Por que a Empiricus é diferente?

Fazemos retórica, não fazemos ciência. Somos menores por conta disso? Somos menos sérios do que os bancos? Espero que sim. Ciência é demonstrar um teorema; […]

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Por que a Empiricus é diferente?

Fazemos retórica, não fazemos ciência.

Somos menores por conta disso?

Somos menos sérios do que os bancos?

Espero que sim.

Ciência é demonstrar um teorema; é fazer uma pergunta e, por meio de experimentos, alcançar eventualmente a resposta.

Já na Retórica, a pergunta contém dentro de si a própria resposta – talvez venha daí o sentido original da expressão “pergunta retórica”.

Nós, os retóricos, miramos a resposta apenas pela própria provocação da pergunta, e nunca pela resposta em si, que não é objetiva.

A Ciência é ótima para tratar de problemas lógicos, pautados em critérios de completude e consistência.

Já a Retórica se especializou em cuidar de problemas que carregam algum grau de ambivalência e ambiguidade.

Agora, vejamos: as grandes questões econômicas e financeiras são lógicas ou ambivalentes?

A Economia, desde sua fundação enquanto Ciência (?), é toda baseada em trade-offs.

Para pouparmos mais, temos que consumir menos – e tanto a poupança quanto o consumo são sagrados.

Para buscar lucros acima da média, temos que abrir mão de certa segurança – e tanto o retorno quanto o risco são sagrados.

Então pense comigo: de que forma um extenso mapa de trade-offs pode ser desvendado inteiramente por silogismos? Não pode.

Talvez quando Benjamin Graham começou a formalizar o value investing, na pré-história de Wall Street, tínhamos de fato problemas lógicos, ou muito próximos disso.

O investidor a se destacar precisava medir a distância (positiva ou negativa) entre preço e valor intrínseco e decidir se comprava ou vendia, amparado em uma margem de segurança.

Porém, à medida que o mercado foi se desenvolvendo, a arbitragem feita por um número crescente de jogadores fez o jogo mudar e se tornar reflexivo (vide Keynes e Soros). Eu penso que você pensa que eu penso que o mercado pensa que nós pensamos.

Jogos reflexivos ultrapassam o âmbito da lógica clássica, pois induzem interações em N possíveis dimensões. Esses jogos são ambivalentes (a rigor, são plurivalentes).

Nesse ponto, a Ciência deixa de dar conta dos grandes desafios financeiros, e precisamos mudar de ferramentas. Precisamos usar a Retórica.

Se eu quero enxergar o processo em si, tenho que me desapegar da resposta.

Pois bem; por que, então, a Empiricus é diferente?

As quase 200 mil pessoas que hoje assinam nossas publicações não o fazem por causa das respostas que damos, por um motivo muito simples: nós não damos respostas.

Você leu o Day One de quinta retrasada? Ali o Felipe fala, claramente, como já falou outras tantas vezes:

“Quem está certo? Eu sinceramente não sei. E me desculpe, sem ofensas, mas eu acho que quem diz que sabe mente ou chuta. E a pior pessoa num contexto assim é aquela que acha que sabe. Não ter mapa é melhor do que carregar um mapa errado”.

A Empiricus não cresceu dando macetes de investimento, não cresceu vendendo respostas, nem fingindo que faz educação financeira só para atrair clientes.

Nós não temos respostas.

Se você quer respostas, procure em outros lugares, não aqui.

Nós temos apenas perguntas.

Em compensação, assumimos com você o compromisso de ter sempre as melhores perguntas de investimento.

Desde nossa fundação, em 2009, decidimos abrir mão do apego por diquinhas espertas, DCFs e preços-alvo para focar no que realmente importa: enxergar o processo de investimento em si, elogiá-lo e criticá-lo ao mesmo tempo; aprender com ele, aprender fazendo.

Você quer mesmo investir de forma diferente?

Então venha comigo por aqui, e eu lhe apresentarei à pergunta que resume tudo o que você precisa saber para começar a investir em altíssimo nível.