Dezembro de 2017

O IPO de CVC vale a pena?

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No próximo dia 9 de dezembro estreiam na BM&F Bovespa as ações da CVC, maior operadora de turismo da América Latina. O período de reserva para participar do décimo (e possivelmente o último) IPO na Bolsa brasileira em 2013 começou na última sexta-feira, com a fixação do preço por ação ocorrendo um dia após o prazo, em 5 de dezembro.

A faixa indicada vai de R$ 18 a R$ 22 por ação, a qual será negociada sob o código CVCB3 no Novo Mercado. Deste modo, considerando a colocação de todos os lotes ao teto do intervalo, estamos falando de uma oferta de até R$ 1 bilhão, igualando-se neste ano aos IPOs de Smiles e CPFL Renováveis, e perdendo apenas para a oferta inicial do BB Seguridade, que movimentou nada menos que R$ 11,4 bilhões em abril.

A relevância da operação se justifica a partir de alguns números de peso da empresa. Dentre eles, podemos citar os R$ 4 bilhões em reservas contratadas no ano passado (nos 9M13, a cifra era de R$ 3,3 bi), reflexo de um portfólio composto por mais de 1.000 destinos domésticos e internacionais.

Destaque também para a forte capilaridade da rede de distribuição, que conta com 750 lojas exclusivas e mais de 6.500 agentes credenciados, além de uma plataforma on line em forte ritmo de expansão.

São números consideráveis, condizentes a uma empresa com valor de mercado de aproximadamente R$ 3,3 bilhões (considerando a média do intervalo proposto no bookbuilding, de R$ 20/ação). O que não significa, porém, que a CVC vá se sair bem no mercado acionário, principalmente se levarmos em conta as projeções pessimistas para a Bolsa brasileira em 2014.

Em termos de múltiplos, por exemplo, vemos um papel relativamente caro a 11x ebitda e 35x earnings projetados para 2013 – dado a falta de acesso aos números dos concorrentes domésticos, comparamos com os dados de alguns pares estrangeiros, como a Expedia (uma espécie de Decolar.com), que negocia a 20x lucro 2013E de acordo com a Bloomberg.

Além disto, não concordamos com o fato de a oferta ser apenas secundária, com os recursos provenientes sendo destinados apenas para os fundos que estão vendendo suas participações (especialmente os FIPs BTC, da controladora Carlyle, e GJP, do fundador Guilherme Paulus), e não para o caixa da empresa.

Talvez por isso, já exista questionamentos sobre o motivo de a empresa estar fazendo o IPO. Há quem diga que a listagem em Bolsa pode indicar um possível venda da empresa em um futuro próximo, o que faria sentido, apesar de ser muito prematuro qualquer especulação neste sentido.

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