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Investimentos

Com Lula ou Flávio, com corte de 25 ou 50 pontos na Selic, essas ações vão performar bem, segundo analista; veja quais são

A trajetória da taxa Selic e as eleições presidenciais devem ser dois dos principais fatores a movimentar a bolsa brasileira esse ano; veja como preparar seu portfólio.

Camila Paim Figueiredo Jornalista

Por Camila Paim

18 mar 2026, 14:09

Atualizado em 18 mar 2026, 14:09

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Imagem: iStock/ adventtr

As expectativas do mercado para um corte de 25 pontos-base (bps) para a Selic nesta quarta-feira (18) estão mais temerárias. O principal detrator vem do agravamento do conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, jogando os preços da commodity para cima dos US$ 100 por barril.

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Em dia de decisão do Copom, uma questão permeia entre os investidores em uma visão de médio prazo: como um corte de juros menor pode impactar as perspectivas para a bolsa brasileira em 2026?

Somado à incerteza monetária, o mercado também deve sentir nos próximos meses uma maior volatilidade com a aproximação das eleições presidenciais. Até o momento, as pesquisas eleitorais indicam um cenário dividido: de um lado, surge a possibilidade de um novo candidato potencialmente mais alinhado aos interesses do mercado; de outro, a permanência de Lula (PT), que pode prolongar o ambiente de incerteza fiscal.

Mas apesar desse cenário “nublado”, os analistas da Empiricus Research, apontam que existe um grupo específico de ações que deve performar bem, independentemente da magnitude do corte e do vencedor das eleições.  

Por que tentar ‘surfar’ o corte da Selic ou as eleições podem ser estratégias arriscadas?

Nos primeiros meses do ano a bolsa brasileira subiu 12% puxada (até o momento de publica deste texto), sobretudo, pela possibilidade de um início de ciclo de corte de juros em março. Contudo, nas últimas semanas, o cenário de “céu de brigadeiro” começou a mudar.

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Além dos conflitos no Oriente Médio, que pressionam o petróleo e, consequentemente, a inflação, em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,70%, ante um avanço de 0,33% em janeiro e acima das expectativas de 0,60% do mercado.

Diante do dado, nesta semana, o Boletim Focus elevou a previsão da taxa Selic para 12,25% em 2026.

Ou seja, nas projeções do mercado, o ciclo de corte de juros pode ser menor do que previsto anteriormente. Segundo os analistas da Empiricus, “isso muda bastante [o cenário] para as teses mais dependentes dos juros. Isto é, empresas com maior endividamento, ou aquelas que dependem muito do cenário macroeconômico ou do crédito ao consumidor, acabam sofrendo mais.”

Nesse contexto, é provável que ações de setores mais cíclicos como o varejo, construção civil e bens de capitais, não performem tão bem.

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Além disso, outro fator que deve pesar sobre a bolsa este ano são as eleições. Ao que tudo indica, a disputa deverá ficar entre o atual presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo os analistas, do ponto de vista do mercado, esta pode ser uma disputa binária. Isto é, uma vitória de Flávio poderia significar uma gestão econômica mais “pró-mercado”, com reformas estruturais importantes e, portanto, um melhor desempenho dos ativos de risco.

Contudo, um cenário de reeleição do atual presidente, poderia representar uma continuidade no ambiente de incerteza fiscal, o que pode impactar negativamente as ações, especialmente aquelas mais cíclicas.

Em resumo, adotar uma estratégia para “surfar” apenas o corte de juros ou a disputa eleitoral, pode trazer muita volatilidade para as carteiras nesse momento. Diante desse contexto, o investidor pode se sentir “sem saída”. Contudo, mesmo com todas essas incertezas no “radar”, os analistas daEmpiricus apontam um “caminho do meio” para buscar lucros.

Qual a estratégia recomendada pelos analistas da Empiricus para buscar lucros, agora?

Ruy Hungria, analista da casa aponta que, quando olhamos do ponto de vista dos juros, “já faz muito tempo que não estamos tão expostos a teses muito cíclicas. Estamos vendo uma desaceleração mais forte desde o fim de 2025, como apontam os balanços do quarto trimestre (4T25)”.

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Da mesma forma, em se tratando do resultado das eleições, o analista aponta que, neste momento, ao tentar “surfar” uma possível vitória de qualquer um dos candidatos, o investidor irá se dedicar a uma tese que “se beneficie muito com um resultado, mas perca muito com outro”, quando o ideal seria tentar navegar bem em ambos os ambientes.

Segundo o analista, por enquanto as carteiras da Empiricus buscam um posicionamento mais equilibrado, com “teses mais sólidas, muitas utilities, empresas de energia e telecomunicação, que não tem muita variação de resultado.”

Mesmo com a Selic a 15% ao ano e as incertezas do cenário político, essas empresas estão entregando resultados sólidos, com boa geração de caixa e pagamento de dividendos.

Ruy, aponta que, essas ações podem não ser as mais beneficiadas com um corte eventual de até 3 pontos percentuais ao ano.  Apesar disso, elas devem continuar performando bem, “até mesmo em um cenário de corte menor do que o mercado precifica hoje”, comenta.

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“Tudo isso não quer dizer que não existe espaço para teses vencedoras continuarem se valorizando, até porque as ações continuam relativamente baratas”, conclui o analista.

Ruy conta que, na carteira de dividendos que ele comanda, “Vacas Leiteiras”, muitas empresas “coxinhas” chegaram a subir 50% em 2025. Assim como explica Hungria, o foco da Empiricus é ter carteiras bem distribuídas para conseguir “surfar” em bom crescimento com o desenrolar do cenário e ainda navegar em períodos mais pressionados.

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Jornalista formada na Universidade de São Paulo (USP), com mobilidade acadêmica na Université Lumière Lyon 2 (França). Trabalhou com redação de jornalismo econômico e mercado financeiro, webdesign e redes sociais, além de escrever sobre gastronomia e literatura.