Você poderia estar 292 mil reais mais rico

Eu não trocaria por nada a condução autônoma dos meus investimentos. Mesmo quando estamos escolhendo algum dos Melhores Fundos do mercado, trata-se de um fund manager picking que é […]

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Você poderia estar 292 mil reais mais rico

Eu não trocaria por nada a condução autônoma dos meus investimentos.

Mesmo quando estamos escolhendo algum dos Melhores Fundos do mercado, trata-se de um fund manager picking que é tão ou mais desafiador do que o asset picking – especialmente à medida que surgem mais fundos do que ativos em um determinado mercado.

Para cobrarem suas típicas taxas de administração de dois por cento ao ano, os gestores precisam merecer MUITO.

Pergunte para a Luciana: são poucos os que merecem MUITO.

Há sempre o cotista que pensa: “Dois por cento ao ano é uma ninharia, né? Que diferença faz?”.

Faz bastante diferença, graças aos rendimentos compostos.

Vamos supor que você juntou 100 mil reais para investir.

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Nosso editor André Franco encontrou, em Nova York, uma única criptomoeda com potencial para multiplicar seu dinheiro em 93 vezes . E, se você está preocupado com a queda do mercado de cripto, saiba que essa valorização astronômica tem TUDO A VER com a recente queda do Bitcoin. Acesse aqui e entenda tudo sobre essa oportunidade de multiplicação, que estamos chamando aqui na Empiricus de A CHANCE DO SÉCULO.

Você pega essa grana e, por conta própria, aplica nas ideias da Carteira Empiricus pelos próximos 20 anos, esperando um retorno médio de 12% ao ano.

Ao final do período, você dispõe de um saldo de 965 mil reais para tirar o máximo proveito da sua aposentadoria.

Agora façamos os mesmos planos, mas tendo que arcar com um pedágio de dois por cento ao ano.

Qual é o resultado?

673 mil reais na hora de se aposentar.

Ou seja, os gestores desse exemplo precisam lhe entregar 292 mil reais a mais do que você mesmo é capaz de conseguir apenas para empatarem o jogo.

É uma bela grana, e a maioria dos fundos simplesmente não consegue justificar essa diferença.

Eu poderia ser ainda mais exigente e realista, incluindo taxas de performance que frequentemente cortam parte da cauda positiva dos seus lucros, mas acho que não é necessário ir além.

Consigo já imaginar dois tipos de financistas reagindo a um texto como este.

A maioria reclamando, babando de raiva da minha “comparação covarde”.

E alguns raros gestores bocejando, pois nada disso é novidade. Eles se lembram dos 292 mil reais a cada noite, antes de dormir, cientes de suas próprias responsabilidades.

Visando o seu bem-estar financeiro, recomendo investir nos fundos que bocejam e evitar os que babam.

Agora, antes de acabar por hoje, ficaremos um tantinho mais técnicos.

Um enorme perigo se esconde por trás das críticas comportamentais contra a hipótese de mercados eficientes.

O mercado não é eficiente, claro, nem mesmo Eugene Fama acredita nisso. Não precisamos de um Prêmio Nobel para entender esse ponto.

Mas o fato de ele ser ineficiente não garante, de forma alguma, que algum investidor específico seja mais eficiente do que o mercado.

É como se o imaginário financista concluísse: “ufa, agora que eu sei que o mercado é apenas 70 por cento eficiente, existe uma larga margem para superá-lo”.

Mas e se as forças que ditam esses 30% de energia dissipada são as mesmas que dissipam a própria energia do financista, em igual ou maior intensidade?

E se bater o mercado (essa máquina tão bem azeitada) significa ser 70,1 por cento eficiente? Isso vale dois por cento de administração?

Enfim, são essas as dúvidas que assombram os homens de caráter.