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Investimentos

Alibaba (BABA34) amplia recompra de ações; discurso duro de Jerome Powell; possível mudança no comando da Petrobras (PETR4, PETR3) e resultado positivo da JBS (JBSS3)

Felipe Miranda, CIO e estrategista-chefe da Empiricus, comenta assuntos quentes do mercado em seu grupo no Telegram

Por Daniela Rocha

22 mar 2022, 10:54

Atualizado em 16 maio 2022, 20:08

Esta terça-feira (22/03) começou com leve alta nos índices futuros das Bolsas americanas e da Europa, porém, se destaca a trajetória positiva nas bolsas na China. O Alibaba (BABA34) anunciou a recompra de um volume maior de suas ações e, desse modo, seus papéis voaram.  

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A gigante chinesa do comércio eletrônico, fundada por Jack Ma, ampliou o programa de recompra de US$ 15 bilhões para US$ 25 bilhões. 

“Claro que a China é problemática, tem valores confucionistas e é até de difícil leitura para quem tem uma perspectiva ocidental, mas parece barata sob as métricas tradicionais. E o Alibaba veio com essa recompra e espalhou otimismo para as techs chinesas em geral”, comentou Felipe Miranda, CIO e estrategista-chefe da Empiricus em seu grupo Ideias Antifrágeis no Telegram, um dos canais de comunicação com os assinantes da casa. 

Já nas bolsas ocidentais, o predomínio das altas se dá em bancos e em setores da velha economia, destaca o analista. 

Os mercados sentem o discurso mais duro de Jerome Powell, presidente do Fed, que sinalizou ontem a possibilidade de acelerar as altas na taxa de juros. Com isso, os yields sobem. “O yield do treasurires de 10 anos está batendo 2,34% ao ano, portanto, subiu um ponto percentual em poucos meses. Por isso, o pessoal está comprando bancos”, disse Felipe. 

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Além das preocupações com juros, segue como pano de fundo os desdobramentos da guerra. Agora, há a ameaça de rompimento das relações diplomáticas entre Rússia e Estados Unidos. A ver.

A ata do Copom

Segundo Felipe Miranda, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reforçou a perspectiva de aumento de mais um ponto percentual na próxima reunião, sinalizando talvez um fim de ciclo.

“Na verdade, estamos vendo alguma coisa em torno de 13% para o fim de ciclo de alta e um próximo movimento de queda no final do ano ou no começo do ano que vem”, avalia. 

De olho em eventual mudança na presidência da Petrobras

O mercado está de olho em uma possível mudança no comando da Petrobras (PETR4, PETR3). Está em jogo a substituição de Joaquim Silva e Luna, na presidência do conselho de administraçã0 da companhia. 

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Agora, especula-se que Caio Mario Paes de Andrade, secretário especial de Desburocratização do governo. Poucos dias atrás, cogitava-se o nome de Rodolfo Landim, engenheiro que já teve passagem pela companhia. 

“É preciso monitorar isso de perto, mas claro que o presidente não é o problema, mas sim o monopólio do refino. Eu defendo a privatização do refino, mas essa é uma história improvável no curto prazo”, comenta o analista.  

Resultado JBS no 4T21 acima das expectativas

Como não poderia faltar, Felipe Miranda comentou alguns resultados corporativos em seu grupo no Telegram. 

Nesta segunda-feira (21/03), a JBS (JBSS3) reportou lucro líquido de R$ 6,47 bilhões no quarto trimestre de 2021, alta de 61% na comparação com o mesmo período de 2020.  O resultado veio acima das expectativas dos agentes de mercado. 

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“A companhia está aproveitando bem o ciclo e anunciou a recompra de 10% das suas ações”, disse o CIO da Empiricus. 

Por sua vez, a Eneva (ENEV3) teve um excelente resultado operacional. O ebitda ajustado no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 859,7 milhões, um avanço de 39% em relação ao mesmo período de 2020. Historicamente, foi o ebitda mais elevado registrado em um trimestre. 

“O Pedro Zinner (CEO da Eneva) está mostrando disciplina e eficiência de alocação de capital na companhia”, ressaltou Felipe. A empresa vem diversificando a sua atuação. No ano passado, por exemplo, adquiriu a Focus Energia, assumindo a carteira de projetos renováveis. 

“A companhia está bem posicionada para a transição energética”, concluiu. 

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Coordenadora de Conteúdo na Empiricus. Jornalista com MBA em Finanças na FIA. Atuou nas editorias de economia da TV Cultura e da Band e foi colaboradora do Valor Econômico, Exame e RI.