Quais pernas estão faltando para o seu tripé?

Meses atrás, enquanto os bankers engravatados da Faria Lima desencorajavam posições “muito arriscadas” em Bs longas, enchíamos nossos portfólios com Tesouro IPCA 2035 e 2050. […]

Quais pernas estão faltando para o seu tripé?

Meses atrás, enquanto os bankers engravatados da Faria Lima desencorajavam posições “muito arriscadas” em Bs longas, enchíamos nossos portfólios com Tesouro IPCA 2035 e 2050.

Deu no que deu, com os preços desses títulos disparando entre +16% e +22% em 2018.

Podemos falar sobre várias causas, e hoje fico com a tal reconstrução do tripé.

O chamado Tripé Macro completa, enfim, 20 anos de existência tupiniquim.

É um tripé mais macunaímico do que ortodoxo por aqui, mas tem funcionado razoavelmente, e pode funcionar ainda melhor.

Ponderando as metas de inflação, o câmbio flutuante e o equilíbrio fiscal, estamos mais ou menos de bem com as duas primeiras pernas e sambando com a terceira.

Samba aqui, samba ali – será que dá para pisar a disciplina orçamentária em solo firme?

Hoje, 15 de janeiro de 2019, ainda na expectativa dos cortes e reformas prometidas, parece quase impossível para o governo fazer superávit primário.

 

Leitura recomendada

Hoje podemos ter um avanço relacionado à votação do relatório da reforma da previdência na CCJ -- e é esse o posicionamento tático que estamos divulgando para todos os nossos assinantes com base neste contexto. O movimento dos próximos dias pode abrir grandes oportunidades de valorização. Esse é um movimento que pode colocar muito dinheiro no seu bolso. Felipe Miranda gravou uma mensagem com o passo a passo para seus leitores aproveitarem as oportunidades. É bem importante que você também veja.
 

Dentre tantos céticos aqui na Empiricus, sou o primeiro a desconfiar de qualquer utopia macro.

Mas será que estamos mesmo falando de uma utopia?

Um pouquinho da história recente ajuda a colocar as coisas em perspectiva.

Aliás, não tão recente assim, para não sermos enviesados pelo desandar das contas públicas durante o Governo Dilma, que são a exceção desses últimos 20 anos.

Não custa lembrar que praticamos superávits primários por mais de uma década.

Isso aconteceu de fato, não foi maquiagem ou pedalada.

Se vivemos mais de uma década cultivando esse hábito virtuoso, por que seria tão difícil retomá-lo?

À medida que formos recompondo o superávit primário, o prêmio cambial diminuirá e a Selic não precisará subir tanto para manter a inflação controlada.

Uma perna do tripé ajuda muito no equilíbrio das outras. Logo, trata-se muito mais de um movimento geral do que localizado – um movimento que transbordará os limites do Tesouro Direto, que você já conhece.

O governo gastão exige que nós sejamos indivíduos ultraconservadores. Já um governo disciplinado permite que encaremos melhores riscos e melhores retornos.

A partir de agora, para capturar novas oportunidades de lucro, precisamos combinar posições em High Yield, Melhores Ações da Bolsa e Renda Imobiliária.