Outubro de 2017

O que fazer com as ações de Petrobras às vésperas de um reajuste?

Não há como negar o caráter extremamente positivo de uma nova metodologia de preço dos combustíveis para a empresa, desde que aprovada dentro das expectativas, o que envolveria um reajuste já em dezembro e a partir de 2014 o início do gatilho de reajustes automáticos.

Confirmado nestes moldes, o evento mudaria de maneira paradigmática o espaço para ingerência política sobre a estatal e traria importante adição à geração de caixa da companhia, ao eliminar a defasagem para os preços internacionais.

Mas apesar de alguns avanços interessantes no sentido de busca por uma estrutura operacional mais enxuta, Petrobras nunca esteve em uma situação tão crítica em termos de estrutura de capital em sua história recente, com alavancagem batendo em mais de 3x dívida líquida/ebitda, sem avanços consistentes nos resultados e ameaçada de perder seus ratings tendo que levantar recursos para cumprir seu enorme plano de investimentos.

Dilema moral

Apesar dos esforços do novo management para reduzir custos e cumprir metas operacionais, temos poucos resultados materiais até então, atrasos de projetos e grande dificuldade da companhia galgar um incremento significativo em seus níveis de produção.

No melhor dos cenários, projetamos um incremento da ordem de 7% para a produção da companhia em 2014, considerando um retrato ideal quanto à estabilização do volume de paradas programadas e de start ups de novas unidades produtivas dentro do cronograma.

Ainda assim, neste caso Petrobras chegaria ao mesmo nível de produção de 4 anos atrás – abriu uma infinidade de novos poços neste ínterim (incremento ao saldo de custos e despesas operacionais) para produzir exatamente o mesmo. Note que toda a assimetria, no caso, está para o lado negativo, dela não conseguir atingir este nível de produção – o “melhor dos cenários” obviamente negligencia o histórico de atrasos de projetos e descumprimento de metas da companhia.

A questão do reajuste de preços prega neste sentido. Com parte relevante já incorporada sobre as ações e ainda baixa visibilidade quanto a alguns termos essenciais do reajuste, há mais risco de downside (perdas) sobre o cenário esperado do que parece haver espaço para surpresas positivas a partir da reunião de 28 de novembro.

A recomendação neutra a PETR4 aproveita a discrepância mais recente na marcação a mercado dos títulos para endereçar um dilema moral da Casa: até que ponto a prerrogativa de valuation descontado é suficiente para tolerarmos a mediocridade?

Não tem tempo para ler agora?

Envie o conteúdo O que fazer com as ações de Petrobras às vésperas de um reajuste? para seu e-mail e leia mais tarde.

*Importante: O endereço de e-mail informado deve ser válido para que você possa receber o artigo em sua caixa de e-mail, bem como nossos conteúdos gratuitos sobre investimentos.
[class^='dclk_']
[class^='dclk_']
[class*='dclk_']
[class*='dclk_']
[id^='dclk_']
[id^='dclk_']
[id*='dclk_']
[id*='dclk_']
[class^='dclk_']
[class^='dclk_']
[class*='dclk_']
[class*='dclk_']
[id^='dclk_']
[id^='dclk_']
[id*='dclk_']
[id*='dclk_']