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Investimentos

Direcional (DIRR3), Localiza (RENT3), Rede D’Or (RDOR3) e mais 7 ações para investir em novembro, segundo a Empiricus

Analista abriu três recomendações da sua carteira de ações para investir em novembro. Confira quais são os papéis e como acessar o portfólio completo gratuitamente.

Camila Paim Figueiredo Jornalista

Por Camila Paim

04 nov 2025, 14:36

Atualizado em 04 nov 2025, 14:36

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Edição: CanvaPro

Com a bolsa brasileira alcançando novas máximas históricas, investidores buscam atualizar suas carteiras com posições promissoras. Neste pique, a analista da Empiricus Research, Larissa Quaresma, recalibrou a carteira de ações para investir em novembro com algumas teses que se mostram relevantes no contexto atual. 

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Confira a seguir alguns dos principais destaques para investir em novembro e veja como acessar uma carteira de investimentos completa – e gratuita. 

Rede D’or (RDOR3) permanece na carteira

Entre as recomendações de ações para comprar em novembro, Quaresma destaca as da Rede D’or (RDOR3).

A analista descreve a empresa como uma consolidadora do setor de saúde que passou por muitos desafios nos últimos anos, “não só pela pandemia e pela sinistralidade que isso gerou para os diversos players do setor, mas também por mudanças regulatórias da Agência Nacional de Saúde (ANS).”

Com a entrada do autismo no rol de procedimentos obrigatórios da ANS em 2022, que as seguradoras ou operadoras são obrigadas a cobrir, a analista destaca que houve uma elevação de sinistralidade estrutural no setor, da qual poucas empresas conseguiram se recuperar até hoje. 

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“Diversas empresas operadoras de hospitais e seguradoras estão com uma sinistralidade ainda muito alta, inviável economicamente”, avalia Quaresma. 

Apesar dessas dificuldades, a analista ressalta que a RDOR3 conseguiu contornar o cenário, com alguns pontos a seu favor:

  • A companhia hoje lida com uma sinistralidade controlada;
  • Tem uma vertical de hospitais e a vertical de seguros;
  • Uma alavancagem baixa; 
  • Sem passivo judicial relevante, que é um eixo para alguns players do setor. 

“Com isso, ela naturalmente se coloca como uma consolidadora do setor, que pode comprar hospitais para fazer um crescimento inorgânico”, afirma. 

Em 2022, a Rede D’Or comprou a operadora de planos de saúde SulAmérica, o que garantiu  sinergia entre as duas verticais, vinculando os serviços da seguradora com os espaços disponíveis hospitalares e de atendimento. 

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“Com o plano da SulAmérica, a companhia aumentou a ocupação dos hospitais e ganhou velocidade e retorno sobre capital investido. Além disso, o cliente do seguro vai priorizar o atendimento na Rede D’Or. Com isso, a SulAmérica também economiza em sinistralidade”, comenta Quaresma sobre as sinergias da fusão.

Nesse cenário, a analista enxerga as ações como uma tese de crescimento e projeta que o lucro da Rede D’Or deve dobrar até 2027 e as ações devem negociar a 16x P/L em 2026. 

Locadora que domina o mercado: Localiza (RENT3)

Outra ação recomendada por Quaresma está no ramo das locadoras de veículos: a Localiza (RENT3). “A empresa oferece uma experiência muito boa, com investimentos em tecnologia, que é difícil competir”, comenta. 

Dividida entre a locação de veículos rent a car (RAC), gestão de frotas e Seminovos, a analista relembra o crescimento da empresa nos últimos seis anos, quando ela saltou de um market share de 20% “em um mercado de locação de veículos que era bastante fragmentado”, passando para uma concentração de cerca de 45% do mercado. 

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“A empresa comprou algumas concorrentes, fez fusões e ao longo dos anos, cresceu organicamente. Ela atua em um mercado muito consolidado, onde é a líder absoluta, mas não tem o potencial de crescimento do passado”, avalia a analista. 

A vertente de Seminovos da Localiza, segundo a analista, lida com dificuldades antigas de frota como heranças do pós-pandemia. “A rentabilidade da empresa foi prejudicada quando ela precisou comprar carros novos mais caros e vender os usados por valores menores”, comenta.  

Para contornar isso, a estratégia da Localiza foi reduzir o ritmo de renovação da frota, o que aumentou a idade média dos veículos de 18 para cerca de 30 meses. 

Para os resultados deste trimestre (3T25), a companhia projeta que as vendas de Seminovos devem seguir em ritmo forte. “Apesar do momento mais difícil para financiamento de veículos, com juros mais altos e crédito mais restrito com a inadimplência crescendo no país, esperamos que a compra de automóveis no médio prazo permaneça em linha com o visto recentemente”, afirma. 

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Além disso, a expectativa é de que a idade média da frota operacional consiga recrudescer para o patamar dos 15 meses (o indicador estava em 23 meses na última divulgação).

“Entre as empresas do setor, a Localiza se destaca como a mais preparada para atravessar esse momento, dada sua operação robusta”, afirma Quaresma. 

De olho nos dados financeiros, o Retorno sobre o Capital Investido [ROIC] Spread anualizado da companhia está ao redor de 4%. “A expectativa é que esse número se aproxime de 5% ao fim deste ano e siga crescendo, amparado por uma operação mais rentável e perspectiva queda da Selic. O número ideal para Localiza é 8%, patamar que esperamos vê-la atingir entre o 4T26 e 1T27” calcula.

Neste contexto ainda de definições, a analista aponta que as ações da Localiza negociam a 9x P/L para 2026 e fazem parte de uma tese “beta” para capturar o momento de juros, enquanto a empresa reestrutura o microeconômico.

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Direcional (DIRR3): Jogando com a sensibilidade a juros

Por fim, outra recomendação de Quaresma são os ativos da Direcional (DIRR3), um player de incorporação de baixa renda, que opera majoritariamente com o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), além de uma parcela de exposição na média renda com a Riva.

“A Direcional está entre as melhores operadoras do setor em termos de rentabilidade sobre capital investido, geração de caixa, ROIC, margem bruta, velocidade de lançamento e venda, velocidade de construção”, complementa Quaresma. 

Na visão da analista, as entregas de resultado da empresa são impressionantes, comparando o seu passado como uma competidora pequena da MRV para hoje uma negociação de 9x P/L em 2025 e 7x P/L para 2026. 

Na visão da analista, as ações da Direcional estão muito baratas: “É engraçado porque esses ativos se tornaram uma espécie de hedge [proteção de portfólio] para o fiscal. Se o governo decidir abrir a torneira dos programas sociais, MCMV provavelmente vai ser um deles”, explica. 

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Além disso, atualizações dos programas de financiamentos abrem mais espaço para investimentos no setor. Dois exemplos são  a criação da Faixa Quatro do MCMV e as mudanças nas regras de financiamento do setor com a diminuição do depósito compulsório da poupança.

“[As ações DIRR3] têm um ‘quê’ de hedge geopolítico, ao mesmo tempo em que tem uma sensibilidade a juros. Por mais que o juro do MCMV seja subsidiado, se a Selic cair, o juro de todas as faixas do programa caem”, conclui. 

Além de RDOR3, RENT3 e DIRR3: Veja a carteira mensal completa da Empiricus

Agora que você conhece 3 das ações que fazem parte da carteira mensal da Empiricus, também pode conferir as outras 7 recomendações de maneira 100% gratuita.

Isso porque a analista Larissa Quaresma liberou o acesso ao relatório com a carteira completa, a tese em cada uma das ações e uma análise do cenário macroeconômico. 

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No ano, o portfólio de ações sobe +26,3%, versus +24,3% do Ibovespa.

“Para novembro, decidimos aumentar nossa exposição à tese de queda de juros, por meio de um nome sensível à Selic e com valuation atrativo”, disse sobre uma das novas recomendações – e você confere qual é ela e a lista completa clicando no botão abaixo:

Jornalista formada na Universidade de São Paulo (USP), com mobilidade acadêmica na Université Lumière Lyon 2 (França). Trabalhou com redação de jornalismo econômico e mercado financeiro, webdesign e redes sociais, além de escrever sobre gastronomia e literatura.