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Investimentos

Copom: mercado faz apostas, mas ‘Banco Central só vai bater o martelo sobre os juros no fim da quarta-feira (18)’, aponta analista 

Às vésperas da decisão do Copom que pode mudar o rumo da trajetória de juros do país, incerteza toma conta do mercado

Isabelle Santos

Por Isabelle Santos

17 mar 2026, 17:31

copom mercado em 5 minutos

Há algumas semanas, quando o assunto era o início do ciclo de corte de juros, o mercado era quase unânime ao afirmar que o Banco Central deveria reduzir a taxa Selic em 0,50 pontos percentuais (p.p) na reunião do Copom marcada para amanhã (18). 

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Entretanto, março chegou com mudanças cruciais no cenário. Com o início do conflito entre Estados UnidosIsrael e Irã, a expectativa de queda de juros passou a sofrer ameaças.  

A guerra no Oriente Médio mexeu com um fator muito importante para o controle da inflação no Brasil: o preço do petróleo. Diante dos ataques, o Irã decidiu fechar o estreito de Ormuz, um dos principais pontos de escoamento mundial da commodity, fazendo seu preço voltar a patamares vistos há quatro anos.  

Assim, com o petróleo tipo brent negociando na casa dos US$100, e os efeitos que essa disparada pode ter na economia brasileira, casas de análises, investidores e especialistas voltaram a diferir sobre o tema Copom.  

Na última semana, as principais apostas do mercado saíram da queda de 0,50 p.p., para redução de 25 pontos percentuais e até a possibilidade de manutenção em 15% ao ano.  

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Mas apesar das especulações, Matheus Spiess, analista macroeconômico da Empiricus, aponta que a decisão parece incerta até mesmo para o Banco Central, que “só vai bater o martelo sobre os juros no fim da quarta-feira (18)”.  

Cortar ou manter, eis a questão 

Nos últimos dias, as opções de Copom negociadas na B3 oscilaram bastante. Em 10 de março, após Donald Trump anunciar que a guerra contra o Irã estava próxima do fim, as apostas de que o Banco Central pudesse seguir com um corte de 50 pontos saltaram para 56,9%.  

Entretanto, com o passar dos dias e sem um anúncio concreto sobre o fim do conflito, as expectativas de um corte menor, de 0,25 p.p., passaram a ganhar força.  

Já na última sexta-feira (13), a possibilidade de manutenção da Selic em 15% ao ano superou as projeções de uma redução de 50 p.p, após os EUA bombardearem Teerã, capital do Irã, bem como o seu principal centro de exportação de petróleo.  

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Para além do contexto internacional, Matheus Spiess aponta que os dados mais recentes de IPCA (inflação) e atividade econômica já vinham pressionando o Banco Central a seguir um caminho mais cauteloso. 

Junto a isso, há também a questão fiscal do Brasil que comprime a curva de juros. Esse fator impacta ainda mais a decisão da autoridade monetária na reunião de amanhã (18). 

Apesar da grande incerteza em relação ao Copom, Matheus lembra que, no comunicado de janeiro, o Banco Central havia reforçado a possibilidade de um corte de 0,50 p.p..  

Ainda no documento, a autoridade deixou um espaço para uma redução de menor magnitude, isto é, 25 pontos percentuais. Nesse contexto, a avaliação de Spiess é que o BC siga com o menor corte. 

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Ele explica que, considerando o nível de juros no Brasil, “temos uma gordura para queimar”. Ainda que o ciclo seja menor do que o previsto anteriormente. 

Diante desse cenário, neste momento, a dúvida de muitos investidores é como se posicionar. Segundo Matheus, uma boa estratégia é investir no chamado “kit geopolítico”.  

‘Kit geopolítico’: conheça esta e outras recomendações da Empiricus  

O analista aponta que, diante da crise humanitária causada pelo conflito e as incertezas na política monetária do Brasil, o investidor tem algumas janelas de oportunidades em ativos específicos

Por exemplo, o investidor pode apostar em um “kit geopolítico”, que consiste em ter posições em ouropetróleo moedas fortes. Esse seria o básico.  

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Contudo, é possível refinar essa estratégia, investindo em ativos selecionados. Foi desta forma que a carteira Double Income, da Empiricus, gerou para os investidores um retorno de 353% do CDI em 2026, em uma de suas estratégias.  

Matheus aponta que, “com base em uma seleção de ativos de qualidade capazes de distribuir proventos de maneira consistente”, essa carteira se mostrou mais resiliente em períodos de maior turbulência.  

E a boa notícia é que você pode ter acesso às recomendações da série Double Income, e outras 10 assinaturas da Empiricus, por apenas 12x de R$ 14,90.   

O Empiricus+ é a assinatura em modelo “streaming” da casa. Por meio dela, você tem acesso a todas as principais recomendações, análises e ideias de investimento elaboradas pelos especialistas da research em um único lugar. 

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Comunicóloga formada pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). É redatora do Money Times, Seu Dinheiro e Empiricus.