Destaques da Semana #9 | Política desafia mercados

A agenda econômica desta última semana de junho está carregada por Ata do Copom, publicação do Relatório Trimestral de Inflação e reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), mas é a agenda política que desafiará o recorde do Ibovespa a 102 mil pontos.

A agenda econômica desta última semana de junho está carregada por Ata do Copom, publicação do Relatório Trimestral de Inflação e reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), mas é a agenda política que desafiará o recorde do Ibovespa a 102 mil pontos. Está marcado para amanhã, terça-feira, mas poderá ser adiado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento da ação movida pela defesa do ex-presidente Lula pela anulação da sentença no caso do tríplex no Guarujá por considerar o então juiz Sergio Moro em suspeição quando julgou o processo.

O agora ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) deveria comparecer a uma audiência pública na Câmara, na quarta-feira, para falar das mensagens trocadas com o promotor Deltan Dallagnol sobre a Lava Jato, mas, ontem à noite, Moro cancelou sua participação e agora deve ser convocado. Na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara, participa de audiência o jornalista Glenn Greenwald, dono do site The Intercept Brasil, que tem divulgado as mensagens supostamente trocadas por Moro e Dallagnol pelo aplicativo Instagram.

Paralelamente, nesta terça-feira serão retomados os debates sobre o projeto de reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados.

O Banco Central domina a agenda econômica com relatórios mensais sobre operações externas, crédito e resultado fiscal do governo, além da publicação do Relatório Trimestral de Inflação, na quinta-feira, e deve rever projeções para o crescimento. No mesmo dia, o Conselho Monetário Nacional (CMN) define a meta de inflação para 2022. A expectativa é de que a meta decline a 3,50 por cento. Por ora, as metas estabelecidas são 4,25 por cento para 2019, 4 por cento para 2020 e 3,75 por cento para 2021.

Junho termina com a reunião do G-20 no Japão. O presidente Jair Bolsonaro comparece ao encontro das vinte maiores economias do mundo. Será sua estreia nesse fórum que deve ter a edição deste ano marcado pelo esperado diálogo entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em torno das relações comerciais entre EUA e China.