Resposta a leitor insatisfeito

Recebi um email contendo fortes críticas aos nossos esforços de marketing...

Caro leitor,

Cada vez mais recebo e-mails de nossos leitores. Talvez pelo próprio crescimento da nossa audiência, talvez por eu mesmo assinar algumas comunicações, não sei. O fato é que recebo diariamente mensagens dos nossos leitores.

Os temas são os mais diversos…

Perguntas sobre o mercado, pedidos de consultoria pessoal, dicas, conselhos, elogios e, claro, reclamações e críticas.

Tento atender à maioria dos e-mails.

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As reclamações eu encaminho para a nossa equipe de Atendimento ao Cliente, chefiada pela excelente Ciça. Quanto aos e-mails de crítica, busco responder diretamente ao leitor, especialmente quando julgo que a reprimenda tenha nascido da falta de entendimento da natureza do nosso negócio.

Recentemente recebi um email contendo fortes críticas aos nossos esforços de marketing. Estávamos no meio de nossa campanha Legado Empiricus, promovendo o curso de formação de investidores do Felipe Miranda, o Investidor Essencial.

Peço licença ao leitor (e assinante) para compartilhar sua mensagem aqui, neste Resenha Empiricus:

Caio

O novo projeto do Felipe é uma jogada de marketing nojenta, para quem acompanha alguns produtos da Empiricus como eu, já há algum tempo, chega a “encher o saco” como vocês são repetitivos,  fechando produtos, abrindo produtos que tratam do mesmo assunto, só para vender, vender, vender, vender !!!

Tem consultor sugerindo fechar posições, abertas e indicadas em outros
produtos ???

Eu esperava muito mais profissionalismo e muito menos mercantilismo da Empiricus.

Está ficando muito difícil renovar minhas assinaturas com a Empiricus.

Conselho “de graça”: Voltem as vossas origens de economistas e não de vendedores de “perfumarias” a qualquer preço.

At. 

B.G.E.

 

Foi desta maneira que respondi ao leitor:

Caro B.,

Respeito sua opinião e lamento sua provável decisão de não renovar as assinaturas. Verifiquei seu cadastro e notei que é membro do Clube Empiricus, portanto permanecerá tendo acesso a todos os serviços essenciais da Empiricus de forma vitalícia. Veja que o próprio plano vitalício, que considero extremamente vantajoso aos seus membros, faz parte de nossa estratégia de marketing, a mesma que você considera “nojenta”. 

Algo que me choca no nosso país é o preconceito das pessoas quanto à atividade comercial dos outros. Parece que vender é vil, errado, nocivo. Talvez isso explique em parte o domínio dos partidos de esquerda por tanto tempo. Neste “mundo ideal”, economistas deveriam ser sustentados por outros, por bancos, por universidades, por governos. Jamais empreender, render-se ao “pecado mercantilista”. Assim, os economistas permaneceriam imaculados comercialmente, porém escravos mentais dos seus patrões. Pobres.

Temos um compromisso inegociável com a qualidade do nosso conteúdo. A eventual divergência entre recomendações deriva de opiniões distintas entre os analistas. Nunca nos propusemos a ter uma voz uníssona, monolítica, aqui na Empiricus. Somos uma empresa de pessoas e ideias. Respeitamos, mais que isso, incentivamos o pensamento independente dos nossos analistas.

Atenciosamente, 

Caio Mesquita

 

Este e-mail representa uma crítica recorrente. Muitos leitores se incomodam ao receber nossas campanhas de divulgação de produtos.

Entendemos e respeitamos. Porém, somos uma empresa com fins lucrativos.

Apesar da paixão com a qual nos dedicamos para produzir a melhor análise de investimentos e as recomendações ganhadoras, temos também um objetivo empresarial, de seguir crescendo e valorizando nosso negócio. E, para tanto, divulgamos nossos produtos e buscamos angariar novos assinantes pagantes. Simples assim.

Para adoçar melhor nossa relação, ainda temos um trato: garantimos que sempre enviaremos mais conteúdo analítico do que publicitário. E as publicidades sempre são próprias.

Não divulgamos produtos e ofertas de terceiros. As únicas exceções que abrimos até hoje foram para campanha de divulgação da BM&F Bovespa e da ONG Médicos Sem Fronteiras.

Talvez alguns de nossos leitores estejam mais acostumados com o modelo tradicional de análise de investimentos, o tal do “sell side” de bancos e corretoras. Lá eles recebem os relatórios de forma gratuita.

Parece bom, não é?

Já ouvi dizer que até tomar ônibus errado é bacana, desde que seja de graça. Eu discordo, e estou em boa companhia. Veja o que disse Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central na gestão FHC, em seu livro “As Leis Secretas da Economia”:

“Seu gerente deveria estar com você na ponta compradora (buy side), mas, na realidade, ele está meio lá meio cá, portanto, conflitado, e nessa condição vai trabalhar pelo banco contra você, porque o rio corre para o mar.
Pense no analista que emite recomendações favoráveis a um determinado papel ou operação. Ele pode estar movido por sentimentos genuínos ou pode estar sujeito a um sistema de comissionamento e remuneração pelo qual irá ganhar mais se o volume de operações naquele papel, na sua corretora, for ampliado.”

A Empiricus tem somente uma fonte de receita, proveniente da venda do conteúdo produzido por nossos analistas. É justamente esse modelo, incluindo seu “marketing nojento” que garante a autonomia, a isenção, a independência e o foco necessário para desenvolvermos o nosso ofício. O outro modelo, o tradicional, está descrito acima.

Não é possível “cherry-pick”, escolher o melhor de cada sistema. O produto é absolutamente indissociável do negócio.

A Empiricus escolheu a independência. E tudo mais que vem com ela.

Queremos falar para pessoas independentes. Livres para escolher.

A escolha é sua.

Um abraço,
Caio Mesquita

 

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