Novembro de 2018
Sumário

Para onde vai o dólar?

Para onde vai o dólar?

Ouço que os principais gestores brasileiros estão preocupados com o risco eleitoral. Ainda é, de fato, muito cedo para cravar quem vai ser o presidente propriamente dito. Mas o perfil importa muito mais do que a pessoa em si.

Concordo que, sim, deve haver volatilidade no processo eleitoral. Mas volatilidade não é risco, no sentido de perda permanente do capital. Esperar a completa definição do presidente representa uma decisão em prol da montagem de posição num período de muito menos risco e maior visibilidade.

Seria irresponsável se cravasse onde vai estar o dólar ao fim do pleito, mesmo que você me contasse hoje quem será o presidente eleito. A única coisa que posso dizer com certeza é que você deve ter um pouco do seu dinheiro investido em dólar. Meu cenário geral de longo prazo ainda é positivo, mas apresento o que tenho pensado para cada um dos candidatos:

 

Ciro Gomes: Ciro ainda exigiria uma boa dose de ajuste via valorização do dólar. De uma forma ou de outra, mesmo que atabalhoado, ele tem demonstrado preocupações fiscais de maneira recorrente, além de ter governado Fortaleza e o Ceará sem déficit. Talvez possamos criticar qual o tipo de ajuste seria feito, provavelmente com destruição do setor financeiro e da Petrobras, mas é bem diferente do “modo negação” da era Dilma. Ainda assim, vale dizer que a confiança em um governo mais reformista de Ciro já foi maior.

 

Bolsonaro: O mais interessante dessa história toda, pensando no nível de mercados e investimentos, é que, aos preços atuais, Bolsonaro parece mais do que precificado. É possível imaginar algo entre estabilidade e queda no dólar a depender de como caminhar a aproximação dele com uma agenda mais reformista. Supostamente, ele virou a casaca para o time dos liberais ao 45 do segundo tempo, mas ainda é uma incógnita do ponto de vista da prática do mandato. A grande questão, então, fica em torno de se vamos assistir ou não à sua  “conversão liberal”, como classificou um grande banqueiro, que tive a sorte de ter como interlocutor.

 

Marina Silva: Não sabemos se as convicções de Marina Silva são aquelas do histórico no PT ou as de Giannetti e Lara Resende – bom, de uma entrevista ao “Valor”, o mais triste é que não sei sequer quais são as convicções de Giannetti e Lara Resende. Minha limitação intelectual me impede de entender expressões do tipo “ajuste fundamental das contas públicas sem uma perspectiva excessivamente fiscalista”, “o ajuste muito gradual precisa ser ainda mais gradual”, “precisamos controlar o orçamento, mas não podemos engessá-lo por 20 anos”, “temos de fazer com urgência a reforma da Previdência, mas não esta reforma que está aí”. Ainda assim, Marina, sob o escudo dos dois assessores econômicos, é possível pensar em dólar estável ou para baixo.

 

Geraldo Alckmin: O tucano ainda está começando a entrar no preço, à medida que consegue apoio de outros partidos, mas ainda guarda um potencial de upside. E o que seria um cenário positivo, de Alckmin eleito e exterior voltando a ficar favorável? Dólar em queda – se pudéssemos pensar nas eleições como única variável o que, é sempre bom reforçar, não tem muito a ver com a vida real.

 

Boulos: Supondo que Boulos fosse eleito, talvez pudéssemos pensar em dólar a 10 reais, se não pior, mas eu realmente não acredito nesse cenário.

 

Lula: Há muito tempo falo que o meu cenário-base sugere Lula solto e inelegível. Para ser bem honesto, o que precisamos é separar ideologia de pragmatismo. Mesmo um presidente de esquerda como Lula fez um primeiro governo totalmente pró-mercado, simplesmente porque as condições materiais o empurraram para isso. A economia acaba ditando a política. A agenda se impõe sozinha. O campo escala, nas palavras do Tite. Ainda assim, impossível não imaginar um salto do dólar em um cenário de Lula eleito.

Mas o que estou querendo dizer com tudo isso, afinal, se não podemos prever para onde vai o dólar simplesmente tentando adivinhar quem será o futuro presidente do Brasil? Que você deve carregar, sim, a posição.

Isso era mais fácil de defender no começo do ano — de lá para cá, os fundos cambiais já subiram 18%, acompanhando a alta do dólar. Mas o fato é que existem hoje alguns fatores favoráveis a uma moeda americana forte em relação ao real.

Lá fora, o Fed (o banco central americano) muda o rumo de sua política monetária de expansionista para contracionista (ainda que lentamente). Aqui, o governo brasileiro amedronta investidores com sua política fiscal ainda mal resolvida e eleições também ainda indefinidas.

E ainda que a fotografia não fosse essa, somente a incerteza sobre as eleições tende a causar momentos de aversão ao risco, em que o fundo cambial tende a ganhar enquanto o restante do seu portfólio perde. Dito isso, não serve qualquer fundo cambial.

Em primeiro lugar, é preciso que ele invista somente em dólar. A regulação permite aplicar em outros ativos, mas o nosso objetivo aqui é proteção. E, por isso, queremos um produto que aplique somente na moeda americana (é comum que os fundos geridos por bancos acrescentem títulos de crédito ao portfólio, adicionando um risco que não queremos). Em segundo lugar, é preciso que o fundo seja barato. Com base nessa demanda dupla, identifiquei dois excelentes fundos cambiais.

Veja qual se adequa melhor às suas necessidades de investimento:

RECOMENDADOVotorantim Dólar FIC Cambial
DiferencialAplicação mínima baixa e facilidade de acesso
CNPJ03.319.016/0001-50
Aplicação inicialR$ 1 mil
Aplicações adicionais mínimasR$ 1 mil
Taxa de administração efetiva1% ao ano
Resgate1 dia após o pedido
Por onde investirGuide, Órama, Rico e XP Investimentos

 

RECOMENDADOBrasil Plural FI Cambial
DiferencialTaxa de administração baixa
CNPJ23.711.486/0001-71
Aplicação inicialR$ 5 mil
Aplicações adicionais mínimasR$ 1 mil
Taxa de administração efetiva0,75% ao ano
Resgate1 dia após o pedido
Por onde investirGenial


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