O último dia de evento vai começar

Felipe Miranda, nosso estrategista-chefe, entrevistou ontem dois grandes mestres do capitalismo brasileiro: Abilio Diniz e Sergio Rial. A conversa com Abilio passou por inovação: em vez de querer reinventar a roda, veja o que os best in class estão fazendo ao redor do mundo. Não há demérito nenhum em aprender com os outros e adaptar suas experiências. “Acredito muito na importância de saber copiar”, disse Abilio.
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RESUMO DE ONTEM: ABILIO, RIAL E MUITO MAIS

Felipe Miranda, nosso estrategista-chefe, entrevistou ontem dois grandes mestres do capitalismo brasileiro: Abilio Diniz e Sergio Rial.

A conversa com Abilio passou por inovação: em vez de querer reinventar a roda, veja o que os best in class estão fazendo ao redor do mundo. Não há demérito nenhum em aprender com os outros e adaptar suas experiências. “Acredito muito na importância de saber copiar”, disse Abilio.

Qual o problema das empresas contemporâneas? Ao contrário do passado, não é falta de capital nem de ideias. “É falta de gestão, de management”, diz Abilio, que após décadas de liderança no varejo se transformou em um homem do mercado financeiro com a Península, sua empresa de investimentos.

A conversa com Rial também foi profundamente interessante.

Ele se mostrou pouco otimista sobre a capacidade de o país manter a Selic em patamares tão baixos.

“É difícil acreditar que somos um país com Selic de 2%, em termos estruturais”, disse. “E não dá pra dizer que não há um recrudescimento da inflação neste momento.”

Sobre a pandemia, ele lembrou que a existência de uma vacina não implica imediatamente a vacinação de toda a população: “Existe um grande desafio logístico.” 

Sobre valuation das empresas de setores tradicionais da economia, defendeu olhar menos o setor e mais os cases individualmente: “Você pode estar incrédulo com um setor e mesmo dentro dele ter performances extraordinárias, é um erro colocar todas empresas no mesmo pote”.

Veja as conversas com Abilio e com Rial.


LANÇAMENTO DO LIVRO “PRINCÍPIOS DO ESTRATEGISTA”

Na entrevista de lançamento do livro “Princípios do Estrategista”, publicado pela Intrínseca, Teco Medina e Dan Stulbach conversam com Felipe Miranda e Ricardo Mioto. 

Foi uma conversa cheia de histórias pessoais.

Teco contou como se preparou por 12 anos para aproveitar uma grande queda do mercado -- mas é mais fácil dizer do que fazer. “Na crise de 2008, eu não tinha dinheiro nem cabelos brancos suficientes. Prometi para mim que não deixaria uma oportunidade como aquela de comprar ações muito barato passar novamente. Veio 2020, eu sabia o que tinha de fazer, a bola quicou, quicou e eu não chutei. Não é fácil chutar.”

Felipe falou de arrependimento: “Sofro quanto eu traio os meus métodos e princípios. A gente recomendou HRT, por exemplo, que era uma empresa que ia dizia que achar petróleo no rio Solimões, na Namíbia, no mundo. O cara se vendia como o maior especialista em achar petróleo do mundo e acabou se revelando o maior especialista em achar água e areia. Dar errado faz parte. Mas o problema é que eu fui seduzido por um discurso fácil. Eu caí no chaveco. E essa me dói até hoje, porque minha alma é cética, é questionadora, e eu a traí.”

“O investidor tem que entender, porém, que a taxa ótima de erro não é zero. Muito pelo contrário. Se metade da sua carteira for a zero, você perde 100% dessas ações. Mas as ações que se multiplicarem não vão subir só 100%. Vão subir 200%, 300%, 1000%, mais -- uma ação que sobe 1000% compensa dez que quebraram.”

Dan elogiou o livro e falou da sua experiência pessoal sobre sorte e azar: “Eu gostei muito mesmo do livro. Fala muito de aleatoriedade, de um mundo caótico. O livro é um grito contra a banalidade e a superficialidade. (...) Na escola de teatro [da USP], eram 700 pessoas para 20 vagas na minha turma. Dessas 20 pessoas, só dois são atores ainda. Você precisa tomar muito cuidado para não julgar as pessoas que ficaram pelo caminho. É difícil explicar. Você vai ficar o resto da vida tentando entender, supervalorizando os vitoriosos e menosprezando os outros.”

O livro? O livro é sobre tudo isso: coragem, arrependimento, azar, sucesso e, acima de tudo, sobre como ganhar dinheiro em um mundo imprevisível.

O livro está disponível em todas as livrarias e na Amazon neste link. Para ver essa conversa incrível na íntegra, clique aqui.

IDEAIS UNIVERSA: ALOCAÇÃO

Bettina comandou uma mesa com Rodolfo Amstalden, Bruno Mérola e Jojo Wachsmann.

Otimismo com a vacina ou pessimismo com a segunda onda?

“A vacina é muito mais importante”, diz Rodolfo. “Em termos de mercado, o efeito das notícias da vacina destroem qualquer preocupação com o efeito de uma segunda onda no preço.”

Rodolfo tem otimismo até com a situação fiscal: “isso sempre foi o elefante na sala do Brasil” -- sempre foi uma questão, sempre preocupou, e de um jeito ou de outro a vida sempre seguiu. “Esse monstro [situação fiscal], a gente já conhece. Não vamos morrer nessa”, completou Jojo.

Mérola foi na mesma linha: “Estamos um pouco mais otimistas do que estávamos há alguns meses e inclusive aumentamos a alocação em ações.”

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TUDO SOBRE INOVAÇÃO

Por fim, o dia teve também uma conversa com Simon Mulcahy, chefe de inovação da Salesforce.

Três lições para empresários e executivos:

• Bons produtos já não bastam. Eles estão agora disseminados, concorrentes replicam rapidamente. Não, o iPhone não é tão melhor que o Samsung, há um monte de montadoras que fazem carros parecidos, e duvido que você saiba dizer por que uma marca de TV é melhor que a outra. Desafio agora é conquistar a atenção do cliente, ter um marketing extraordinário, oferecer ótima experiência de compra.

• Inovação não é digitalizar o passado. Antigamente, existiam as páginas amarelas. O Yahoo foi lá e fez uma versão digital, uma adaptação: o Yahoo Pages. Já o Google foi lá e fez uma solução completamente nova, pensada para o meio digital e suas possibilidades: o Google Maps. Não é à toa que você usa esta e nem lembrava da existência daquela.

• Há muito valor aprisionado em nichos específicos. O AOL era um projeto muito abrangente. Um pequeno segmento dele era conteúdo. Foi para concorrer aí que surgiu o Yahoo. Um pequeno segmento do Yahoo era um mecanismo de busca. Foi para atuar aí que veio o Google. Uma pequena fatia das buscas consistia em procurar os seus amigos. Então veio o Facebook. E essa jornada está ocorrendo um muitos mercados.

Veja essa conversa na íntegra clicando aqui.

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