Outubro de 2017

Como Escolher Uma Boa Corretora

Uma corretora de valores independente pode oferecer acesso a um universo muito maior de ativos, com custos mais baixos e rentabilidades melhores

Por que incentivamos a investir diretamente nos ativos financeiros?

Ao investir em tudo que seu gerente de banco recomenda sem analisar os detalhes de cada produto, você está deixando que esse profissional tome as rédeas de seus investimentos e, por que não, de sua vida, sem que ele leve em consideração suas metas e suas necessidades.

Investir por conta própria é um exercício fundamental para aprender sobre os tipos de aplicações disponíveis e para saber identificar as que mais se adequam ao seu perfil.

Invista, mesmo que pouco, para se testar. Parte do processo só́ será aprendida na prática. O banco pode até oferecer as tais “segurança” e conveniência desejadas, mas você paga caro por isso e tem acesso a poucos produtos do mercado.
Uma corretora de valores independente pode oferecer acesso a um universo muito maior de ativos, com custos mais baixos e rentabilidades melhores.
Os investimentos podem ser feitos diretamente em títulos do Tesouro Direto, produtos de renda fixa de diversos bancos (CDBs, LCIs, LCAs), debêntures, ações, fundos imobiliários e fundos de investimento de diferentes gestoras do mercado, entre outros ativos. E o melhor: tudo isso com apenas uma conta em uma instituição.

 

O que são corretoras?

São instituições que operam com compra, venda e distribuição de títulos e valores mobiliários, ou seja, que fazem a intermediação dos investidores com a bolsa de valores (BM&FBovespa) e a Cetip.
Sua constituição depende da autorização do Banco Central, e o exercício da sua atividade precisa ser autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Uma corretora de valores pode ter atuação vinculada a um banco ou ser independente.

Algumas possuem foco direcionado ao chamado público de varejo (pessoa física), com plataformas de investimento on-line amplas, pelas quais o investidor tem acesso a diversos produtos financeiros de diferentes instituições participantes do mercado. Muitas corretoras têm um atendimento mais direcionado a esse tipo de investidor, que não costuma ser prioridade dos grandes bancos, mais interessados em clientes de maior poder aquisitivo.

 

Como escolher uma boa corretora?

Todo mundo está em busca da instituição perfeita para concentrar todos os investimentos sem preocupação, com 100% de confiança e com as melhores taxas do mercado. Mas é preciso sinceridade.

Não existe A MELHOR corretora. Existem várias opções, vários perfis, diferentes tipos de atendimentos, produtos ofertados e serviços prestados. É preciso que VOCÊ escolha a casa que mais se adequa às suas preferências.

Dá para testar? Dá! Não tem custo abrir conta e as principais corretoras focadas em pessoas físicas levam no máximo dois dias para autorizar seu cadastro, que será individual.

Você pode ter contas em quantas corretoras desejar e, se não estiver satisfeito com sua instituição, poderá fazer a portabilidade de suas ações e começar a investir por meio de outra casa.

E lembre-se: não é preciso residir na mesma cidade-sede da corretora. Todo o processo de abertura de conta e de investimento é feito de forma on-line, assim como a comunicação, que pode ser feita em alguns casos por telefone, mas, na maioria das vezes, também se dá de maneira digital.

 

Com o objetivo de auxiliá-lo na escolha, listamos abaixo os critérios que consideramos importantes na hora da seleção:

  • Tecnologia: site e home broker estáveis, amigáveis e rápidos.
  • Modelo de negócio prioritariamente on-line: desde a abertura da conta até as aplicações e os resgates.
  • Ferramentas diferenciadas: aplicativo para smartphones, aluguel de ações no home broker, gráfico de cotações, calculadora de IR etc.
  • Pessoas: bons administradores e serviço de atendimento realizado por profissionais preparados, meios de contatos eficazes por telefone, e-mail e chat on-line.
  • Diversidade de produtos: Tesouro Direto, títulos de renda fixa privados de vários emissores, ações, fundos imobiliários, bons fundos de investimento etc.
  • Custos: taxas de corretagem e custódia competitivas (confira na tabela a seguir). Mas tome cuidado: nem sempre o mais barato é o melhor e, em muitos casos, vezes vale a pena pagar mais por um serviço melhor.
  • Corretoras líderes e focadas no segmento de pessoa física, que buscam inovar e crescer.
  • Analistas: atenção às recomendações. Pode haver conflitos de interesse, pois os profissionais precisam fazer corretagem para gerarem resultado para a corretora ou para cumprir metas pessoais. Sugerimos seguir as indicações dos analistas da Empiricus.

 

Segurança:

  • Custódia centralizada na BM&FBovespa e na Cetip. Os ativos de renda fixa e variável são registrados com o CPF dos investidores, portanto, se você quiser ou precisar (por razões de quebra da instituição, por exemplo) transferir a custódia para outra intermediadora, não terá problema. Você pode confirmar se os ativos que possui em custódia estão devidamente registrados em seu nome, por meio dos sites do Tesouro Direto, do Canal Eletrônico do Investidor (CEI), da BM&FBovespa e do Cetip Certifica (títulos de renda fixa privados).
  • Certificados digitais: verifique se a sua corretora possui selos que dão maior credibilidade aos seus processos (Cetip Certifica, PQO BM&F Bovespa, Anbima, etc.).
  • Evite deixar dinheiro parado na conta corrente da corretora. Em caso de falência da instituição, é possível que esse recurso entre na massa falida da empresa. Em alguns casos, você poderá contar com a garantia de até R$ 120 mil do Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP), da BM&FBovespa. O MRP é o meio de cobertura de prejuízos sofridos por investidores decorrentes de falhas operacionais, ou seja, por causa de ações ou omissões dos intermediários (corretoras) em operações realizadas em bolsa ou na prestação de serviços de custódia.

 

Para haver ressarcimento, em primeiro lugar, é preciso ter prejuízo; em segundo, esse prejuízo precisa estar relacionado aos mercados de Bolsa (o que exclui Tesouro Direto, por exemplo); e, em terceiro, o prejuízo precisa ser decorrente de ação ou omissão da corretora, ou seja, ela tem que ter causado a perda.

  • Corretoras passam periodicamente pela auditoria terceirizada da BSM, órgão que administra o MRP e supervisiona se os processos internos estão sendo cumpridos. Essas auditorias são parâmetros para manutenção do selo PQO BM&FBovespa, portanto, dê preferência a corretoras com esse selo.

 

Corretoras dos grandes bancos:

  • Geralmente apresentam custos mais elevados (veja as taxas na tabela a seguir). Só têm acesso aos melhores produtos clientes de alto patrimônio e, ainda assim, em grande parte dos casos, esses investidores poderiam encontrar ofertas melhores em plataformas de corretoras independentes.
  • Em geral, oferecem apenas produtos do próprio banco, limitando o acesso a outros ativos que podem ser mais rentáveis.
  • Maior possibilidade de haver conflito de interesse.
  • O home broker é mais limitado, com menos ferramentas.

 

Custos:

Selecionamos os custos referentes às operações com títulos do Tesouro Direto, com corretagem de ações (no lote padrão) pelo home broker, bem como as taxas de custódia (para ações) e os requisitos para isenções. Você também pode verificar os valores cobrados pelas corretoras para a transferência de recursos para os bancos.

Os dados estão disponíveis nos sites das instituições e foram coletados em abril de 2017. Lembre-se que essas informações podem ser alteradas, por isso, é importante checá-las antes de abrir uma conta.

Vale lembrar que, no Tesouro Direto, há um custo de 0,3% ao ano sobre o valor dos títulos, que deve ser pago à BM&FBovespa. No caso de ações, há cobrança de emolumentos pela Bolsa.

CorretoraTaxa Tesouro Direto (a.a)Taxa Corretagem lote padrão (R$)Taxa Custódia mensal (R$)
Ativa0159,8
Banco do Brasil0,50%2014,25
Bradesco0,50%Variável (mínimo R$10)29,99
Clear07,50
Easynvest0100
Geração Futuro (Genial)02010
Guide01416,9
Icap (MyCap)0,20%510
Itaú0,50%R$ 10 + 0,3% do valor da operação15,8
Magliano0,25%Tabela Bovespa19
Mirae0,20%2,910
Modal08,990
NewF0,10%3,4910
Planner0,20%Tabela Bovespa (mínimo de R$20/dia)15
Rico0,10%16,212,5
Santander0,40%Tabela Bovespa30.63
Socopa0,10%710
Spinelli011,98,18
XP018,90

Fontes: Bancos, corretoras e Tesouro Direto

Confira a seguir a tabela Bovespa de corretagem variável, criada inicialmente por entidades reguladoras como forma de colocar um teto na cobrança de corretagem e que, ainda hoje, é utilizada como parâmetro. Geralmente, as corretoras cobram esses valores nas ordens enviadas pelas mesas de operações (telefone), com um valor mínimo maior que o da corretagem fixa do home broker.

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