Agosto de 2017

Como começar a investir com pouco

O primeiro passo é a formação de seu colchão de liquidez.
Veja como construí-lo de forma segura e inteligente

Caro leitor,

Vamos começar devagar, mas do jeito certo. Hoje você vai saber como dar o primeiro passo para investir.

E, se você já tem alguma aplicação, poderá avaliar se está no caminho correto.

Para começar a investir, é preciso ter foco. De nada adianta olhar para milhares de opções existentes. Isso só vai fazer com que você se canse mesmo antes de começar e deixe seu dinheiro perdendo valor na poupança ou mal aplicado em um plano de previdência ruim.

E, afinal, por onde começar? A resposta é: pela construção de um colchão de liquidez.

E o que é esse colchão?

O colchão de liquidez é um dos quatro pilares para uma vida financeiramente saudável. Os outros são: disciplina financeira, rotina financeira e endividamento saudável.

O colchão responde pelo dinheiro que precisamos ter em uma aplicação segura acessível. É importante que todos tenham essa reserva separada para emergências.

Não sei se você passou a virada do ano de roupa amarela, se comeu sete uvas (ou romãs) ou pulou sete ondas pedindo para enriquecer neste ano. Mas o que vai ditar sua saúde financeira, como todos sabemos, são as suas atitudes.

E o primeiro passo é a construção de uma base sólida para seu enriquecimento. Essa base começa com a formação do seu colchão.

1 – Passo 1: Como calcular o valor de seu colchão de liquidez?

Recomendamos ter, pelo menos, seis vezes os seus gastos mensais médios separados nessa reserva, ou seja, o valor necessário para você arcar com todas as despesas durante um semestre.

Alguns consultores dizem que é preciso ter três meses, outros dizem que é melhor aumentar para 12. Nós acreditamos que seis meses tende a ser um bom parâmetro.

Então some todos os seus gastos mensais atuais e multiplique por 6. Lembrando que este cálculo é aproximado e não estamos considerando a inflação.

2 – Passo 2: Onde investir esse dinheiro?

Se você já tem dinheiro separado para formar seu colchão de liquidez, recomendamos colocar os recursos no Tesouro Selic (nossa opção favorita), em um fundo DI ou em um CDB, pós fixado e com liquidez diária.

Tesouro Selic:

O Tesouro Selic é um título pós fixado, indexado à taxa Selic, ou seja, seu dinheiro vai render bem próximo da variação da taxa básica de juros da economia. Entenda AQUI o que são títulos pós-fixados.

E quais são os custos? Ao comprar qualquer título público por meio do Tesouro Direto, é necessário pagar a taxa de custódia de 0,3% ao ano, cobrada pela BM&FBovespa. Alguns bancos e corretoras ainda cobram taxas de administração, mas esse custo é opcional, logo, dê preferência às casas que isentam o investidor dessa tarifa.

O rendimento, ou seja, o lucro obtido, está sujeito ao Imposto de Renda, que varia de 22,5% a 15%, conforme o prazo de aplicação. E, se permanecer com o título por menos de 30 dias, terá que pagar IOF.

Todos os papéis ofertados no Tesouro Direto têm liquidez diária, isto é,, você pode vendê-los a qualquer momento. E, no caso específico do Tesouro Selic, se você decidir resgatar o papel antes do vencimento, não terá perda.

Fundo DI:

Aplicar por meio de um fundo de investimentos significa contratar alguém para “cuidar” de suas aplicações. Dessa forma, é necessário pagar uma taxa de administração por esse trabalho.

Com liquidez diária e apelo conservador, os fundos oferecem rendimento próximo ao do CDI. Nada menos que 95% da carteira desses fundos precisa ser composta por ativos que busquem acompanhar as variações do CDI ou da taxa Selic. Dessa forma, na prática, a maior parte dos recursos está alocada em títulos públicos pós-fixados, mais especificamente em Tesouro Selic.

Por um lado, é muito simples e cômodo investir por meio de fundos, por outro, você terá que pagar uma taxa de administração para o seu gestor. Dessa forma, não recomendamos investir em fundos do tipo DI com taxas de administração maiores do que 0,3% ao ano, que é o valor da taxa de custódia cobrada pela BM&FBovespa para investir no Tesouro Direto.  Uma taxa alta pode comprometer a sua rentabilidade.

O Imposto de Renda dos fundos DI também segue a tabela regressiva (com alíquota máxima de 22,5 por cento e mínima de 15 por cento ao ano sobre os rendimentos). Mas não cabe ao investidor se preocupar com esse tributo, já que o IR é recolhido antecipadamente no último dia útil dos meses de maio e novembro, em um sistema denominado “come-cotas”.

CDB:

O Certificado de Depósito Bancário é um título de renda fixa. Quando você compra um CDB, você empresta dinheiro para seu banco e recebe um juro pelo empréstimo.

Para a formação de um colchão de liquidez, o CDB indicado é o pós-fixado, atrelado ao CDI, cuja variação anda lado a lado com a Selic. Por isso, o ideal é buscar CDBs que paguem um percentual de CDI igual ou maior que 100%, mais facilmente encontrados em corretoras independentes que em bancos. Mas atenção: fique de olho no risco do banco emissor, para evitar contratempos. CDB não é tudo igual e não conte apenas com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Além disso, nem todo CDB tem liquidez diária. Para o colchão de liquidez, só aplique se puder sacar o dinheiro a qualquer momento.

Novamente, o Imposto de Renda, aplicado na hora do resgate ou do vencimento do CDB, segue tabela regressiva:

  • 22,5 por cento quando o prazo do investimento for de até 180 dias;
  • 20 por cento quando o prazo for de 181 a 360 dias;
  • 17,5 por cento quando o prazo for de 361 a 720 dias;
  • 15 por cento quando o prazo superar 720 dias.

Não é cobrada taxa de administração para investir em CDBs.

3 – Por que é tão importante ter um colchão de liquidez?

O colchão de liquidez é importante para que nenhum contratempo transforme você em endividado.

Com esse dinheiro, você fica tranquilo para atravessar momentos de crise, de desemprego e imprevistos financeiros diversos.

O colchão de liquidez também é importante para que você tenha tranquilidade em seu dia a dia, inclusive para ser uma pessoa mais produtiva e positiva.

Ao eliminar de sua cabeça a preocupação com emergências, você tem mais tempo para pensar em possibilidades de renda extra, por exemplo.

Só com seu colchão de liquidez você se sentirá seguro para multiplicar o patrimônio, investir em aplicações de mais risco e maior retorno ou mesmo empreender

4 – Ainda não tem muito para investir? O que fazer?

Outro dia, o leitor Maurício S. escreveu dizendo que ainda não tem muito dinheiro para investir e queria saber onde aplicar até somar uma quantia maior.

Tenho menos de mil reais para investir e ainda é pouco para pagar taxas. Por isso, deixo na poupança ”, ele afirmou.

O que respondemos para o Maurício e para todas as pessoas que estão começando agora é que você não precisa ter muito dinheiro para começar a investir no Tesouro Direto.

Você pode abrir sua conta em uma corretora (o que não tem custo) e começar a investir no Tesouro Selic a partir de R$ 86,71, valor exigido ao fim de março. Um título custava na ocasião em torno de R$ 8.671, mas você sempre pode comprar apenas uma fração de 1%. Os valores dos títulos variam todos os dias, mas o fundamental é lembrar que o Tesouro Direto permite aplicações a partir de R$ 30,00.

 

Boa sorte!

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