Eleições 2022: Doria x Bolsonaro e eleições no Congresso || Terceiro Turno # 1

Estreando o novo quadro do canal da Empiricus, TERCEIRO TURNO, Ricardo Mioto e Lucas Aragão, especialista da Arko Advice e um dos maiores consultores de política do Brasil, comentam sobre os assuntos mais quentes da política do país.

0:22 Começando com um assunto inevitável, Mioto questiona Lucas se o Doria cresce com a situação das vacinas e o quanto falaremos sobre o atual governador de São Paulo como candidato à presidência.

Aragão responde que o sonho de Doria é ser presidente e que já existe uma movimentação de muitos anos com relação à isso. Seu objetivo, enquanto governador, sempre foi a busca em torno de assunto que nacionalizasse sua reputação. Nesse caso, a vacina pode sim ter esse papel, principalmente em um momento que o governo federal vem trocando mensagens sobre qual vacina adquirir. No final das contas, esse embate é positivo, pois obriga os políticos a se movimentarem. Mas, de qualquer forma, é importante lembrar que 2022 ainda está longe, muitas pautas virão e que o centro ainda precisa se organizar e decidir quem será o nome da vez.

6:02 Com relação à aliança entre PSDB, DEM e MDB a questão é: o quanto é estável e se aguenta até as próximas eleições.

Lucas coloca que o maior interesse desses partidos é o dia a dia da política e não necessariamente as eleições presidenciais. Os partidos estão sim conversando, mas principalmente questões políticas.  Para 2022, Doria é o candidato natural, mas ainda existem Moro, ACM Neto e Luciano Hulk.

Seguindo no assunto de partidos, a dupla comenta sobre a situação de crescimento do DEM especificamente. Aragão enfatiza que não existe uma liderança nacional que se candidate e que o que cabe ao partido é inchar e se fortalecer, caminhando para ser semelhando ao MBD.

15:45 Ainda sobre 2022, este ano vimos uma derrota assustadora da esquerda nas eleições municipais. Com relação a essa situação, Ricardo questiona se existe a possibilidade de uma união da esquerda em torno de um nome específico ou se existe o risco de ter eleições pulverizadas com 3 ou 4 candidatos diferentes.

Lucas acha que as chances são maiores da esquerda vir rachada nas próximas eleições, com Boulos, Ciro e claramente um candidato do PT. Observando os recentes acontecimentos, a esquerda se uniu sim em torno de nome, mas apenas no segundo turno - e em alguns lugares, nem isso.

21:06 Chegando ao fim do tema eleições 2022, Mioto traz a narrativa da imprensa de que as 2020 marcou uma derrota bolsonarista. O quanto isso é um exagero ou realmente aconteceu?

Aragão diz que não foi uma derrota, mas sim perda de oportunidade. Bolsonaro não conseguiu transferir sua força pessoal para a política. Seu prestígio é pulverizado, faltou a “criação de um partido” para se sustentar mais pra frente - como o caso Lula e PT.

25:07 Dando continuidade ao bate-papo: o que aconteceu com o STF? 

Todos acreditavam na reeleição de Acolumbre e Maia, mas existiu mudanças de votos por pressão. A eleição foi demorada, deixando espaço para uma mobilização. Existiu uma movimentação forte de grandes nomes e também da imprensa, o que pegou a maioria de supresa. Nesse assunto, Lucas e Ricardo deixaram suas apostas para as próximas eleições e também comentaram sobre a humanidade na política.

34:13 Voltando aos candidatos à presidência da câmara, a pergunta é: tem muita diferença entre eles em termos de reformas e pautas do congresso?

Lucas responde que não. Talvez um nome independente seja melhor, mas a maioria dos candidatos votaram da mesma forma em relação às reformas. Todos os nomes criam situações adequadas e é preciso se atentar à outras variáveis que podem interferir nas resoluções.

38:11 Avançando para o final, Ricardo lembra que existe uma velha promessa de que o Maia entregará uma reforma tributária. Existe essa possibilidade?

Aragão diz que não. Embora ele mesmo diga que não gosta de usar a palavra “impossível” na política, nesse caso é o termo que mais cabe. Ainda nesse final de ano é preciso definir LDO e algumas outras pautas, lei do gás, PEC emergencial. A maioria dos outros assuntos ficará para o ano que vem, incluindo a reforma tributária, que em sua visão ainda acontecerá depois da administrativa.

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