Barganhas e Dividendos, juntos para você

Como bem definiu Walter Burkert, “mesmo os deuses que não são filhos naturais de Zeus dirigem-se a ele como pai, e todos os deuses se põem de pé diante de sua presença.”

Barganhas e Dividendos, juntos para você

Como bem definiu Walter Burkert, “mesmo os deuses que não são filhos naturais de Zeus dirigem-se a ele como pai, e todos os deuses se põem de pé diante de sua presença.”

Em uma Carta aos Cotistas do fundo Verde, Luis Stuhlberger começa citando Benjamin Graham. Num mercado de capitais politeísta, mesmo os grandes deuses fazem referência a um Deus maior.

Mais especificamente, a frase é a seguinte: “in the short run, the market is a voting machine, but, in the long run, it is a weighing machine.” Chama-se a atenção para o caráter especulativo e desapegado dos fundamentos no curto prazo, enquanto, dilatando-se o horizonte temporal, acabamos necessariamente convergindo à realidade, mórbida e cruel, dos fatos.

E como especulações derivam de hipóteses sobre o futuro, do humor dos investidores e de outras coisas parecidas, elas têm em sua essência a imprevisibilidade. Resta-nos apegar-nos aos fundamentos, acreditando que, ao final, lá na frente, teremos a convergência dos preços das ações (ou de qualquer outro ativo financeiro) à sua natureza operacional.

Compramos preços atualmente deprimidos na comparação com os fundamentos econômicos e financeiros da companhia e esperamos a convergência entre preço e valor lá na frente. Há uma espécie de fé nessa tal convergência, cuja origem nem mesmo Graham sabia explicar. “Ela simplesmente existe. É o que tenho observado ao longo de décadas.”

Tudo que podemos e precisamos fazer é comprar os tais ativos descontados. O resto deixamos ao tempo. A parte mais bonita da coisa é que o próprio Ben Graham nos oferece o caminho para buscar os ativos deprimidos.

Em uma entrevista anos depois de ter escrito o famoso Security Analysis, livro em que consta a frase supracitada, Graham revelou seu método favorito de buscar ações. Disse buscar ações negociando a até 120% do valor patrimonial, abaixo de 7x lucros e, de preferência, boas pagadoras de dividendos.

Não é à toa que métricas capazes de indicar subapreçamento da ação estejam associadas à distribuição de proventos. Aproveitamos essas três referências para propor uma formulação: verdadeiras barganhas da Bolsa são, simultaneamente, boas pagadoras de dividendos.

No value investing tradicional, uma barganha representa uma ação descontada em relação a seus operacionais atuais. Obviamente, entre os operacionais relevantes, está o lucro líquido. Em outras palavras, portanto, uma barganha tem um valor de mercado baixo perante os lucros oferecidos. E como parte dos lucros deve ser distribuído em dividendos (por Lei, mínimo de 25%; pode ser algo diferente caso previsto em estatuto), o fato de ser barganha implica, quase necessariamente, um alto dividend yield.

Com isso em mente, preparamos uma oferta especial, oferecendo a oportunidade de assinar a combinação dos relatórios Barganhas da Bolsa e Vacas Leiteiras com um grande desconto. O primeiro trata daquelas ações baratas, muito descontadas em relação a seu valor intrínseco, enquanto o segundo traz as melhores pagadoras de dividendos.

Clique para ter acesso

Um abraço!

Conteúdo relacionado