Outubro de 2017

INVESTIMENTOS PARA O FUTURO

Um novo Brasil está para emergir e você pode lucrar com essa oportunidade única.

Caro leitor,

 

Antes de começarmos este relatório, devemos explicar o título.

Trata-se de uma alusão ao plano divulgado pelo PMDB, batizado de “Uma Ponte Para o Futuro”, onde a sigla apresenta uma série de propostas com viés neoliberal para a reativação da economia brasileira.

Com o afastamento de Dilma já consumado, Michel Temer promete focar seu mandato (ainda interino) em realizar tais promessas, que em nossa visão são bastante contundentes e atacam os principais esqueletos após anos de irresponsabilidade.

O cenário econômico, social e político do país que temos em mãos agora é deplorável. Atravessamos um dos momentos mais difíceis de nossa história.

Nem quando publicamos O Fim do Brasil esperávamos tamanha recessão. Olhando para trás nos sentimos até otimistas demais à época.

Para este ano de 2016 é esperado que o PIB caia quase 3,9%, e as projeções dos economistas pioram consecutivamente há 15 semanas.

 

PIB 2016

Fonte: Relatório Focus – 29/04/2016

 

Também neste ano, o Brasil deve ser um dos principais responsáveis pelo fraco crescimento mundial, junto com alguns outros países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Inclusive, dentro do grupo dos BRICS, devemos apresentar o pior resultado em 2016.

investimento futuro

 

 

Como o maior país da América Latina e a grande promessa de crescimento caíram nessa espiral?

 

Com a economia indo para a bancarrota e a impossibilidade da presidente de governar devidamente dada a perda de apoio no Congresso e Senado, a fuga de capital foi inevitável.

Todos nós (analistas, gestores, investidores, economistas, pais de famílias, mães dedicadas, etc…) tínhamos um plano: vamos “shortear” (apostar contra) o Brasil.

Esse era o corolário óbvio da gestão macro e microeconômica que vinha sendo tocada desde o fim de 2009, mais notavelmente a partir de 2011. Ou seja, compraremos dólar e títulos pós-fixados. O resto venderemos.

Entre 2010 e 2015, a Bolsa brasileira perdeu quase 40%, os juros dispararam, o dólar atingiu máximas históricas, o endividamento público entrou em uma escalada perigosa flertando com o risco de calote…

No início deste ano a tensão aumentou à sombra de uma possível desaceleração da economia chinesa, um dos nossos principais parceiros comerciais, além da incerteza acerca do crescimento na Europa e Estados Unidos.

Entre janeiro até meados de fevereiro de 2016, a Bolsa perdeu mais 7%.

Parecia que o poço não tinha fundo.

Até que tomamos um soco na cara.

Sob influência de delações premiadas, conduções coercitivas, documentos na Suíça e grampos polêmicos, fomos subitamente atingidos por um cruzado de direita. O nocaute acabou sendo atribuído, tecnicamente, às pedaladas fiscais. Mas, em termos práticos e políticos, aconteceu pelo conjunto da obra.

O plano esvaiu-se pelo ralo. O soco na cara, que atende também pelo nome de impeachment, fez com que as apostas contrárias ao Brasil começassem, instantaneamente, a serem revertidas.

Além disso, a estabilização do crescimento na China, a menor preocupação com potenciais desdobramentos adversos da política de juro negativo em alguns países e a recuperação do preço das commodities cumpriram também um papel significativo.

O resultado dessa onda foi o início de um verdadeiro processo de re-rating de Brasil, marcado pelas seguintes variações até a primeira semana de maio:

–  Risco-país (CDS) saindo de 500 para 340 pontos (-32%);

–  Ibovespa saltando de 44.900 para 51.600 pontos (+14,9%);

–  Dólar despencando da faixa dos R$ 4,00 para R$ 3,50 (-13%);

Essa valorização pronunciada sem o acompanhamento de fundamentos gerou dúvidas no mercado. Teriam os ativos brasileiros se antecipado completamente ao novo governo, tornando-se caros aos níveis atuais?

Nossa opinião é NÃO.

Nos parece claro que essa escalada, que batizamos de rali do impeachment, ainda está em curso, mas precisa de novas evidências para sua materialização.

O processo de impeachment não se encerra com o afastamento de Dilma Rousseff, ainda existem alguns trâmites pela frente. Sendo assim, não descartamos dificuldades e medidas desesperadas do governo no meio do caminho, mas temos o processo como irreversível.

Ainda que por algum milagre a presidente escape do atual processo que enfrenta e volte ao seu cargo, não tem maioria no Congresso ou no Senado para aprovar propostas, ficando isolada no Palácio do Planalto.

Pois bem, a caminhada em direção ao definitivo governo Temer traz prognóstico de política econômica mais amigável ao mercado com combate ostensivo à inflação, medidas neoliberais e contenção da despesa e dívida pública.

Mas seria possível esse novo governo efetivamente endereçar os problemas dos fundamentos econômicos ruins, em especial nossa dramática situação fiscal?

Provavelmente não.

Como pode, então, tamanho processo de valorização dos ativos brasileiros, se os fundamentos estruturais estão – e devem continuar por algum tempo – ruins?

Podemos estar passando por um ponto de inflexão, e isso justifica o movimento observado.

Existem três grandes forças que estão por trás deste processo: i) a possibilidade de efetiva reversão das expectativas; ii) o encerramento de posições contrárias ao Brasil (short covering), com muitos investidores reticentes em manter uma aposta negativa mediante a provável troca de governo; e iii) a maior confiança de que, ao menos, o novo governo afasta o risco de qualquer probabilidade de radicalização da política econômica.

Então com essas três forças aliadas à abundância de liquidez mundial, a menor sinalização de ortodoxia pode trazer grandes fluxos positivos para o país, levando nossa Bolsa e juros para novos patamares.

Entenda, essa é uma oportunidade rara.

Se você fizer as aplicações certas agora, pode desfrutar dos benefícios deste novo Brasil.

 

Mas quais aplicações são essas?

Para os que preferem renda fixa, este cenário favorece os títulos prefixados. Isso porque a nova conjuntura sugere queda da taxa básica de juros. Então, em um cenário que a Selic chegue a um dígito nos próximos anos, travar as altas taxas atuais oferecidas pelas LTN é bastante atrativo.

Para quem prefere Bolsa, uma ótima opção é investir nas microcaps. Essas empresas são altamente sensíveis ao crescimento macroeconômico e tendem a se beneficiar muito com políticas neoliberais. Existem ótimas companhias deste segmento que estão esquecidas pelo mercado – ou seja, suas ações são baratas e não refletem os respectivos valuations. Citamos aqui como exemplo as ações de Ferbasa (FESA4) e Schulz (SCHUL4), companhias do setor de metalurgia.

Olhando para empresas maiores, o momento parece ideal para comprar ações do Banco do Brasil (BBAS3), tendo em vista seu valuation descontado. Além desta, Natura (NATU3) também é uma empresa com alto potencial de valorização em um cenário doméstico melhor.

Outra opção são os fundos imobiliários. Durante o último ciclo de euforia com as empresas do setor, entre 2010 e 2012, esses fundos tiveram muito boa performance, até que a depressão econômica acabou afastando os investidores. Com o país sedento por infraestrutura, nosso setor imobiliário ainda tem muito para andar. Recomendamos aqui o fundo Hotel Maxinvest (HTMXB11B).

De qualquer forma, a nova configuração pode ascender nosso potencial enquanto país emergente.

Temos terra, energia, nossa geografia hídrica é uma das melhores do mundo e, o mais importante, temos mão de obra para tocar o país.

O que nos falta é uma política econômica honesta e um empurrãozinho do exterior. Ou seja, estamos com a faca e o queijo na mão, e esperamos que os novos dirigentes não nos impeçam de produzir um novo Brasil desta vez.

 

Nossos melhores votos de prosperidade.

Um abraço,

Equipe Empiricus

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