Setembro de 2018

Bitcoin: comece por aqui

O guia completo para embarcar no mercado mais promissor da atualidade – e que pode te deixar milionário!

Posso apostar com você, com enorme chance de acerto, que as palavras “bitcoin”, “moeda digital” e “blockchain” já passaram pela tela do seu computador ou celular.

Não é para menos. O ano passado ficou para a história como o maior boom do mercado de ativos virtuais.

O bitcoin, como é conhecido o ativo mais importante desse universo, é uma criptomoeda criada em 2008. E por mais que seu nome em si já tenha ficado extremamente popular — o termo “bitcoin” foi o segundo mais pesquisado de todo o Google em 2017 —, ainda há muito mistério para quem está chegando agora nesse mercado.

Este material especial foi escrito justamente com esse propósito: esclarecer, de uma vez por todas, o que é o bitcoin, como funciona e, óbvio, como você pode ganhar MUITO dinheiro investindo na mais nova classe de ativos do mercado financeiro.

Para entender o porquê do bitcoin ser tão importante para o sistema financeiro global, e também para você, precisamos voltar alguns anos no calendário.

 

1971: o ano que mudou o jogo

Talvez você não saiba, mas, no passado, um país só poderia emitir uma quantidade de moeda nacional que não ultrapassasse a de suas reservas de ouro.

Tratava-se de uma aliança global, conhecida como Acordo de Bretton Woods. A ideia central era limitar a emissão de dinheiro a um nível que correspondesse à riqueza realmente existente, representada por um ativo físico: o ouro.

Só que, no ano de 1971, os Estados Unidos decidiram romper com esse acordo e emitir dólares sem lastro. A moda pegou em outras economias e o dinheiro criado por cada país passou a ser conhecido como “moeda fiduciária”.

A palavra fiduciária vem de “fé”. Ou seja, a confiança depositada no governo e nas instituições financeiras pelo cidadão, que acredita que aquele dinheiro realmente existe e é bem gerido.

Bem, a inflação e as crises econômicas estão aí para provar que essa confiança nos emissores de moedas nacionais é, pelo menos, questionável.

 

Corta para 2008…

Avançando alguns anos, a crise imobiliária de 2008 deixou bem claro que os governos e grandes instituições podem fazer o que quiserem em relação ao dinheiro. O plano de salvação das instituições financeiras fez com que dinheiro pudesse ser criado e injetado na economia.

O problema é que a falta de responsabilidade dos governos nacionais — imprimindo dinheiro de forma desenfreada — destrói valor da moeda e das economias.

Precisava haver alguma forma de não deixar o dinheiro na mão do governo, pois, claramente, aquela confiança depositada em 1971 valia pouco ou nada.

Foi nesse contexto que surgiu o Bitcoin, proposto por um usuário de fóruns sobre criptografia identificado como Satoshi Nakamoto e definido da seguinte forma:

“Uma versão puramente ponto a ponto (peer-to-peer) de dinheiro eletrônico possibilita que pagamentos online sejam enviados diretamente de uma pessoa a outra, sem precisar passar por uma instituição financeira”.

 

Afinal, o que é o Bitcoin?

Como dito, a concepção do Bitcoin foi trazida à tona por Satoshi Nakamoto. Ele, por si só, dá uma bela história. Até hoje, não se sabe exatamente sua real identidade ou gênero. Pode ter sido um programador sozinho ou, até mesmo, um grupo de pessoas.

O que sabemos é que sua proposta batia de frente com o status quo, questionando a centralização de poder dos governos e grandes instituições financeiras. Foi daí que surgiu a ideia de descentralizar o poder financeiro.

Descentralizar significa eliminar o elemento central, o detentor único do poder de decisão e controle. Ou seja, o Bitcoin criou uma rede de transferência de valores sem órgão central e, portanto, resistente à censura e ao controle dos governos e grandes bancos.

O Bitcoin surgiu como uma tecnologia (escrito com letra maiúscula), um protocolo de transações financeiras, que possui, em sua fundação, uma moeda essencialmente digital, o bitcoin (escrito com letra minúscula).

Ou seja, o bitcoin é uma moeda, que existe apenas de forma digital. Para que possa ser transacionado, se vale daquilo que chamamos de protocolo, que nada mais é que um conjunto de regras de como o valor pode ir e voltar entre os participantes da rede.

O protocolo Bitcoin utiliza criptografia (um método de segurança por meio de funções matemáticas) para proteger os valores transacionados. Daí surge o nome criptomoeda.

O bitcoin, portanto, deu início à era das criptomoedas, que passaram a ser desenvolvidas ao longo dos anos desde 2008/2009, e estabeleceram uma nova economia digital, a dos criptoativos.

Trata-se, então, de um novo mercado que está sendo criado e, como tal, vem crescendo de forma exponencial e dando, a quem se posicionar corretamente, a oportunidade de gerar verdadeiras fortunas.

Falaremos sobre isso: como você pode ganhar muito dinheiro no mercado mais quente dos últimos anos. Antes, porém, precisamos dar alguns nomes aos bois para ficar claro o que está por trás do Bitcoin.

 

Como funciona o Bitcoin: entendendo a tecnologia Blockchain

Isso tudo pode parecer muito interessante mas, estando do lado de cá da tela, já cansei de contar as vezes nas quais alguém veio até mim com desconfiança por não entender como uma moeda digital pode existir sem órgão controlador e ser segura.

Essa talvez seja a maior maravilha por trás do surgimento do Bitcoin: a possibilidade de não apenas criar um sistema descentralizado, mas altamente seguro e que preserva as transações.

Por trás do funcionamento do Bitcoin está uma tecnologia chamada Blockchain. O Blockchain nada mais é que uma estrutura de registro — como uma planilha de Excel —, na qual ficam registradas todo o histórico de transações financeiras.

Funciona da seguinte forma: imagine que você queira transferir R$ 50 da sua conta no banco para um amigo. Você faz isso utilizando o sistema de transferências eletrônicas, via uma TED.

Agora, vamos tirar o banco do meio. Precisamos de um canal entre você e seu amigo, do valor a ser transferido e uma forma de registrar que essa transação, de fato, ocorreu.

O dinheiro passará a ser o equivalente aos R$ 50 em moeda digital, o bitcoin. O canal e as regras de transação ficarão a cargo do protocolo tecnológico Bitcoin. Por fim, a transação será gravada de forma segura e imutável no Blockchain.

O Blockchain possui esse nome porque se constitui em uma cadeia de blocos. Ou seja, cada nova transação é adicionada a um bloco, que constitui um conjunto de transações. Ao serem validadas as transações, o bloco é adicionado à cadeia pré-existente de blocos já válidos.

Como é utilizada criptografia para garantir a segurança das informações conditas de cada bloco, o Blockchain se torna uma ferramenta imutável. Ou seja, uma vez que a transação está registrada lá, ficará para sempre e todos os participantes da rede do Bitcoin terão acesso a esse registro, já que o Blockchain é público. Qualquer pessoa pode baixar uma cópia e visualizar, por conta própria, todo o histórico de transações dentro dele.

Falta apenas um último elemento: se a estrutura do Bitcoin é toda descentralizada, quem é que valida as transações e as coloca no blockchain, então?

Esse é o papel dos chamados mineradores.

 

Mineradores: quem são e o que fazem?

Assim como a internet, o Bitcoin não possui órgão central. Não há uma empresa que “ligue” e “desligue” a internet ou controle seu funcionamento. Da mesma forma, não há uma instituição que dita o jogo para o Bitcoin.

Sendo assim, é preciso que cada usuário conectado à rede coopere da sua própria maneira. Um tipo de usuário da rede Bitcoin é o minerador, um pessoa ou grupo de pessoas que mantêm um computador especializado conectado à rede do Bitcoin. Ele é o responsável por autenticar as transações que ocorrem e garantir que elas não sejam fraudulentas.

Porém, há uma questão de confiança nisso tudo. Como vamos nos certificar de que o minerador não vai mentir sobre a validade de uma determinada transação?

É aí que entra o funcionamento da rede. Há o que chamamos de modelo de consenso. Em outras palavras, há vários mineradores conectados, cada um com seu computador.

Para validar uma transação, os mineradores resolvem problemas matemáticos complexos — não é o objetivo aqui transformar esse material em um documento técnico —, todos ao mesmo tempo para chegar a um consenso sobre a validade de um determinado bloco de transações.

No fim das contas, em vez de confiarmos em apenas um órgão central, que vai dizer se as transações são verdadeiras ou não, não precisamos confiar em ninguém. Os mineradores competem entre si, gerando uma prova por redundância.

Como o minerador basicamente fica gastando energia para rodar seu computador 24/7, precisa ser recompensado de alguma forma. Isso é feito por meio da criação de novas unidades de bitcoin a cada novo bloco válido adicionado ao blockchain.

Assim, o trabalho dos mineradores ajuda a garantir a segurança das transações e novos bitcoins são criados ao longo do tempo para remunerar o seu trabalho.

 

Como ganhar (muito) dinheiro com bitcoin e outras criptomoedas

A esta altura, você já entendeu:

O que é o Bitcoin

Por que ele foi criado

Como o Bitcoin funciona

O que o faz tão seguro

Como novas moedas são criadas

Agora, chegamos à última parte: como ganhar dinheiro.

Do ponto de vista da criação tecnológica, o Bitcoin é formidável. Trata-se de uma inovação nunca antes vista que cria um sistema de transações financeiras totalmente independente das amarras do tradicional.

Além de tudo isso, o bitcoin é altamente escasso: apenas 21 milhões de unidades serão criadas ao longo do tempo — isso é definido pelo algoritmo do Bitcoin, é impossível mudar. Por essa razão, muitos comparam o bitcoin ao ouro, também escasso, chamando-o de “ouro digital”.

Só por isso, já é possível ver que há muito valor intrínseco ao bitcoin. Conforme a demanda por essa moeda aumenta (e vem aumentando exponencialmente ao longo dos anos), com uma oferta limitada, o preço tem um caminho claro: para cima.

Além disso, o bitcoin deu o pontapé inicial para o surgimento de inúmeros outros ativos baseados na criptografia e na tecnologia Blockchain. São, hoje, mais de 1.600 ativos, cada um buscando uma proposta diferente. Muitos até fogem ao escopo financeiro.

Estamos falando do mercado de maior potencial de crescimento para os próximos anos, que ainda é nascente e está em desenvolvimento.

Participar hoje do mercado de criptomoedas é como poder ter comprado uma empresa de internet nos anos 90: uma oportunidade que aparece apenas uma vez em algumas décadas.

E o mais interessante de tudo isso é que o mercado de criptoativos tem, ainda, um tamanho reduzido. Ou seja, há muito potencial de crescimento. Atualmente, o valor de mercado agregado está na casa dos US$ 300 bilhões, tendo chegado a US$ 800 bilhões em seu ápice.

Isso é MUITO pouco se comparado ao tamanho dos mercados tradicionais, de dezenas de TRILHÕES de dólares.

Seria irracional não ter exposição, por menor que seja, ao mercado de criptomoedas.

 

O que fazer então?

A forma mais prática e simples de ter exposição a esse mercado é comprando bitcoin (BTC). Por isso, nossa sugestão é que você adquira o ativo. Especialmente se estiver iniciando nesse mercado, é uma boa ideia se concentrar nele.

Qualquer carteira de criptomoedas deve ser bem fundamentada, iniciando pelos ativos mais sólidos – e o bitcoin é o principal deles. Após a construção dessa base, você pode passar a diversificar para outras altcoins.

A sugestão que sempre damos para quem deseja adicionar criptomoedas ao portfólio de investimentos é não passar de 5% do patrimônio. Dado que estamos falando de ativos muito voláteis e jovens, essa limitação do capital é a forma ideal para proteger seu precioso dinheiro.

O BTC pode ser comprado nas chamadas exchanges especializadas. Alguns exemplos no mercado brasileiro são o Mercado Bitcoin, Bitcoin Trade e Stratum CoinBR. Basta abrir uma conta em uma delas, enviar seus recursos em reais e fazer a primeira compra.

Após isso, você pode escolher armazenar suas criptomoedas em sua própria custódia, utilizando carteiras digitais que normalmente levam o nome de wallets. São apps que podem ser baixados no celular. Alguns dos principais são: Jaxx, Coinomi, Blockchain Wallet, Ethos Universal Wallet.

Você pode abrir conta em exchanges e baixar wallets sem custo e, então, testá-las antes de colocar dinheiro de fato. Assim, você pode se ambientar e ficar confortável.

Além disso, há sempre muito mais para aprender sobre o mercado. Agora que você já deu o pontapé inicial para entender o bitcoin e está cadastrado em nossa lista de e-mails, receberá nossos melhores conteúdos e novas oportunidades por meio da newsletter gratuita Crypto Talks.

Não deixe de conferir sua caixa de entrada. Nos vemos por lá!

Um abraço,

Vinícius Bazan

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