1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Investimentos

Buy and hold x rebalanceamento constante: Analista elege melhor estratégia para carteira de FIIs

Caio Araujo explicou a importância de fazer um rebalanceamento constante em uma carteira de fundos imobiliários

Camila Paim Figueiredo Jornalista

Por Camila Paim

10 nov 2025, 15:23

Atualizado em 10 nov 2025, 15:23

dólar trade eua moeda americana

Imagem: iStock.com/Natalya Kosarevich

Na hora de investir em fundos imobiliários, cada investidor pode adotar estratégias diferentes para buscar lucros. Para Caio Araujo, analista da classe pela Empiricus Research e responsável pela seleção da carteira mensal de FIIs da casa, ainda que olhando para uma indústria relativamente jovem como a dos fundos imobiliários, já é possível observar alguns efeitos positivos de adotar estratégias de rebalanceamento. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O rebalanceamento de carteira é como quando o carro começa a puxar para o lado e você percebe que está na hora de alinhar. Com o tempo, é natural que a carteira saía do eixo, os pesos mudem e, se você não fizer aquele ajuste de direção, pode acabar derrapando sem nem perceber. O rebalanceamento é colocar sua carteira de volta no trilho”, explica o analista.

Araujo explica a diferença entre dois métodos de investimentos conhecidos e que podem se aplicar para diversos ativos de renda variável: 

  • A estratégia de buy and hold consiste em comprar e manter a alocação inicial, sem ajustes periódicos. É o famoso “compra e esquece”, nas palavras do analista;
  • A segunda é o constant mix, que é o rebalanceamento regular, com ajustes periódicos para manter pesos fixos dos ativos (exemplo, ter 60% em ações e 40% na renda fixa). Quando o valor relativo das ações aumenta, parte da posição é vendida; quando cai, compra-se mais — o que gera um comportamento contracíclico.

“Ambas compartilham o caráter passivo, mas diferem em sua resposta às oscilações de mercado e em seus efeitos sobre risco e retorno ao longo do tempo”, explica o analista. 

Apesar do buy and hold ter se consagrado como o paradigma dominante para o investidor de longo prazo, Araujo ressalta que estudos subsequentes, como Perold e Sharpe (1988), mostraram que estratégias dinâmicas podem capturar ganhos adicionais ao “vender alto e comprar baixo” em mercados voláteis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, na hora de atualizar a carteira mensal de FIIs da Empiricus, Araujo opta pela segunda estratégia, adequando os ativos ao cenário vigente:

“Sendo o Brasil um mercado de alta volatilidade, essa segunda estratégia costuma funcionar melhor, pois obriga o investidor a comprar na baixa e vender na alta. Esse movimento gera o chamado rebalancing bonus, um ganho incremental de retorno ajustado ao risco obtido ao realocar periodicamente os pesos entre ativos com comportamentos não perfeitamente correlacionados,” explica o analista.  

Segundo relatórios institucionais analisados por Araujo, esse “bônus” pode render algo entre 0,2% a 1,5% ao ano – um resultado que também é observado no Brasil, e completa: “Não é nada que vai mudar sua vida de um dia pro outro, mas no longo prazo é aquele ajuste fino que evita de desviar do objetivo.” 

Em cenários de fortes quedas, o analista enxerga que as carteiras rebalanceadas tendem a apresentar recuperação mais rápida, evidenciando o efeito prático de comprar na baixa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • [Seleção “premium” de fundos imobiliários] Veja quais são os 5 FIIs recomendados pelo analista Caio Araujo para buscar ótimos dividendos mensais. Baixe aqui o relatório gratuito.

Além disso, o analista explica que a maioria dos estudos aponta que o rebalanceamento mensal ou trimestral oferece um bom equilíbrio entre eficiência e praticidade, especialmente quando acompanhado de um monitoramento contínuo. 

“Se você olhar, por exemplo, para uma carteira como a Top 5 FIIs da Empiricus, que combina rebalanceamento mensal com gestão ativa, ela conseguiu superar o simples buy and hold em cerca de 4% desde sua criação em novembro de 2023”, aponta o analista. 

Falando de resultados, a carteira Top 5 FIIs da Empiricus superou o IFIX em outubro, entregando 0,28% contra 0,12% do índice. No acumulado de 2025, o desempenho do portfólio segue bastante consistente, em 23,2% ante 15,3% do índice. 

Carteira gratuita para investir em FIIs em novembro

Para ajustar a carteira de FIIs de novembro, Araujo levou em conta os ventos que parecem mais favoráveis aos ativos gradualmente, além de fatores macroeconômicos relevantes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Entendemos que o momento segue favorável para a realização parcial dos ganhos em algumas operações, como na posição em Mauá Recebíveis (MCCI11), que acumulou retorno superior a 30% desde a entrada no início deste ano”, avalia Araujo.

O desafio agora, segundo o analista, está em identificar oportunidades pontuais com perfil de risco adequado. 

“Neste mês, apresentamos uma delas. Para conferir, é só acessar a nossa carteira gratuita recomendada”, diz Araujo. 

A boa notícia é que o acesso para a lista completa com cada fundo imobiliário para investir em novembro, além de um relatório completo com uma análise aprofundada do cenário econômico atual e a tese sobre cada recomendação, está disponível de forma 100% gratuita. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Clique aqui e destrave seu acesso à carteira completa de Top 5 FIIs de novembro da Empiricus Research.

Jornalista formada na Universidade de São Paulo (USP), com mobilidade acadêmica na Université Lumière Lyon 2 (França). Trabalhou com redação de jornalismo econômico e mercado financeiro, webdesign e redes sociais, além de escrever sobre gastronomia e literatura.