Agosto de 2017

Qual o Melhor Investimento para o seu Bolso?

Veja neste relatório onde você pode começar a investir e de quanto precisa para cada aplicação

“Closeup of businessman putting together many wooden cubes with dollar sign on them.”

Caro leitor,

Nosso único objetivo na Empiricus e no Criando Riqueza é com você e o seu patrimônio. Somos a primeira casa independente de análise baseada em São Paulo e isso significa que tudo o que você lê em nossos relatórios representa nossa avaliação mais clara e sincera.

Nesse esforço contínuo para agregar valor ao patrimônio de nossos leitores, recebemos muitas mensagens de pessoas que simplesmente não sabem o que fazer com seu dinheiro. São leitores que querem começar a investir, mas não têm grandes montantes disponíveis, e também pessoas que já acumularam alguma reserva significativa, mas nunca tiveram contato com o mundo das aplicações financeiras.

Se você está em um desses grupos, meu primeiro recado é: VOCÊ NÃO PRECISA SER RICO OU ESPECIALISTA PARA INVESTIR. Com apenas R$ 30,00 e alguns passos bem simples, você pode começar a defender seu patrimônio.

investidor

Em primeiro lugar, você PRECISA proteger seu dinheiro. Seja qual for o tamanho do seu patrimônio e independentemente de ter conseguido trabalhando ou via herança, é necessário começar a pensar em como estar seguro em caso de imprevistos.

O cenário macroeconômico do nosso país é obscuro. Segundo respeitadas agências internacionais, o Brasil não deve crescer pelo menos pelos próximos 2 anos. O desemprego no país tem aumentado, escândalos de corrupção se alastram como se fossem praga, e perdemos nosso grau de investimento e credibilidade perante muitos investidores. Muitas pessoas acreditam que por isso devem guardar seu dinheiro embaixo do colchão ou na poupança e pronto.

A crise, no entanto, guarda grandes oportunidades! E tenha certeza que, independentemente do quanto você tem para investir, existe uma opção com retornos bem maiores que os da poupança.

 

Saiba que é possível investir bem com pouco dinheiro!

Tendo isso em mente, reflita sobre seu perfil. Optar por alguns investimentos implica correr mais riscos que em outros. E ter o dinheiro exigido para determinadas aplicações não é o suficiente para a tomada de decisão. Essa definição deve passar por questionamentos mais amplos e pessoais, como onde você quer estar em 10 anos e qual risco está disposto a correr.

Este guia com certeza vai lhe ajudar a repensar onde e como gasta e investe seu dinheiro, além de mostrar qual investimento tende a se adequar ao seu perfil.

 

Então vamos lá…

SE VOCÊ TEM CERCA DE R$ 30,00 E QUER INVESTIR.

Onde poderia colocar seu dinheiro?

Talvez você nunca tenha imaginado que poderia investir com tão pouco. Pois é, apenas R$ 30,00.

Nesse caso, você pode começar pelo Tesouro Direto. Existem atualmente dois tipos de títulos que permitem investimentos a partir desse valor: Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+.

Há várias opções de vencimentos, taxas/preços e forma de distribuição dos rendimentos. Você precisa escolher quais condições se ajustam às suas necessidades e ao seu planejamento.

Ao comprar um título público da modalidade Tesouro Prefixado, é possível saber exatamente o retorno que será pago se você mantiver o papel até a data de vencimento.

Veja a tabela abaixo retirada do site do Tesouro Direto com as taxas e preços dos títulos públicos no dia 11 de março:

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Uma unidade do Tesouro Prefixado com vencimento em 2023, por exemplo, custa R$ 402,50 e rende 14,37% ao ano. Se você comprar um papel e carregá-lo até o vencimento (em 01/01/2023), receberá, portanto, R$ 1.000,00 (valor bruto).

Ok, mas você não tem R$ 402,50 para investir, mas, sim, algo próximo de R$ 30,00. Não se preocupe, pois é possível comprar uma fração desse título. A quantidade mínima de compra é a fração de 0,01 título, ou seja, 1% do valor do papel, desde que respeitado o mínimo de R$ 30.

No caso do Tesouro Prefixado 2023, essa exigência corresponde a comprar uma fração de 0,08 do título, o que vai lhe custar R$ 32,20 para investir (no exemplo acima).

Pronto, com pouco dinheiro você conseguiu um investimento melhor que a poupança, que rendeu no ano passado cerca de 8%, metade do retorno oferecido pelo Tesouro Prefixado em questão.

Mas não se esqueça de considerar os custos de operação para calcular o retorno do investimento, como taxas de transferência bancária, de custódia, imposto de renda e taxa de operação (se houver).

Você pode optar por títulos com pagamentos de juros semestrais ou com a entrega do rendimento apenas no vencimento.

Sugerimos escolher o prazo que mais se adeque ao seu plano de investimento. Também recomendamos manter os títulos até o vencimento, pois o preço do papel é marcado a mercado, o que quer dizer que pode flutuar para cima ou para baixo. Assim, você poderá ser penalizado em resgates antecipados.

Com os mesmos R$ 30,00 você também pode comprar o título Tesouro IPCA+.

Esse papel proporciona rentabilidade real, ou seja, garante o aumento do poder de compra do seu dinheiro, pois seu rendimento é composto por duas parcelas: uma taxa de juros prefixada e a variação da inflação (IPCA) no período. O retorno real, nesse caso, é dado pela taxa prefixada, contratada no momento da compra do título.

Desse modo, independentemente da variação da inflação, a rentabilidade total do título sempre será superior a ela.

Assim como nos títulos prefixados, você pode optar por títulos com pagamento de juros semestrais ou apenas no vencimento. Hoje os títulos indexados ao IPCA estão pagando taxas de retorno próximas a 6,6% ao ano + a variação da inflação.

 

COM VALORES POR VOLTA DE R$ 50,00

Com valores por volta de R$ 50, você também tem como opção investir em fundos referenciados DI, já que alguns bancos permitem aplicações a partir desse montante (caso do Banco do Brasil).

Esse tipo de fundo tem baixíssimo risco (a maior parte da carteira é investida em títulos públicos Tesouro Selic), rentabilidade pós-fixada atrelada ao CDI (juros) e liquidez em D+0 (resgate imediato).

Essa, no entanto, não é nossa opção preferida, já que nela o banco basicamente compra Tesouro Selic, mas chega a cobrar taxas absurdas de administração. Um exemplo clássico parte do HiperFundo, do Bradesco, cuja taxa de administração corresponde a 3,9% ao ano, o que torna o produto ainda pior que a poupança.

 

EU TENHO CERCA DE R$ 75,00, ONDE INVESTIR?

O Tesouro Direto continua a ser uma opção nessa faixa de aplicação.

O Tesouro Selic é um título público pós-fixado, emitido pelo Tesouro Nacional, cuja rentabilidade segue a variação da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia (hoje em 14,25% ao ano).

Esse papel possui rentabilidade diária e seu valor de mercado, por acompanhar a taxa Selic, apresenta baixa volatilidade, evitando perdas no caso de venda antecipada. Dessa forma, o investidor não corre o risco de perder seu dinheiro se precisar resgatar o título antes da data de vencimento.

Já a rentabilidade da poupança, por exemplo, está atrelada aos “aniversários” – dia do mês da abertura de sua conta -, o que gera perda de rendimentos para quem resgatar recursos antes da data em questão. Se o aniversário for no dia 20 e você sacar os recursos dia 18, deixa de ganhar os rendimentos desse mês corrido.

No Tesouro Direto, também é importante observar as taxas que incidem nas operações. Sugerimos a compra do Tesouro Selic por meio de corretoras independentes, que, em grande parte dos casos, cobram uma taxa de administração de até 0,2% ao ano, bem abaixo das aplicadas por bancos comerciais, em torno de 0,4% e 0,5% ao ano).

Como a taxa é um percentual do valor que você aplica, não faz diferença investir pouco dinheiro ou muito dinheiro de uma vez.

Demos esses exemplos para você perceber que não precisa ter muito dinheiro para aplicar de forma eficiente. Mas se você tem uma disponibilidade maior, existem opções mais sofisticadas (que podem trazer maiores rentabilidades, mas também maiores riscos).

 

COM R$ 1.000,00, ONDE DEVO INVESTIR?

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Caso você tenha R$1.000,00 agora, mas não saiba se vai conseguir poupar esse valor todo mês, uma das possibilidades é o investimento em DÓLAR.

Para isso, recomendamos aplicações via fundos cambiais. Entendemos que esse caminho é mais fácil, mais prático e mais seguro do que a compra do dinheiro em espécie ou de contratos futuros na BM&F.

Por meio de corretoras de valores independentes você poderá ter acesso a fundos cambias que exigem apenas R$ 1 mil de investimento inicial e cobram taxas de administração menores que as de fundos cambiais dos grandes bancos. Consideramos 1% ao ano (ou menos) uma taxa adequada para o fundo cambial.

Você pode também comprar papel moeda, mas se atente ao valor cobrado pela corretora de câmbio e pesquise preços em mais de uma casa, para evitar pagar um spread (diferença de valor) muito alto para o dólar comercial do dia.

A compra de dólares funciona como instrumento de diversificação e proteção da carteira contra a deterioração da economia brasileira.

Mas veja bem: posição em moeda americana deve ser entre 10% e 15% do seu portfólio de investimentos.

Se você consegue poupar cerca de R$ 1.000,00 todo mês, uma outra possibilidade seria um bom PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA, que encaixe em seu perfil, e preferencialmente por meio de uma seguradora independente.

Esse tipo de investimento também é sugerido para pessoas com uma reserva acima de R$ 30 mil para aplicar inicialmente.

Os planos de previdência geralmente possuem custos maiores que outros tipos de aplicações, pois há a remuneração da seguradora, além da remuneração da administradora do fundo, o que afeta o retorno do investimento.

Os planos de previdência investem via fundos de investimento, que podem ser hoje de renda fixa ou multimercado.

Por isso, há uma taxa de administração do fundo e também podem ser cobradas as famosas (e detestáveis) taxas de carregamento, que incidem sobre as contribuições na entrada, na saída ou na portabilidade.

Por que recomendamos um investimento inicial acima de R$ 30 mil ou a alocação de R$ 1 mil/mês em planos de seguradoras independentes?

Pois com valores baixos nos grandes bancos (BB, Caixa, Bradesco e Itaú) é bem provável que você pague taxas MUITO ALTAS, que vão afetar diretamente os resultados de seu investimento.

Ao analisarmos o site do Itaú, por exemplo, se optar pelo plano “Itaú VGBL Proteção Familiar”, de aplicação inicial mínima de R$ 70 e com investimento em um fundo de renda fixa, a taxa de administração cobrada será de 3% ao ano (bem acima das taxas do Tesouro Direto, mencionadas acima).

Essa taxa de administração elevada prejudica sua rentabilidade. O fundo gerou retorno de apenas cerca de 74% do CDI em 2015, bem abaixo de um percentual aproximado de 98% do CDI que você teria obtido no Tesouro Selic.

Isso sem contar a taxa de carregamento do VGBL cobrada na entrada que, para valores abaixo de R$ 9.999,99, corresponde a 3,5%. Ou seja, se você aplicou R$ 100, na verdade apenas R$ 96,50 serão investidos no fundo.

Caso não tenha acesso a um plano corporativo e mesmo assim opte pela previdência, sugerimos investir via seguradora independente. Em uma empresa que consultamos, com R$ 30 mil de aplicação inicial ou em um plano de aplicação de R$ 1 mil/mês, você consegue acessar um fundo de renda fixa que cobra taxa de administração de 1% a.a.

Mas se você puder optar por um plano de previdência corporativo, poderá começar a aplicar com valores baixos, a partir de R$ 1,00! Isso mesmo. Será melhor ainda se a empresa também contribuir com uma parte, pois em planos coletivos ela consegue negociar taxas bem melhores ao seu grupo de funcionários.

 

E SE VOCÊ TEM RESERVAS ACIMA DE R$ 2.500,00?

Sugerimos dois tipos de aplicações

A partir desse valor, você pode começar a investir em AÇÕES e FUNDOS IMOBILIÁRIOS.

Não existe valor mínimo para se investir em ações, pois é possível comprar papéis com valores bem baixos (inferiores a R$ 30) no mercado fracionário, mas alguns aspectos atrapalham os pequenos investidores.

O primeiro ponto que você deve avaliar são as tarifas. A taxa de corretagem é cobrada pela corretora nas ordens de compra e venda de ações e geralmente é fixa em operações executadas pelo home broker (plataforma on-line da corretora), ou seja, independe do valor transacionado. Corretoras baratas cobram em torno de R$ 10 por ordem.

Já a taxa de custódia é cobrada mensalmente do investidor que possui ações, opções, fundos imobiliários ou ETFs (sigla em inglês para Exchange Traded Funds) em custódia. Corretoras baratas costumam cobrar em torno de R$ 10/mês e algumas isentam o investidor da cobrança conforme a quantidade de operações realizadas no mês.

Por isso, recomendamos aos nossos leitores buscar corretoras independentes boas e baratas e tentar evitar as ligadas aos grandes bancos.

O segundo aspecto a ser levado em consideração quando o assunto é compra de ação diz respeito ao lote padrão de negociação, composto por 100 ações. O lote padrão possui muito mais liquidez que o mercado fracionário (quantidades menores que 100 ações), já que há uma quantidade maior de compradores e vendedores e, portanto, uma probabilidade mais alta de conseguir preços melhores negociando o lote padrão. Diante dos custos de transação e também da liquidez do mercado, convém comprar ações em lotes múltiplos de 100.

Para o pequeno investidor que não conseguir diversificar sua carteira com pelo menos 4 ações de empresas diferentes no lote padrão, uma solução pode ser o investimento em BOVA11.

Por ser um ETF (carteira que replica um índice e tem cotas negociadas em bolsa), seu lote padrão costuma ser de apenas 10 cotas. Como o preço do BOVA11 (fundo do índice Ibovespa) está em torno de R$ 37 atualmente, é possível negociar múltiplos de apenas R$ 370 no lote padrão. Além disso, como o fundo tem em sua carteira as empresas de maior representatividade da Bolsa (cerca de 60), oferece um risco menor do que comprar papéis de apenas uma empresa, conferindo os chamados “ganhos de diversificação”.

Os FUNDOS IMOBILIÁRIOS também são uma boa opção quando você tem valores acima de R$ 2.500,00.

Assim como no mercado de ações, também incidem sobre eles taxas de corretagem e custódia e, portanto, não recomendamos investimentos abaixo de R$ 2.500,00.

Nos chamados FIIs, apesar de o preço da cota geralmente superar o das ações, o lote padrão de negociação é de apenas uma cota. Assim, não há necessidade de compra em múltiplos de 100. Você pode adquirir, por exemplo, 25 cotas de um fundo imobiliário cuja cota vale R$ 100.

 

SE VOCÊ TEM ACIMA DE R$ 5.000,00 PARA INVESTIR?

Pode pensar em produtos como CDB/LCA/LCI de bancos de médio porte via corretoras independentes.

Se você não conhece esses produtos, saiba o que cada sigla representa:

CDB: Certificado de Depósito Bancário
LCA: Letra de Crédito do Agronegócio
LCI: Letra de Crédito Imobiliário

Esses produtos estão no arcabouço da renda fixa, costumam ter vencimentos fixos e NEM SEMPRE permitem resgates antecipados. Assim, é melhor considerar o prazo mais adequado que atenda suas necessidades – indicamos que eles variem entre 3 meses e 2 anos.

Os valores mínimos para aplicação inicial nesses títulos de renda fixa dependem do banco emissor e, por isso, podem variar. Pelo que temos visto no mercado, os valores exigidos partem de R$ 5 mil.

Na maior parte das vezes, as LCAs e LCIs oferecem rentabilidades melhores que os CDBs por conta da isenção de imposto de renda para pessoa física. Nos CDB incide alíquota de IR conforme tabela regressiva, que começa com um imposto de 22,5% sobre os rendimentos (para resgates em até seis meses) e vai diminuindo até 15% (para resgates feitos após dois anos de aplicação).

Sugerimos comprar LCAs e LCIs de bancos com bons ratings atribuídos pelas agências de risco.

Não ultrapasse o investimento de R$ 250 mil por banco emissor para estar dentro do valor assegurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). E vale lembrar que esse teto deve ser a soma do total aplicado e do rendimento até o vencimento.

Independentemente do valor disponível para investir, sempre haverá um produto. Basta que você tenha um planejamento para saber qual produto casa com seus objetivos.

Também é importante diversificar seu portfólio para amenizar os riscos, não deixando todos os ovos na mesma cesta. Observe ainda SEMPRE os prazos, os custos e as condições de retorno dos investimentos. Não é difícil. Temos diversos relatórios e produtos que podem lhe ajudar. O primeiro passo você já deu, lendo este relatório, agora pode entender melhor como se planejar e como melhorar ainda mais sua capacidade de analisar cada investimento. Continue acompanhando nossos e-mails.

Até breve!

Equipe Empiricus

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