Dezembro de 2017

Quando comprar dólar?

Sua estratégia de investimento não pode ignorar a moeda norte-americana

 

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Caro leitor,

Sempre recebemos dúvidas sobre o dólar.

Vai subir? Vai cair? É hora de comprar?

Independentemente da cotação do dólar, memorize: SEMPRE é bom ter um pouco da moeda norte-americana no portfólio de investimentos.

Mesmo quando a moeda está em baixa? Sim. Vou explicar o motivo.

Historicamente, o dólar americano é reconhecido globalmente por ser uma moeda forte, que mantém seu valor mesmo em cenários adversos.

No gráfico abaixo, você pode observar três eventos recentes em que o dólar se valorizou durante crises.

Em momentos de crise, a moeda norte-americana tende a se valorizar.

O primeiro deles foi o processo de impeachment da ex-presidente Dilma, que trouxe insegurança em relação à política brasileira e fez com que a moeda tivesse alta no período.

Outra forte valorização aconteceu logo após a surpreendente vitória de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos e, novamente, a preocupação com a política brasileira em virtude de denúncias envolvendo o presidente Michel Temer.

Por fim, o terceiro momento de pico que gostaria de destacar é maio de 2017, quando houve o vazamento do áudio de Joesley Batista.

Diante de cenários de incertezas, o dólar funciona como um porto seguro.

Uma vez que temos pela frente o evento eleições 2018 e não sabemos como o próximo governo conduzirá a economia brasileira, é bom estar protegido.

O que impacta a cotação do dólar?

  • US$ 1,00
  • Hoje Vale
  • R$
* Cotação atualizada em .

Quando há uma instabilidade econômica ou política, local ou mundial, a aversão ao risco aumenta e os investidores preferem apostar na economia dos Estados Unidos a comprometer o capital em países emergentes. Dessa forma, o valor do dólar sobe.

Mas não é só isso que influencia a cotação da moeda.

Além da fuga de capital dos investidores globais de países emergentes para os Estados Unidos em momentos de crise, há fatores internos do próprio país que também fazem com que os investidores tenham preferência por investir lá.

Temos observado que das vezes que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, disse que poderia subir a taxa básica de juros do país, o dólar se valorizou em relação ao real.

O plano de Trump de redução de impostos para as empresas (de 35% para 20%) e diminuição da alíquota do IR também poderá atrair investidores para os Estados Unidos. Estima-se que até US$ 250 bilhões devem retornar para os EUA.

No Brasil, a cotação do dólar também é influenciada pelas ações do Banco Central.

De acordo com o cenário econômico, a autoridade monetária pode entender que o real está apreciado ou desvalorizado em relação ao dólar.

Assim, o BC pode realizar operações de compra ou venda da moeda americana a fim de ajustar o preço, contribuir para a atividade econômica e equilibrar a balança comercial brasileira.

Fonte: Brasil Econômico, 08/09/2015.

Fonte: Correio Braziliense, 15/04/2016.

Fonte: Infomoney, 12/04/2016.

Dólar vai subir a R$ 5?

Não há resposta definitiva para essa pergunta.

Como diria Felipe Miranda, sócio-fundador e estrategista-chefe da Empiricus, “O câmbio existe para fazer o sujeito explicar amanhã o erro da projeção feita ontem” ou “A taxa de câmbio foi criada para fazer os meteorologistas parecerem acertadores”.

Não é possível prever o comportamento do dólar. Alguns fatores podem nos indicar uma tendência de alta ou de baixa, mas jamais o valor exato.

Durante os últimos anos, por exemplo, oscilamos entre o intervalo de R$ 1,50 e R$ 4,20.

Afirmar que o dólar não chegará a R$ 5 é tão irresponsável quanto dizer que ele chegará.

Quanto devo investir em dólar?

Tenha em mente que estamos considerando a aplicação em dólar como uma estratégia de proteção ao patrimônio em caso de cisnes negros, como classifica Nassim Taleb, ou seja, acontecimentos inesperados que podem causar pânico no mercado e desvalorização dos ativos.

O ideal é que a moeda represente em média 5% do total investido.

É importante destacar que o investimento em dólar faz parte do princípio de diversificação financeira (não colocar todos os ovos na mesma cesta).

Por exemplo, no mês de novembro de 2016, quando Trump foi eleito, o dólar foi o investimento que mais rendeu no período: 6,23%.

Fonte: Valor Econômico, 30/11/2016.

O mesmo aconteceu no dia 18 de maio de 2017, data que vai ficar na memória do mercado financeiro e dos brasileiros por muito tempo.

Enquanto a Bolsa caiu 8,8%, tendo ocorrido um circuit breaker no dia (encerramento momentâneo das negociações quando a Bolsa cai mais de 10%), o dólar teve alta de 8,15%.

Fonte: UOL, 18/05/2017.

Mas você também pode investir em dólar para objetivos específicos, como uma viagem ao exterior ou o custeio da educação internacional dos filhos, por exemplo.

Como investir na moeda americana?

Fundos cambiais

Operacionalmente, a forma mais fácil de ter exposição ao dólar é por meio de fundos cambiais.

Na hora de escolher um fundo cambial, o mais importante é encontrar uma taxa de administração baixa e valor mínimo inicial acessível ao investidor. É possível encontrar fundos com investimento inicial a partir de R$ 1.000.

Não pague caro por um fundo cambial. Essas carteiras são passivas, ou seja, o gestor não tem muito trabalho: ele não tem que bater a variação do dólar, somente acompanhá-la.

Veja abaixo como um dos fundos recomendados pela Empiricus se comportou no dia 18 de maio de 2017.

Enquanto a B3 caiu 8,8%, o fundo teve valorização de 6,72%.

Fonte: Quantum Axis.

Papel-moeda

Não faz muito sentido comprar dólar em espécie se seu objetivo for de longo prazo. Sua exposição à moeda será passiva, você ficará “sentado” no dinheiro, sem giro na carteira conforme as oscilações.

Além disso, há alguns riscos adicionais, como o de ser roubado, a deterioração do papel-moeda e os custos transacionais caso deseje trocar novamente por real.

A compra de dólar em papel-moeda é mais adequada para quem pretende usá-lo fisicamente no futuro, em uma viagem, por exemplo.

Se esse for o seu caso, compare as cotações! Sites como Melhor Câmbio e Cambiar trazem comparativos entre as corretoras e é possível comprar e vender a moeda.

Não há um limite definido para a compra de moeda estrangeira voltada para viagens, mas o Banco Central ressalta que valores acima de R$ 10 mil em espécie, cheques e/ou cheques de viagem, em moeda nacional ou estrangeira, devem ser declarados por viajantes que entrem ou saiam do território nacional.

Ações

Quem já está familiarizado com a Bolsa de Valores pode optar por comprar ações de empresas exportadoras ou mesmo papéis de companhias estrangeiras negociados por aqui (chamados de BDRs).

No entanto, tome nota de que um investimento feito em empresa dolarizada não é o mesmo que um investimento puro em dólares, pois a performance da empresa acaba dependendo também de outras variáveis relevantes (como a qualidade de seus executivos, por exemplo).

Conta corrente nos Estados Unidos

A quarta opção de investimento em dólar é por meio da abertura de uma conta corrente diretamente nos Estados Unidos. É possível fazer isso a partir de instituições financeiras brasileiras que possuem atuação na terra do Tio Sam.

Porém, o acesso além-fronteiras normalmente depende de aplicações mais elevadas, da ordem de US$ 100 mil ou mais.

Outra alternativa é abrir uma conta em um banco americano. Para isso, bastar contatar diretamente a instituição e estar fisicamente presente no país estrangeiro.

Por via de regra, o processo de abertura de conta pede passaporte válido, documento de identificação do país de origem, comprovantes de residência e de renda.

Como correntista, você terá acesso à conta corrente com cartão de crédito e débito, poderá utilizar os serviços de transferência bancária, plataformas de investimentos e até financiamentos bancários – de acordo com a análise de crédito.

O correntista poderá ser isento das tarifas de manutenção da conta desde que mantenha uma determinada quantia de dinheiro em conta corrente – o valor varia de acordo com cada instituição, mas costuma oscilar entre US$ 1.000 e US$ 2.000.

Mais uma vez, entendemos que ter dólar na carteira é uma maneira de proteger o patrimônio.

A volatilidade dos mercados pode prejudicar quem está desprotegido. Há uma frase popular entre os profissionais da área que diz “a inflação aleija, mas o câmbio mata”, do saudoso economista Mário Henrique Simonsen.

Portanto, analise seu perfil, encontre a melhor estratégia para seus objetivos e bons investimentos.

Um abraço,

Equipe Empiricus

Sobre a Empiricus Research

A Empiricus Research foi fundada em 2009 pelos sócios Caio Mesquita, Felipe Miranda e Rodolfo Amstalden com o propósito de democratizar a informação financeira para que pessoas comuns também fossem capazes de multiplicar seus ganhos e conquistar a independência financeira.

Por meio de relatórios e newsletters periódicas, levamos aos nossos leitores e assinantes informações relevantes sobre o mercado financeiro e a economia, para que eles sejam capazes de tomar decisões mais inteligentes em relação aos próprios investimentos.

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Saiba mais sobre a Empiricus em nosso site: www.empiricus.com.br

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