O que esses conservadores estão vindo fazer na Bolsa?

Os jornais estão noticiando aquilo que eu e você já sabíamos, como amantes que somos das melhores estratégias de renda. Será que essa reportagem do […]

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O que esses conservadores estão vindo fazer na Bolsa?

Os jornais estão noticiando aquilo que eu e você já sabíamos, como amantes que somos das melhores estratégias de renda.

Será que essa reportagem do Valor pertence mesmo à seção de Macroeconomia ou combinaria melhor com o caderno de Empresas?

Não é uma dúvida meramente editorial.

Se for Macroeconomia, o grosso da responsabilidade se deve à Selic. Sua queda é que permitiu, em última instância, que as companhias abertas virassem o jogo.

Se for Empresas, trata-se de um mérito fundamentalmente corporativo. Os esforços privados para sobreviver durante a crise agora se refletem em retornos maiúsculos.

É claro que a resposta correta se esconde justamente na intersecção entre esses dois mundos.

Porém, caso eu fosse obrigado a escolher uma só alternativa, ficaria mesmo é com a Selic.

A grande idiossincrasia nacional está num histórico de juros exorbitantes.

Nossas empresas lucrativas não costumam ser tão diferentes das empresas lucrativas dos países desenvolvidos.

Mas aqui o empresário tem que nadar contra uma corrente mais forte, que provoca muitas mortes por afogamento.

Quando a tormenta dá uma trégua, a performance das companhias abertas supera a da Selic simplesmente porque essa é a hierarquia natural das coisas.

Qual é o empresário maluco que toparia as mil dores de cabeça associadas a tocar um negócio próprio se não fosse para ganhar acima da Selic?

Qual é o investidor louco que compraria a volatilidade adicional de Bolsa se não fosse para bater o CDI?

Predomina a lucidez, a reportagem é de Macro e a culpa é sobretudo da Selic. Boa notícia para nós.

Tudo indica que, excetuada a hipótese (decrescente) de uma próxima presidência heterodoxa, os juros básicos seguirão abaixo de 9,0% ao ano por um bom tempo, e talvez nunca mais voltem a assumir sistematicamente os dois dígitos.

Nesta nova normal, o mercado de ações brasileiro começará a recepcionar um vasto público, antes inimaginado: investidores de perfil conservador.

O rendimento move as massas.

Já conseguimos identificar esta nova tendência no próprio cotidiano da Empiricus.

Nossos conteúdos de Geração de Renda estão batendo recorde após recorde de novos assinantes desde abril.

Atualmente, 79.521 pessoas acompanham semanalmente nossas assinaturas sobre dividendos e renda imobiliária.

Um ano atrás, essa audiência compreendia 55.373 pessoas.

A taxa de crescimento nos últimos 12 meses, de +43,61%, de fato supera largamente a Selic de +6,50% ao ano.

Conforme eu disse, eu e você já sabíamos que as melhores estratégias de renda não estão mais relegadas à renda fixa.