10 coisas que aconteceram no Palavra do Estrategista

Prepare-se para investir com bons retornos

A esta altura, está bastante claro para o leitor que o panorama de investimentos no Brasil é bastante delicado.

Temos pela frente mais um ano de forte recessão, mesmo após um 2015 trágico, e uma inflação que continua em patamares elevados.

Em paralelo, temos a possibilidade de novas subidas da taxa de juro dos EUA, que pode retirar atratividade relativa dos mercados emergentes e, principalmente, o agravamento da crise política em nosso País.

De maneira direta, nossa opinião é de que os últimos desdobramentos colocam uma pá de cal sobre a gestão Dilma Rousseff, atolada em uma série de escândalos sem precedentes na história republicana.

Em outras palavras, o governo acabou.

Nossa intenção com esta resenha, no entanto, não é transmitir uma visão meramente crítica do momento atual, restrita apenas a apontar os próximos desdobramentos da crise.

Como muitos devem se lembrar, já fizemos isso em meados de 2014, quando nosso estrategista Felipe Miranda lançou o documento batizado de O Fim do Brasil.

A tese que alertava para uma grave crise chegando à porta das famílias brasileiras se provou em velocidade espantosa, com consequências drásticas nos patrimônios financeiros e no modo de vida de cada cidadão.

Felizmente, sabendo que a situação afetaria direta e profundamente nossos clientes, Felipe cumpriu seu dever e avisou os leitores da necessidade de se proteger.

Ao longo destes quase dois anos, foram diversos alertas que cumpriram a missão de blindar o dinheiro dos assinantes, mesmo em tempos extremamente difíceis. Em muitos casos, conseguimos inclusive incrementá-lo de forma substancial.

Com exemplo, separamos aqui 10 coisas de extrema importância que aconteceram no Palavra:

1. Dólar

Quando iniciamos os alertas mais pesados sobre a situação periclitante da economia brasileira, o dólar custava R$ 2,20 – a rigor, Felipe já havia sugerido a compra de dólares mesmo antes, a R$ 1,90. Atualmente, a moeda americana é cotada a R$ 3,60, sendo que até pouco tempo estava sendo negociada acima dos R$ 4,00.

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2. Destruição da Petrobras

Antes mesmo do estouro da Operação Lava Jato, antecipamos a destruição da Petrobras. Tudo, até então, por questões operacionais, econômicas e financeiras, muito atreladas à ingerência política e ao represamento de preços. Na ocasião, as ações preferenciais da estatal (PETR4) eram negociadas acima de R$ 25,00. Hoje, com o agravante dos escândalos de corrupção descobertos pela Polícia Federal, o papel é cotado a R$ 8,30 – isso depois de ter sido fortemente beneficiado em março pelo Rali do Impeachment.

3. Virada de Mão

Na virada de agosto para setembro do ano passado, passamos a vislumbrar uma grande possibilidade de um forte rali para os ativos brasileiros, identificando alternativas muito interessantes de compra de ações. Naquela época, o Ibovespa estava na casa dos 46 mil pontos, tendo caído para baixo de 40 mil nos meses subsequentes. Obviamente, fomos criticados pelas perdas iniciais com a tese da Virada de Mão, embora fossem prejuízos pequenos e não realizados. Isso é natural. Gera certo desconforto, pois somos humanos; mas estamos bastante acostumados. Em contrapartida, as cinco ações escolhidas a dedo para concentrar a maior parte de nossa alocação em Bolsa fizeram jus à recomendação, conforme vemos na tabela:

 4. Suzano

Antes de virarmos a mão, mais especificamente em janeiro de 2015, também identificamos uma oportunidade formidável de investimento na Bolsa brasileira. Recomendamos a compra das ações de Suzano (SUZB5), enxergando uma assimetria de retornos bastante favorável – ou seja, pouco espaço para perdas, com espaço para ganhos ilimitados. Cerca de 8 meses depois, em setembro, fechamos a sugestão com ganhos de +87%, acompanhando de perto a variação do dólar frente ao real.

5. Cemig, por Rodolfo Amstalden

Ainda no que diz respeito à renda variável, nosso analista Rodolfo Amstalden, que estreou como colaborador da Palavra do Estrategista em fevereiro deste ano, indicou em 15 de março aos leitores que comprassem os papéis de Cemig (CMIG4). Era uma aposta que se enquadrava no arcabouço do Rali do Impeachment, já tendo colhido uma valorização de quase 15% em pouco mais de duas semanas. Sorte de quem aproveitou a sugestão, como o leitor Carlos E.:  “Bom dia, Rodolfo! Desejo que esse e-mail o encontre bem. Gostaria de dizer que iniciei minha vida na BM&F Bovespa há 15 dias comprando CMIG4 e estou satisfeito com o resultado que vem apresentando, muito obrigado por compartilhar seus conhecimentos!

6. Opção de Vale

Recomendação um pouco mais complexa, mas igualmente bem-sucedida, foi a de compra das opções de Vale, com código VALEC27, ao preço, em 20 de janeiro, de R$ 0,38. Alertamos para o alto perfil de risco da operação, que, em contrapartida, viria associado a grande potencial de valorização. Menos de um mês depois, em 17 de fevereiro, sugerimos a venda do papel a R$ 0,68 e embolsamos um lucro de +79%, mesmo cientes de que poderia subir mais à frente – em tempos tão difíceis, a prudência às vezes sugere a realização do resultado.

7. Títulos Prefixados

Também falamos bastante de renda fixa, e nem poderia ser diferente. Trata-se hoje da forma mais simples, sem risco, de aumentar o patrimônio e garantir retornos reais razoáveis, aproveitando-se do juro bastante alto no Brasil. Em setembro do ano passado, por exemplo, com a volatilidade nos mercados longe de ser superada, recomendamos àqueles investidores com horizonte de médio e longo prazo (e sugerimos a todos que este seja o foco temporal de seus investimentos) a comprar de títulos prefixados – Tesouro Prefixado- que estavam rendendo 17% ao ano, rendimento raríssimo de se encontrar em aplicações de mesma característica em qualquer outro lugar do planeta.

8. Títulos de Inflação

No começo deste ano indicamos também aquela que talvez tenha sido nossa posição mais polêmica, de inserir Tesouro IPCA+ 2050 (NTN-B) na carteira. Apesar dos riscos (mesmo a renda fixa carrega risco, sobretudo quando opta-se pelo desmonte da aplicação antes do vencimento), entendemos que o retorno potencial associado aos títulos mais do que compensa o risco. nossa visão é a de que esse é o melhor ativo da renda fixa para capturar um eventual rali associado ao impeachment, pois oferece um excepcional potencial de valorização, protegido da inflação. Em outras palavras, a sugestão é sim arriscada, mas, se der certo, será uma das grandes porradas da história da renda fixa brasileira.

9. BRexit

Felipe havia cunhado o termo BRexit em abril do ano passado, antecipando a provável saída do Brasil do grupo de países com grau de investimento. Hoje o BRexit domina a pauta internacional, mas num outro contexto. Todo modo, quando avaliamos ser inevitável os cortes de rating, afirmamos que, mesmo não estando em bolha como no resto do mundo, a Bolsa brasileira tinha espaço para cair muito mais. Na época, Felipe falou: “Acha pouco estarmos entre 50 e 55 mil pontos? Que tal algo entre 40 e 45 mil?” Resultado: em janeiro, pouco depois de a Fitch ter retirado nosso investment grade, o Ibovespa atingiu a casa de 37 mil pontos e renovou o menor patamar desde 2009.

10. Outros movimentos decisivos

Também antecipamos movimentos decisivos da economia, como o descontrole da inflação (isso quando os índices de preços ainda estavam dentro da meta do governo), o contágio da crise no mercado de trabalho (ainda sob a propaganda de pleno emprego no País) e a “morte” da indústria no país.

Mas isso já aconteceu…

Agora, deixe-me lhe contar o que vai acontecer…

Os escândalos de corrupção no Brasil têm levantado um vasto histórico de comparações na busca de se prever o que se encontra mais adiante.

A associação mais pertinente, talvez, seja a com o famoso Watergate – o escândalo político ocorrido na década de 1970 nos Estados Unidos que, ao vir à tona, acabou por culminar com a renúncia do presidente americano Richard Nixon, eleito pelo Partido Republicano.

Conforme lembra Monty Guild Jr., investidor veterano e CFO de uma das maiores firmas de equity funds dos EUA, depois de ter afundado em meio à turbulência gerada pelo episódio, o S&P 500 engatou ganhos de quase 30% em dois anos acompanhando o retorno da estabilidade política à Washington.

O paralelo com a Bolsa brasileira está claro para quem acompanhou a variação dos ativos no país ao longo de março. A diferença é que a magnitude do rali por aqui tende a ser bem mais expressiva, vide a valorização de 17% do Ibovespa no mês passado – a maior desde outubro de 2002.

Pensando nisso, publicamos um documento na última terça-feira que aponta:

  • O melhor veículo para surfar o rali do impeachment, dentre todos possíveis;
  • O melhor título de renda fixa para você comprar agora;
  • Por que você precisa ter ativos de risco no Brasil, especialmente neste momento;
  • Onde estará a próxima onda de supervalorização dos ativos brasileiros;
  • Quais ações especificamente você precisa ter.

Queremos deixar tudo isso registrado neste relatório, para podermos ser cobrados dos resultados a posteriori.

Você terá acesso integral a ele.

Basta clicar aqui.

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