Dezembro de 2017

Seus primeiros passos para investir em ações

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Tenho aproximadamente 120 anos. Desde 2007, funciono como uma empresa aberta igual a qualquer outra, tenho acionistas e preciso gerar resultados. Minha atividade é ser um ambiente no qual são negociados vários contratos financeiros, inclusive ações da empresas. Calma! Tire da cabeça aquela imagem de vários homens berrando ordens de compra e venda ao mesmo tempo. Isso foi encerrado há uns oitos anos. Sou hoje um sistema totalmente eletrônico, sediado em São Paulo. Meu endereço é fácil de achar, mas não adianta vir aqui bater na porta e dizer que quer comprar uma ação da Petrobras. Outro ator fundamental precisa entrar na história para fazer isso: a corretora de valores. É necessário ter uma conta em uma delas. Uma conta como a que você tem no banco. Definido o quanto vai investir e ciente de custos e riscos, o resto é conosco. Em quatro braços, executamos o processo, desde o registro da operação até a liquidação financeira. Tudo sob a vigilância de CVM e Banco Central. A corretora é praticamente minha força de vendas. Você, meu público-alvo.

Pronto. Conhecer a bolsa brasileira é o primeiro passo para quem encucou no lance de “investir em ações” após ouvir algo a respeito na mesa do bar, no Facebook, no trabalho, na faculdade, na academia, na novela ou em qualquer outro lugar. A plataforma Bovespa concentra toda a negociação de ações no Brasil. E vamos focar nela já que o objetivo aqui é instruir quem não tem intimidade com finanças sobre como ingressar neste tipo de investimento. A partir de agora, não se assuste quando ouvir falar em Bovespa, nem imagine um lugar distante frequentado por profissionais que falam difícil. Qualquer pessoa de carne e osso, expert ou leigo, pode aplicar em uma empresa brasileira que abriu o capital social para receber dinheiro do público. E cada vez mais gente adere essa tática para ganhar uma grana. Podemos te ajudar a não ficar para trás.

Antes de prosseguir, um pouco sobre você. O avanço da tecnologia não chegou somente à Bovespa. Em 1999 foi lançada uma ferramenta conhecida como Home Broker. Ja ouviu falar? Bom, por meio desta interface de computador é possível enviar suas decisões de investimento para a corretora pela internet. Um facilitador para quem decide entrar no jogo pela via direta. Escolher a empresa que gostaria de ser acionista, transmitir a ordem para a corretora, comprar ou vender a quantidade que desejar, e na hora que quiser.

Entender uma negociação no mercado é simples. A investidora Luana quer comprar ações da empresa Y. Simultaneamente, o investidor Cláudio almeja vender os papéis da Y. Cada uma faz o envio da ordem para suas respectivas corretoras que, por sua vez, vão encaminhar os pedidos para a Bovespa. Se o que Luana está disposta a pagar coincidir com o preço que Cláudio topa se desfazer das ações, a negociação é concretizada. São operações assim que ocorrem diariamente envolvendo milhares de investidores.

De acordo com números de junho de 2013, a Bovespa contabilizava 633 mil CPFs cadastrados para operar ações na Bolsa, concentrados majoritariamente no Estado de São Paulo. Considerando a distribuição da participação em termos de gênero, os dados mensais também mostram que os homens representam 74,4% do total de investidores pessoas físicas. As mulheres correspondem a 25,6%.

A Bolsa já traçou uma meta de chegar a 5 milhões de investidores nos próximos anos, em um país com uma população de 190 milhões de habitantes. De que lado você está?

Investir ou poupar?

Nas estantes de livrarias ou em uma pesquisa na internet o que não faltam são receitas de finanças dizendo o que fazer e o que não fazer quando decidir investir na bolsa. De fato, saber lidar com seu dinheiro é dos pontos mais importantes da vida. Mas não é necessário ser um gênio. Algumas estratégias simples podem ser tão boas ou melhores do que aquelas mais complexas.

Ganhar dinheiro com ações pode ocorrer por meio de simples valorização. Por exemplo: comprar uma ação a um preço de R$ 10 e depois vendê-la quando subir para R$ 12. Um retorno de 20% caso o investidor esteja satisfeito e decida embolsar o lucro vendendo os papéis no mercado a esse preço. Em quanto tempo houve essa subida? Uma semana? Dois anos e meio? Ninguém tem certeza absoluta sobre o tempo ou sobre a variação dos preços. Duvide se alguém lhe disser o oposto. No mesmo período, a ação poderia ter recuado para R$ 8. Prejuízo de 20%? Não necessariamente. Só haverá perdas se você decidir se desfazer do papel, como fez Cláudio no exemplo acima. A empresa investida pode se recuperar e a ação voltar a se valorizar. Ou cair mais. Não há prazo mínimo para ser acionista da firma B ou C.

Outra forma de lucrar é aproveitar os dividendos distribuídos por determinada empresa. Uma premissa simples: quero ser sócio de uma companhia que paga dividendos gordos e com certa previsibilidade. Quais são elas? A Empiricus dedica uma seção inteira para tratar do assunto.

Ninguém nasceu sabendo como investir. É importante começar do básico, como ler este relatório. Alguns conselhos valem a pena, mais precisamente dois deles.

1) No longo prazo, o investimento em ações tende a superar outras aplicações consideradas de menor risco, como títulos públicos, CDB e poupança. A queda estrutural da taxa básica de juro da economia brasileira abaixo da casa de 10% dificulta uma estratégia vencedora com uma inflação na faixa de 5%. Por outro lado, não é todo mundo que tolera investir R$ 10 mil e conferir no extrato mensal que essa grana foi corroída em 15% em dois meses, para R$ 8,5 mil. Para esses, vale a calmaria de acordar sabendo com mais precisão os valores movimentados em conta em vez de assumir riscos e (talvez) enriquecer no futuro.

2) Use um dinheiro que não vai fazer falta no fim do mês. Não há dica infalível ou bola de cristal e, portanto, sem garantias de que os investimentos vão triunfar. Tem gente, porém, que está interessada em ganhar no curtíssimo prazo. É legítimo. Para estes, há o auxílio da chamada análise técnica. Apoiar-se em previsões de trajetória de preços de uma ação, por vezes descorrelacionada com a saúde da empresa.

Nome, CPF e RG…

Quem quer investir em ações precisa escolher uma corretora de valores. Há vários tipos de serviços oferecidos além da intermediação em si. Assessoria de investimento, relatórios de análises de ações, cursos de educação financeira e tutoriais para o manuseio do Home Broker representam alguns dos subsídios oferecidos pelas instituições.

Assim como qualquer outro agente intermediário, o corretor de investimento tem um preço. A taxa de corretagem é o valor cobrado por uma negociação no mercado. Varia bastante em cada corretora, desde R$ 2,90 até R$ 25,00 por ordem feita no Home Broker.

Há também a taxa mensal de custódia, despesa pelo serviço de guarda das ações. Nessa conta, as corretoras tendem a repassar ao investidor custos fixos cobrados pela própria Bovespa: R$ 6,90 por conta ativa no sistema e R$ 3,00 pelo acesso ao sinal de cotações do mercado. Algumas instituições chegam a isentar o investidor deste custo caso ele faça pelo menos uma negociação no mês.

Além das cifras que incidem no intermediador, a Bovespa cobra do investidor um custo operacional, que chega a 0,0325% para pessoas físicas.

Não existe um valor mínimo para investir. Mas colocando tais custos na ponta do lápis, devese levar em conta algum cuidado para quem vai debutar na bolsa. Uma aplicação muito pequena pode acabar sendo corroída apenas pelas despesas fixas.

Vale lembrar que o rendimento com ações é tributado. No Brasil, o imposto de renda sobre os ganhos com ações é de 15%, tornando isento o investidor que vender menos de R$ 20 mil em ações no mês.

Ciente dessas informações, você pode iniciar os procedimentos para começar a investir. Primeiro, telefonar ou visitar a corretora escolhida. Na sequência, realizar um cadastro para abrir uma conta.

Como de praxe, estamos falando de um preenchimento de ficha cadastral, assinatura do termo de adesão e do contrato de intermediação e envio de uma cópia do CPF, RG e comprovante de residência. Atualmente, demora cerca de 10 horas o tempo entre o processo do cadastro e a conclusão da burocracia para começar a investir.

Você, você mesmo e o gestor

O próximo passo é montar uma carteira de ações, selecionar suas empresas preferidas.

Nesse sentido, a Empiricus tem vários relatórios que podem ajudar quem vai mergulhar no entusiasmante mundo da renda variável, negociando diretamente na Bolsa.

Mas há outra maneira de investir na bolsa. Uma opção é adquirir uma cota em um fundo de investimento em ações. Confiar seu dinheiro a um gestor experiente, abraçando uma determinada estratégia de investimento. Além de selecionar um tipo de fundo que combine com seu perfil, o investidor deve comparar as taxas de administração que são cobradas pelas gestoras.

A Empiricus lançou recentemente uma seção para acompanhar as gestoras de recursos, na série “Fundos de Investimento que gostamos”. O foco são empresas de gestão independentes, que costumam estar mais bem posicionadas nos rankings de desempenho do setor.

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