Dezembro de 2017

Tesouro (in)Direto

Onde investir com a Selic perto de 7% ao ano?

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Caro leitor,

Nós, investidores brasileiros, somos mal-acostumados.

Apesar de vivermos em um país com uma série de problemas econômicos e sociais, usufruímos de uma das taxas de juros mais altas do planeta.

Pelo menos era assim até pouco atrás.

A queda da taxa Selic para patamares de 7% ao ano deixou muito investidor preocupado.

O que fazer agora? A renda fixa já era? O Tesouro Direto não vale mais nada?

MAS NÃO HÁ MOTIVO PARA DESESPERO.

A queda da Selic significa o fim dos investimentos em renda fixa?

Vamos dar uma rápida volta ao mundo.

A taxa de juros na Europa é zero. Nos Estados Unidos, é de 1,25%. Na Austrália, de 1,5%. Na China, de 4,35%. No Japão, pasme, de -0,10% ao ano. Por fim, na Rússia e na África do Sul, os juros são de 8,25% e 6,75% respectivamente.

Logo, os juros brasileiros próximos a 7% ao ano não são nenhuma catástrofe.

Obviamente, não podemos negar que a renda fixa terá menor rentabilidade daqui para a frente, longe dos 12%, 15%, 16% aos quais estávamos acostumados.

O investidor que quiser manter a rentabilidade elevada terá que diversificar a carteira e correr um pouco mais de risco.

Neste guia, vamos enumerar algumas alternativas que podem ser inseridas na sua estratégia de investimento.

Onde investir com a Selic a 7% ao ano?

Renda fixa

Apesar de os juros estarem mais baixos, é recomendável que uma parcela de seus investimentos permaneça na renda fixa.

Esse montante deve ser destinado à sua reserva de emergência, aquele dinheiro que você pode precisar a qualquer momento e que, por isso, deve estar sempre à mão.

Para evitar que esse capital perca rendimento, o ideal é aplicá-lo em títulos pós-fixados de baixo risco, como por exemplo o Tesouro Selic ou bons fundos do tipo DI, com taxa de administração de até 0,2% ao ano.

Diversificação na renda fixa

Na renda fixa é possível diversificar a carteira com ativos de maior e menor riscos.

Também é possível diversificar os investimentos na renda fixa. Há uma infinidade de aplicações que podem aumentar a rentabilidade da carteira.

Nossa especialista no assunto, a analista Marília Fontes, esclarece que o investidor que deseja se manter na renda fixa, mas quer aumentar a rentabilidade do portfólio, precisa dar preferência para os produtos de crédito.

São eles: LCI, LCA, CDB, CRI, debêntures… Não faltam opções.

Todavia, o investidor precisa tomar cuidado ao escolher um desses títulos.

Em geral, os títulos privados oferecem maior retorno, pois o risco do investimento também é maior. É muito mais factível que um banco ou uma empresa emissora de um título quebre do que o governo. Por isso, não se deixe levar somente pelas taxas. É preciso fazer uma análise mais profunda na hora de escolher um título privado.

Verifique a saúde financeira do emissor: ele tem fluxo de caixa positivo? Está muito alavancado? Tem pagado suas dívidas? Em que prazo? O setor em que está inserido está crescendo? Há riscos regulatórios?

Essas são apenas algumas das questões que devem ser respondidas no momento da compra de um título privado.

Ações

Oportunidades para investir em ações.

O mercado acionário não pode ser ignorado pelo investidor que quer potencializar seus rendimentos.

Em 2017, vimos a Bolsa brasileira bater recordes históricos.

Alguns fatores nos levam a acreditar que a tendência de alta da Bolsa deve continuar:

– Crescimento do PIB;

– Desaceleração da inflação;

– Aumento da confiança do consumidor, refletindo diretamente na receita das companhias listadas;

– Queda na taxa de juros.

Obviamente, não podemos ignorar o efeito eleições 2018. Não temos como prever quem vai ganhar. De qualquer forma, o impacto do resultado no mercado de capitais pode ser imediato.

Entretanto, isso não é motivo para não investir em ações.

Uma boa estratégia de Bolsa não foca somente em papéis de empresas que podem se valorizar. Ela deve estar preparada também para cenários adversos (ou cisnes negros, como diz Nassim Taleb) por meio de aquisição de seguros – operações que têm como objetivo proteger o patrimônio do investidor.

Dessa forma, seja na alta, seja na baixa, sua carteira pode sair ganhando.

Melhores setores da Bolsa

Com a melhora da economia, é provável que alguns setores sejam mais beneficiados. Neste guia, vamos destacar três.

Varejo

Setor de varejo pode apresentar oportunidades de investimento

As vendas no varejo têm mostrado sinais de melhora nos últimos meses. A queda da inflação e da taxa de juros, além de algumas medidas do governo para reorganizar a economia parecem ter devolvido a confiança ao consumidor.

A liberação do dinheiro das contas inativas do fundo de garantia do tempo de serviço (FGTS) também trouxe fluxo para o mercado.

Algumas companhias já começam a capturar essa melhora.

É o caso de Lojas Renner (LREN3), que recorrentemente tem apresentado melhoras nos resultados, e o papel já teve valorização de 78% em 2017. Os mesmos resultados positivos têm sido observados em outras empresas, como Hering (HGTX3) e Guararapes (GUAR4).

A expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de que as vendas do varejo ampliado – que também englobam veículos (peças e partes) e material de construção – terminem em alta de 2,2% em 2017.

A recuperação do mercado de trabalho e a volta dos investimentos no setor são quesitos fundamentais para a continuidade dos números positivos.

Infraestrutura

Concessões do governo animam o setor de infraestrutura.

O desenrolar do pacote de concessões anunciado pelo governo segue avançando, mesmo que a passos mais lentos do que o desejado – grande parte das licitações ficará para o próximo ano.

De toda forma, as empresas ligadas ao setor podem ver a atividade aumentar, com maior entrada de caixa e (espera-se) alta nos papéis.

Estima-se que os desembolsos em infraestrutura cheguem a R$ 198 bilhões, com maior concentração em ferrovias (R$ 86,4 bi), seguida pelas rodovias (R$ 66,1 bi) e, por fim, portos e aeroportos (R$ 45,9 bi).

Construção civil/Setor Imobiliário

Setor imobiliário inicia curva de recuperação.

A queda da Selic contribui fortemente para a retomada do setor da construção civil. Com os juros mais baixos, o crédito fica mais acessível para o consumidor e a tendência é que ele volte a comprar imóveis.

O ciclo de entrega de unidades está próximo do fim e o estoque começou a cair.

Com estoque reduzido, os preços devem se estabilizar – lei da oferta e da procura.

Segundo nosso especialista, Daniel Malheiros, há uma série de notícias positivas que podem beneficiar ainda mais as ações das incorporadoras.

A volta dos IPOs

Quando falamos em investimento em ações, não podemos deixar de lado o IPO, sigla em inglês que significa oferta pública inicial.

Nos últimos três anos, as empresas se mantiveram um pouco distantes do mercado acionário. Porém, a melhora dos indicadores e as perspectivas mais positivas para economia trouxeram de volta os IPOs em 2017.

Uma empresa opta por um IPO quando precisa levantar capital para financiar seus planos de crescimento. O investidor que acreditar na empresa compra sua parcela de ações pelo preço fixado na oferta inicial. Depois disso, o valor do ativo vai oscilar como o de qualquer outro na Bolsa.

O anúncio de um IPO mexe com o mercado. Há sempre muita expectativa em torno da notícia. Porém, o investidor não pode se deixar levar pela euforia.

Para abrir o capital, uma empresa tem que cumprir uma série de exigências regulatórias. Tudo isso fica registrado no prospecto da oferta, um documento que pode ter mais de 500 páginas. Mas isso não quer dizer que todos os riscos estejam listados.

Há fatores que podem não ser previstos nem pelos melhores especialistas. Por exemplo, não é possível determinar se o papel terá ou não liquidez, muito menos se ele irá subir ou cair depois do IPO.

Por isso, antes de decidir participar ou não de um IPO, busque todas as informações possíveis sobre a empresa e o mercado em que ela está inserida.

Fundos Imobiliários

Outra opção de investimentos que tende a se beneficiar da queda da taxa de juros são os fundos de investimento imobiliários – ou simplesmente FIIs.

Um fundo imobiliário aplica seus recursos exclusivamente em ativos do setor imobiliário, desde imóveis já construídos ou ainda na planta, residenciais ou comerciais, ou títulos de valores mobiliários do setor (outros FIIs, LCI, CRI, ações, etc.).

Os FIIs são uma ótima alternativa para quem quer capturar a recuperação do setor, mas não dispõe de muitos recursos. Com a partir de R$ 100 é possível investir nos FIIs e se tornar sócio de uma bem-sucedida rede de shopping centers ou de um suntuoso prédio comercial na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo.

Os fundos imobiliários de renda têm boa previsibilidade de geração de caixa, pagamento mínimo mensal de 95% do lucro líquido (em forma de proventos) e oferecem proteção contra a inflação.

Se a economia melhora, a demanda por bens e serviços aumenta, uma vez que a população passa a consumir mais, estimulando as empresas a investirem. Com o mercado consumidor se expandindo e as empresas crescendo, o segmento de tijolos se beneficia, dentre eles shopping centers, escritórios e galpões.

Tendo em vista esse cenário, a vacância cai e os preços dos aluguéis dos imóveis sobem, beneficiando os FIIs.

As cotas dos fundos imobiliários são negociadas na Bolsa, de forma bem semelhante ao que acontece com as ações. Lembre-se: um ponto importante a ser considerado no momento de investir em um FII é a liquidez, para que o investidor consiga montar e desmontar posições com tranquilidade.

Há alternativas ao Tesouro Direto

Neste guia, você pôde perceber que há, sim, alternativas de investimentos ao Tesouro Direto no cenário de Selic próxima a 7% ao ano.

As opções vão desde a renda fixa até o mercado de ações. A escolha dos ativos deve ser feita considerando sua tolerância a risco.

Uma boa estratégia de investimento é aquela em que é possível ganhar tanto em cenários positivos quanto em negativos. Basta fazer a composição certa no portfólio.

Na Empiricus, temos uma equipe dedicada com mais de 30 especialistas focados em encontrar os melhores produtos de investimentos para nossos assinantes.

Diariamente, estudamos o mercado e as medidas econômicas e políticas que afetam os investimentos para apresentar a melhor estratégia.

Na série Você Investidor, Beatriz Cutait orienta sobre os diversos tipos de investimentos e produtos financeiros, além de compartilhar ideias de investimentos para que você possa potencializar seus retornos e minimizar as perdas.

Sempre com uma linguagem simples e didática.

Nosso objetivo é fazer com que você possa tomar as melhores decisões de investimento sem depender de terceiros, com total autonomia.

O assinante do Você Investidor tem acesso a:

– Relatórios quinzenais com tudo o que é preciso saber para investir melhor;

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– Relatório que analisa as principais corretoras independentes;

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– Planilha de comparação de taxas entre corretoras;

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Um abraço,

Equipe Empiricus

Sobre a Empiricus Research

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