Selic em 9,25%: é hora de voltar para a poupança?

Queda da Selic diminui rendimentos da renda fixa. Apesar disso, ainda há, pelo menos, três opções melhores do que a poupança para a sua reserva de emergência.
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O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o famoso Copom, cortou a taxa Selic pela sétima vez seguida nessa semana.

Com isso, os juros básicos da economia passaram de 10,25% para 9,25% ao ano.

Mais importante do que a decisão foi o anúncio que acompanhou, deixando a porta aberta para uma nova redução de 1% na próxima reunião.

O mercado já começa a trabalhar com uma expectativa de Selic a 7% até o fim do ano, o menor nível histórico do Brasil.

E com isso, muita gente tem se perguntado: “é hora de migrar o dinheiro de volta para a poupança? ”; “A caderneta voltou a ficar atrativa? ”.

Por isso, eu vim aqui hoje dar uma resposta simples, objetiva e direta: não! Não é hora de você tirar o dinheiro e colocar na poupança.

Assim como outras aplicações de renda fixa, a caderneta também sai perdendo com os juros básicos menores.

Quando a Selic ficar menor do que 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança também vai diminuir, ficando de 70% da taxa Selic, mais a taxa referencial.

Leia mais: Selic a 7,5% é hora da poupança: nem a pau!

Nos últimos 20 anos, se você observar, historicamente o Tesouro Selic sempre teve um retorno maior do que o da poupança, e por enquanto, nós não imaginamos um cenário diferente desse.

Para o seu colchão de liquidez, aquela sua reserva de emergência, ainda tem três opções melhores do que a poupança. Estamos falando: do Tesouro Selic; dos Fundos DI, com baixas taxas de administração – como os recomendados aqui dentro da Empiricus; e também estamos falando de CDBs que entreguem pelo menos 100% do CDI e que tenham liquidez diária.

Leia mais: Poupança rende mais do que Fundo DI? Uma ova!

E não é de hoje que a gente está falando para você que é importante ter uma alocação mais diversificada.

Desde o ano passado, quando os juros já sinalizavam que iriam cair, nós temos dito que é importante ter uma fatia maior da sua carteira em renda variável.

Se o seu objetivo é manter retornos atraentes, está na hora de se mexer.

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