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Investimentos

Alpargatas (ALPA4) registra alta nas vendas nos EUA e Europa no 4T25; é hora de investir?

O resultado do 4T25 da Alpargatas trouxe avanços importantes da companhia, especialmente nas operações internacionais. Leia mais.

Por Isabelle Lima de Oliveira

09 mar 2026, 09:29

Atualizado em 09 mar 2026, 09:29

alpargatas azza

Imagem: iStock.com/cmcderm1

Alpargatas (ALPA4) divulgou seu resultado do 4T25 com avanços importantes na comparação com o mesmo período do ano anterior. A companhia mostrou uma alta de +1,8% no volume de pares vendidos (sell-in), puxado pela frente internacional, que apresentou crescimento relevante em todas as regiões, especialmente nos Estados Unidos.

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Vale notar que esse crescimento reflete o movimento de estocagem do novo distribuidor local, e ainda não nos diz se a estratégia está se refletindo em maiores vendas para o consumidor final (sell-out). Ainda assim, o elevado volume mostra alguma confiança do Eastman (parceiro local) com essa nova empreitada.

Ainda em Internacional, apesar de ter apresentado crescimento menos expressivo que os EUA, as vendas na Europa (+29%) mostram cada vez mais resultados positivos dos esforços recentes de marketing e logística.

No Brasil, o volume de pares vendidos apresentou retração de 2,2%, o que entendemos apenas como um ajuste de estoques da cadeia. Mais importante que isso é o avanço de +7,8% do sell-out, que inclusive permitiu um ganho de +3 p.p. de share no canal alimentar, para 78%, e em especializado (melhor margem) que, de acordo com os executivos, deve ter alcançado 45%.

Principais números do 4T25 da Alpargatas

Com evolução no mercado internacional e melhora de mix de produtos e canais no Brasil, a receita consolidada saltou +11,8% no 4T25, para R$ 1,3 bilhão.

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A eficiência de custo dos produtos vendidos (-16,9% vs 4T24) e melhoria do mix, resultou em um salto de +17,7% no lucro bruto ajustado (excluindo os ajustes de write-off do 4T24) e +2,5 p.p. de margem bruta ajustada. Mesmo com entregas relevantes em termos de diluição de gastos, os executivos acreditam que podem mostrar melhorias adicionais de margem com novas ações de produtividade.

Por outro lado, vimos um aumento maior do que o esperado na linha de despesas, especialmente com marketing, que acabaram se concentrando no 4T25. Com isso, o ebitda ajustado subiu +5,4%, para R$ 211,2 milhões, mas a margem caiu -1 p.p. frente ao 4T24 (ajustada pelas baixas de estoques ocorridas naquele trimestre). Por fim, o lucro líquido da Alpargatas atingiu R$ 197,3 milhões vs R$ 2,1 milhões no 4T24.

Na Rothy’s, a operação foi impactada pelas tarifas de importação chinesa dos Estados Unidos – receita mostrou queda de -2,8% para US$ 75,9 milhões e as margens foram pressionadas, embora a linha final ainda tenha sido beneficiada por reconhecimento fiscal de prejuízos acumulados.

Para melhorar a estrutura de capital, a companhia realizou a redução de capital e distribuição de proventos no 4T, que somaram R$ 1,1 bilhão. Mesmo assim, o endividamento segue em níveis saudáveis com alavancagem em 0,8x dívida líquida/ebitda.

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Petróleo, ganho de share e como se posicionar em ALPA4

Após a forte disparada do petróleo, os executivos também aproveitaram a oportunidade para minimizar impacto nos custos com matéria-prima. Eles informaram que a companhia tem estoque suficiente para cobrir a demanda no primeiro semestre, e não veem risco de suprimento no curto prazo já que o despacho vem do Atlântico. Ainda assim, continuaremos acompanhando de perto esse tema.

Seja como for, o 4T25 da Alpargatas mostrou sinais mais concretos de evolução da operação internacional, que deve ser sua próxima grande avenida de crescimento. Além disso, no Brasil a companhia não apenas tem defendido sua enorme participação de mercado como ainda tem ganhado share, com boa gestão de mix e canais.

Por 11,7x lucros e 6,3% de dividend yield esperados para 2026, a ação ALPA4 permanece com recomendação de compra.

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Graduada em Ciências Contábeis e com certificação CNPI, integra a equipe de Research da Empiricus desde 2021, atuando nas séries focadas em dividendos, small caps e opções. Sua trajetória inclui experiência em tesouraria em um BPO financeiro, onde atendeu diversos tipos de companhias, com destaque para uma fintech.