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Investimentos

Eneva (ENEV3) divulga certificação atualizada das reservas de óleo e gás; confira

Entenda por que queda no volume de gás nas bacias de Eneva não preocupa e como foi a comunicação da empresa.

Por Ruy Hungria

16 fev 2024, 11:39

Atualizado em 16 fev 2024, 11:45

Imagem de logotipo da Eneva sobreposta a imagem do Rio Amazonas
Reprodução/Divulgação Eneva

Assim como normalmente acontece no início de cada ano, a Eneva (ENEV3) trouxe ao mercado a certificação atualizada de suas reservas. 

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Na Bacia do Parnaíba, o total de reservas de gás Provadas (1P) passou de 25,7 bilhões de metros cúbicos (bcm) para 32,1 bcm, mesmo com o uso de 0,84 bcm ao longo do ano por conta dos despachos nas usinas do complexo Parnaíba, o que mostra mais uma vez ótima capacidade de reposição de reservas na região. 

Fonte: companhia. Elaboração: Empiricus.

Por outro lado, vimos uma queda dos volumes na Bacia do Amazonas. O volume de gás 1P caiu de 10,2 bcm para 8,2 bcm, o que à primeira vista parece preocupante, dado que o consumo de gás de Jaguatirica II foi menor do que 0,25 bcm em 2023, e nem de perto justificaria essa redução. 

Contudo, notamos um aumento relevante na reserva de óleo e condensado 1P, que passou de 3,8 milhões para 6,7 milhões de barris de óleo, e provavelmente tem grande influência sobre a variação negativa do volume de gás. 

Fonte: companhia. Elaboração: Empiricus.

Volume de gás das reservas de Eneva não preocupa

Não vemos a redução do volume de gás como algo crítico, dado que há reservas suficientes para cumprir os contratos que a companhia assumiu, e que apesar de não ser sua especialidade, há maneiras de se monetizar os quase 3 milhões de barris de óleo adicionados às reservas provadas.

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No entanto, sentimos falta de alguma justificativa sobre essa mudança brusca dos números 1P, especialmente se levarmos em consideração o fato de que reservas provadas não deveriam ter esse tipo de volatilidade. Talvez a gestão explique essa variação na divulgação de resultados, que ocorrerá no dia 14 de março (clique aqui para receber nossa análise do balanço). 

Por fim, em Juruá, o ativo menos relevante para o portfólio atualmente, os volumes permaneceram inalterados desde o ano passado, em 19 bilhões de metros cúbicos de recursos contingentes 1C.

Apesar desse enorme volume de gás estimado, Juruá está localizado em uma região bastante afastada e sem infraestrutura para escoamento da molécula, mas segue como uma opcionalidade interessante para a companhia. 

Ficaremos atentos a novidades sobre as reservas e, claro, acompanharemos de perto os resultados do 4T23.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.