata – o que parece bom para o investidor futuro.

Comecemos pela primeira percepção, que não reflete algo ruim, mas sim uma neutralidade.

A ação estava grávida daquele dividendo, e ele nasceu; logo vai parar na sua conta.

O dividendo não nasce por geração espontânea, ele sai da barriga da ação.

 

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Hoje podemos ter um avanço relacionado à votação do relatório da reforma da previdência na CCJ -- e é esse o posicionamento tático que estamos divulgando para todos os nossos assinantes com base neste contexto. O movimento dos próximos dias pode abrir grandes oportunidades de valorização. Esse é um movimento que pode colocar muito dinheiro no seu bolso. Felipe Miranda gravou uma mensagem com o passo a passo para seus leitores aproveitarem as oportunidades. É bem importante que você também veja.
 

Então você, como investidor presente, perdeu no preço de tela, mas ganhou na liquidez do dividendo caindo na conta.

Para você, o momento em si de ficar ex-dividendo é quase que indiferente. Não vale a pena comprar uma ação minutos antes de ficar ex, só para poder pegar o dividendo. O que importa mesmo é a gestação contínua dos proventos, ao longo do tempo.

Isso tudo nos leva à segunda percepção, bem mais interessante.

Supondo que a ação distribua um dividendo igual no próximo ciclo (que pode ser mensal, trimestral, semestral ou anual), você passa a pagar menos para levar o mesmo provento lá na frente.

Na linguagem de mercado, isso significa que o seu dividend yieldesperado aumentou. O dividend yield nada mais é do que a razão entre os dividendos recebidos e o preço pago.

Se os dividendos recebidos (numerador) ficam constantes e o preço pago (denominador) diminui, seu rendimento esperado aumenta.

Isso levará outros investidores a comprarem com mais afinco essa ação, reajustando seu preço.

Mas e se o mercado estiver distraído e isso não acontecer?

Vamos imaginar como seria, pois ajuda a enxergar um enorme potencial de geração de renda que costuma ficar escondido embaixo das ondas dos ganhos de capital.

Para uma ação cotada em 10 reais e que distribui 50 centavos de dividendo por ano, temos um dividend yield de 0,50 / 10,00 = 5,00% ao ano.

Essa ação fica ex-dividendo e passa a valer 9,50 reais, o que leva seu rendimento esperado para 0,50 / 9,50 = 5,26% ao ano.

Os passos seguintes são resumidos na tabela abaixo:

Mesmo nesse exemplo conservador, após dez iterações, teríamos um dividend yield formidável de 9,09% esperando pacientemente por nós, guardado num futuro civilizado no qual a Selic provavelmente estaria muito abaixo disso.

Embora satisfeito com essa perspectiva, acho que vale a pena trabalhar num exemplo um pouco mais realista, no qual a ação distribui dividendos crescentes ano a ano, sempre 10% maiores que os do ano anterior.

Nessa nova conta, na qual a empresa é capaz de produzir mais lucros e mais dividendos ao longo de uma década, podemos vislumbrar um yield absolutamente bombástico, de 36,73%.

Isso não é mágica, nem de perto e nem de longe. Escolha uma boa ação  para comprar e reinvista automaticamente os dividendos recebidos em compras adicionais.