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Investimentos

Em quais ações da Bolsa brasileira investir em 2026? Analista recomenda Itaú (ITUB4), Nubank (ROXO34), Rede D’Or (RDOR3) e mais

Em entrevista ao evento Onde Investir, do Seu Dinheiro, Larissa Quaresma apontou suas ações favoritas para o ano

Por Juan Rey

21 jan 2026, 12:30

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(Imagem: Montagem Canva Pro)

Depois de um 2025 para lá de positivo para o Ibovespa, que valorizou 34% no ano, os investidores começam 2026 em de olho nas oportunidades para buscar novos lucros na Bolsa brasileira.

Mas o que esperar dos próximos meses? E quais ações devem se beneficiar deste cenário?

Este foi o tema do painel de ações do evento online Onde Investir em 2026, promovido pelo Seu Dinheiro, com participação da analista Larissa Quaresma, da Empiricus Research, do analista sênior do BTG Pactual, Bruno Henriques, e de Bruno Rignel, sócio e cofundador da gestora AlphaKey.

Como foram os últimos meses para a Bolsa brasileira?

Para entender o prognóstico para o ano recém-chegado, é importante voltar um pouco no tempo e lembrar como foi 2025, que marcou uma “virada de chave” para a Bolsa brasileira.

Há exatamente um ano, as expectativas de grande parte do mercado para o desempenho dos ativos brasileiros eram baixas. A questão fiscal preocupava e as empresas norte-americanas, em especial ligadas à temática da inteligência artificial, sugavam o fluxo de investimentos global.

No entanto, o que se viu ao longo do ano foi um cenário diferente. A postura imprevisível de Donald Trump fez com que os investidores reduzissem a exposição às bolsas dos EUA, e parte desses recursos foram destinados aos mercados emergentes.

Como lembra Bruno Rignel, da AlphaKey, as grandes empresas norte-americanas têm um valor de mercado maior do que todo o Ibovespa – casos de Nvidia, Apple e Microsoft, por exemplo. Logo, uma redução de fluxo direcionado aos EUA é capaz de impulsionar e muito os mercados periféricos.

Foi o caso das bolsas brasileira, mexicana e colombiana, como lembra a analista Larissa Quaresma, da Empiricus.

“O fato de o Ibovespa ter subido 34% no ano em reais e quase 50% em dólares, não foi uma exclusividade do Brasil. Outros mercados emergentes subiram muito também. México subiu mais de 40% em dólar, a Colômbia subiu mais de 60%. Fomos muito guiados pelo fluxo estrangeiro e tivemos pouco mérito individual”, avalia Larissa.

De acordo com ela, 2025 deixou duas lições importantes: a primeira, de que o ponto de partida importa. “Começamos o ano com o Ibovespa, sem Petrobras e Vale, negociando a 7 vezes lucros. Quase metade da média histórica dos 10 anos anteriores”.

A segunda lição é justamente o impacto que o investidor estrangeiro tem sobre a Bolsa brasileira.

Com este pano de fundo, o que esperar para 2026?

Para o analista Bruno Henriques, do BTG Pactual, embora o cenário macroeconômico global deva continuar “imperando”, o “local vai falar mais alto” do que foi em 2025.

Isso se deve ao calendário movimentado de 2026, com prognóstico de ciclo de queda de juros e eleições presidenciais. Henriques explica que a queda da Selic beneficia as ações em duas frentes principais:

  • As empresas mais endividadas têm o benefício da redução da despesa financeira, o que aumenta os lucros;
  • Um juro menor aquece a economia como um todo.

Nesse sentido, a escolha das ações será ainda mais importante para se adaptar ao contexto, explica Larissa Quaresma.

“O ciclo de juros no Brasil deveria impactar mais positivamente as empresas voltadas à economia doméstica, que têm uma sensibilidade à Selic relevante. Temos feito um movimento, desde o ano passado, de deixar a carteira mais sensível a juros para capturar o ciclo de queda da Selic que pode superar 3 pontos percentuais este ano”, disse.

A analista avalia ainda que as eleições devem começar a influenciar mais diretamente no preço das ações locais em abril, enquanto o fluxo estrangeiro e o ciclo de queda da Selic movimentarão os ativos até lá.

“A partir de abril, vamos ter elementos para o mercado precificar de uma forma mais contundente as probabilidades para o cenário eleitoral. Até lá, temos um período de 3 meses para surfar os dois primeiros ciclos, de juros e o de rotação para emergentes”, afirma.

Ainda sobre as eleições, a analista vê “muito ruído e muita volatilidade”, e recomenda que o investidor não tenha “hiperfoco no tema” no que se refere aos investimentos.

“Não é que o eleitoral não é importante, é muito relevante. Mas tem outras coisas tão fundamentais quanto isso, que são os juros e o capital estrangeiro. O local tem uma visão muito binária, mas o gringo parece não enxergar dessa forma.”

Com tudo isso em jogo, onde investir em 2026?

Para Larissa Quaresma, a melhor forma de atravessar o ano é com empresas que oferecem boas performances operacionais, independente do ciclo de juros, e que tenham um certo nível de alavancagem “para capturar a queda da Selic”.

Nesse contexto, a analista recomenda as ações do Itaú (ITUB4) e da Porto (PSSA3), “que devem ser boas pagadoras de dividendos”.

Entre os nomes com mais sensibilidade a juros, a analista recomenda Nubank (ROXO34).

“É uma companhia que já tem operação muito rentável no Brasil e deve atingir a rentabilidade positiva no México em cerca de 2 anos. Tem uma correlação positiva com a queda de juros pelo público com o qual trabalha, de renda menor e mais sensível às variações das condições macroeconômicas, o que deve significar queda de inadimplência”.

Outras empresas que devem capturar bem o ciclo de queda de juros no Brasil e são uma boa pedida para o ano, na visão de Larissa, são Localiza (RENT3), SmartFit (SMFT3) e Rede D’Or (RDOR3).

“Têm muitas empresas boas, sensíveis a juros e ainda muito baratas, mas que não dependem de um cenário perfeito para performar bem. A seleção de ações vai se tornar mais importante este ano, mas ainda tem muita oportunidade”, afirma.

Grátis: Veja a carteira de 10 ações para comprar neste início de ano, segundo a Empiricus

A analista Larissa Quaresma é responsável pela carteira mensal de 10 ideias da Empiricus Research.

Para o início de ano, ela selecionou os papéis que mais se encaixam no cenário descrito para que os investidores possam começar o ano com o “pé direito”.

Algumas das recomendações você já viu nesta matéria, mas existem outras que, juntas, compõem uma carteira devidamente diversificada.

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Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é editor do site da Empiricus. Contato: juan.rey@btgpactual.com.