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Investimentos

Copom mantém Selic em 15% ao ano, mas não por muito tempo; veja 4 recomendações para aproveitar este cenário

Analista aponta que investidores têm a chance de travar retornos acima da inflação e manter patamar de juros reais elevado antes do início do ciclo de cortes da Selic

Isabelle Santos

Por Isabelle Santos

30 jan 2026, 14:00

taxa de juros Selic

imagem: iStock.com/Rmcarvalho

Na última quarta-feira (28) o Banco Central se reuniu para a primeira reunião do Copom em 2026. O resultado não trouxe grandes novidades: a autoridade monetária manteve a Selic em 15% ao ano.

A decisão era esperada por grande parte do mercado. De acordo com as opções de Copom negociadas na B3 ao longo da quarta, 81% dos investidores apostavam que a taxa de juros brasileira continuaria no maior patamar dos últimos vinte anos.

Mas ao que tudo indica, a política monetária contracionista não deve durar muito tempo, avalia Lais Costa, analista de renda fixa da Empiricus Research.

Em um relatório publicado horas após o Copom, a analista apontou quais podem ser os próximos passos Banco Central e 4 títulos da renda fixa “premium” para aproveitar agora.

Uma palavra pode mudar o rumo dos juros no Brasil

Não é só a decisão em si que importa. O mercado também costuma analisar cada detalhe do comunicado do Copom. Isso porque uma mudança sutil de escolhas de palavras pode dar pistas dos próximos movimentos da autoridade monetária.

Mas, desta vez, o Banco Central não fez muitos rodeios. No relatório que acompanha a decisão a autoridade retirou o entendimento de que a manutenção da taxa Selic deve se manter por tempo prolongado e indicou que o início da flexibilização deve começar já na próxima reunião, em março.

Nesse contexto, apesar do tom conservador do comunicado, a expectativa de Lais é de que o BC dê início ao ciclo de corte de juros com uma redução de 50 pontos-base e não apenas 25 p.p. com projetado anteriormente.

A analista cita três motivos para acreditar em um corte de juros mais robusto:

  • Resultado da inflação (IPCA) abaixo da sazonalidade em fevereiro;
  • Crescimento do PIB no 4T25, ainda que tímido; e
  • Manutenção do câmbio em R$ 5,20.

Diante desse cenário, Lais aponta que este é um bom momento para investir em títulos IPCA+. A analista projeta uma redução dos juros reais — isto é o retorno dos ativos, descontados da inflação — motivada entre outras coisas, pela queda da Selic.

4 títulos para buscar retornos reais antes da queda da Selic

Para se ter uma ideia, após a última decisão do Copom, a taxa de juros reais do Brasil ficou em 9,23% ao ano. Nesse cenário, era possível encontrar algumas NTN-Bs pagando até IPCA + 7,62% ao ano na última quinta-feira (29).

Contudo, de acordo com as projeções do Boletim Focus, a expectativa é de uma Selic a 9,5% ao ano e IPCA de 3,5% em 2029. Com isso, os juros reais do Brasil podem chegar a algo em torno de 5,7% ao ano

Ou seja, quem investir nesses ativos antes do ciclo de corte, têm a oportunidade manter retornos não apenas acima da inflação, mas também com rentabilidade superior ao juro real.

Assim, a carteira da analista conta com 4 títulos com rentabilidade real atrativa, além de isenção de Imposto de Renda. E a boa notícia é que você pode conhecer todos eles gratuitamente.

Para quem topa um risco um pouco maior que o da renda fixa tradicional tem a oportunidade de capturar rentabilidades reais de 7,35% acima da inflação.  

Embora a taxa esteja um pouco abaixo do Tesouro IPCA+, esse ativo conta com a grande vantagem da isenção de IR, que pode fazer grande diferença na rentabilidade ao fim do investimento. 

Ou seja, com esses títulos é possível “travar” um retorno real, líquido de 7,35% ao ano.  Contudo, assim como as oportunidades surgem, elas podem acabar. 

Como dito, a expectativa da analista da Empiricus, assim como boa parte do mercado, é de um corte de juros já em março.  Por isso, o ideal é investir nesses ativos o quanto antes.  

Para acessar é muito simples, basta clicar neste link e seguir as instruções.

Comunicóloga formada pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). É redatora do Money Times, Seu Dinheiro e Empiricus.