Como comprar ações no fundo do poço

“Quando péssimas notícias impactam um ativo e ele resiste a cair, normalmente significa que está no fundo do poço e voltará a subir.”

Como comprar ações no fundo do poço

Um célebre ensinamento de Jim Rogers, um dos maiores investidores do mundo e co-fundador do fundo Quantum com George Soros, é:

“Quando péssimas notícias impactam um ativo e ele resiste a cair, normalmente significa que está no fundo do poço e voltará a subir.”

A pergunta natural, então, se torna: como identificar e comprar ações no fundo do poço?

Esta pergunta vale facilmente 1 milhão de dólares. Provavelmente muito mais.

Mas só saberemos que passamos pelo fundo do poço após já termos passado por ele, por motivos óbvios…

Ora, se o mercado deposita suas expectativas e crenças sobre os preços, quando ele suspeitar que determinada ação atingiu o fundo do poço naturalmente irá tomar partido nisso, o que influenciará nos preços… e o tal fundo já passou.

Mas vemos diariamente notícias graves impactarem algumas empresas e o mercado resiste em vendê-las a preços menores.

Os traders profissionais se referem a este fenômeno como: “acabaram os vendedores.”

Onde estão os vendedores?

O valor das ações reflete a perspectiva de retornos para a empresa no futuro.

Podemos ter os piores cenários para o curto prazo, mas alguns sábios investidores entendem que, no longo prazo, as companhias voltarão a ter lucros crescentes.

Abaixo de um certo preço, não faz mais sentido vender as ações. Os especuladores de curto prazo já deram lugar aos investidores de longo prazo.

Investidores que dificilmente venderão ações neste momento de mercado. Investidores focados nos fundamentos das companhias.

Investidores que se regozijam com as baixas atuais, aumentando suas posições.

São esses investidores que são controladores das empresas e acionistas de longo prazo. Eles compram justamente quando outros estão vendendo.

É com estes agentes que queremos estar. São eles que realmente ganham dinheiro na Bolsa.

Para esses caras, péssimos governos, problemas na liquidez mundial, crises, guerras, revoluções… não significam temor ou venda de ativos, apenas maior prazo de carregamento para suas posições.

Se a capacidade de geração de valor das empresas no longo prazo permanece intacta, o cenário pouco importa.

Tudo tem um preço e, para esses investidores, agora não é hora de vender.

Muito pelo contrário…

Estamos de braços dados com os reais investidores

As notícias continuam péssimas para o mercado e a economia brasileira. Para muitas companhias, as notícias são absolutamente nefastas.

Compartilhamos da dificuldade em visualizar uma saída para os problemas do País.

A crise política se confunde com crise econômica. Uma saída teria que necessariamente resolver os dois problemas. Não vemos melhora no curto prazo.

Não conseguimos visualizar uma solução fácil, o que de forma alguma quer dizer que a solução não existe. Apenas não conseguimos vê-la.

Não podemos confundir ausência de evidência com evidência de ausência.

Justamente por estas dificuldades nos encontramos no momento atual.

Chegamos ao ponto em que nada mais nos surpreende pelo lado negativo. Pelo contrário, as surpresas agora podem estar do lado positivo.

A oportunidade é única para comprar ativos ótimos a preços ainda melhores. Não cansamos de bradar aos investidores que aproveitem ao máximo esta oportunidade.

Gostaríamos que os nossos leitores tivessem oportunidades de comprar ações sempre, mas não é isso que acontece.

Segundo Charlie Munger, sócio de Warren Buffett:

“Algumas pequenas oportunidades claramente reconhecíveis aparecerão para aquele que continuamente as procura. Neste momento, é primordial o impulso de apostar intensamente quando as chances de sucesso são altamente favoráveis.”

Estamos claramente em uma dessas oportunidades.

As chances de sucesso estão altamente favoráveis aos reais investidores — quem ganha dinheiro de verdade com a Bolsa de valores.

Estamos no fundo do poço?

Vamos ensinar o investidor a comprar ações tão descontadas que não mais refletem a piora em seus fundamentos.

Ações tão baratas que resistem à divulgação de dados negativos.

Muitos se perguntarão se isso é possível.

Não só é possível, como muito relevante hoje.

Estamos à beira da divulgação dos resultados trimestrais das companhias negociadas em Bolsa. Alguns resultados já saíram.

Podemos visualizar exemplos concretos desse fenômeno nos últimos dias. Notícias negativas impactam empresas e suas ações resistem a cair.

Vamos mostrar exemplos de como isso acontece.

Colocando a nossa reputação em jogo

Em nossa carteira de Vacas Leiteiras, recentemente adicionamos duas ações: Eztec (EZTC3) e Natura (NATU3).

Eztec é uma incorporadora imobiliária focada no mercado de São Paulo.

Natura é uma marca de cosméticos presente no Brasil e no exterior.

As empresas têm pouca coisa em comum. Mas ambas têm fundamentos extremamente sólidos: alta geração de caixa, baixíssimo endividamento e… o fato de estarem no fundo do poço.

Eztec divulgou recentemente vendas 80% menores no terceiro trimestre deste ano. As ações abriram o pregão em baixa de 3,5%, mas fecharam em queda de somente 1,5%. No dia seguinte já registraram alta expressiva.

Natura divulgou seus resultados do 3o trimestre com forte queda nos lucros. Seu mercado no exterior não é tão rentável quanto o local, e as vendas mais fortes no mercado interno não conseguiram compensar a queda no Brasil.

A ação da Natura caiu mais de 5% no dia da divulgação. Mas logo recuperou mais da metade desta queda e consolidou a trajetória de alta.

Poderíamos citar outros exemplos. O próprio Ibovespa mostra indícios desta dinâmica recentemente.

Na semana passada, a possibilidade de resolução do imbróglio governamental sofreu um forte revés. Mesmo assim, a Bolsa brasileira ignorou as manchetes.

Podemos então comprar quaisquer ações?

Não.

É extremamente importante aproveitarmos este momento para construir uma carteira com empresas sólidas e rentáveis para o longo prazo — aproveitando os preços de liquidação.

Convidamos você a ler sobre as melhores empresas em nosso relatório de Vacas Leiteiras. Permita que nosso especialista Carlos Herrera lhe apresente as melhores pagadoras de dividendos da Bolsa brasileira.

As melhores geradoras de caixa sendo negociadas nas mínimas históricas.

Dividendos ou ganho de Capital?

Os dois.

Focar apenas em pagadoras de dividendos não seria inteligente.

Carlos busca pelas melhores empresas. Empresas que geram tanto caixa a ponto de sobrar dinheiro em seus balanços.

Empresas conservadoras e sólidas. Companhias resilientes que estão apresentando performances incríveis, mesmo num contexto de crise.

Apenas depois de reinvestir em seu negócio, estas empresas pagam dividendos. E pagam valores bastante polpudos aos seus acionistas.

São aplicações perfeitas para o investidor que deseja receber periodicamente algum dinheiro em sua conta. Seja para reinvestimento, seja para gastos pessoais.

Mas não espere as ações subirem.

O investidor inteligente está aproveitando o momento atual para aumentar suas posições.

Na falta de vendedores, as ações tenderão a subir e a oportunidade desaparecerá.

Aproveite este momento para comprar as melhores geradoras de caixa no fundo do poço.

Abraços,

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