Contrariando o cenário macroeconômico instável, o Ibovespa segue renovando máximas. Na tarde desta quinta-feira (09) o principal índice da bolsa brasileira chegou aos 195 mil pontos. E no acumulado da semana, o IBOV já registra uma alta de 4%.
A disparada acontece em um contexto adverso para os ativos de risco. O conflito no Oriente Médio impacta as perspectivas de juros e ciclo corte da Selic. E apesar do anúncio do cessar-fogo temporário, na terça-feira (7), os ataques de Israel ao Líbano e a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz revelaram a fragilidade do acordo deixando os mercados globais menos otimistas.
Assim, a resiliência do índice brasileiro chama atenção. Contudo, para Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, o desempenho do Ibovespa mesmo diante de toda essa turbulência é uma sinalização clara de que “não será preciso muito esforço para o IBOV alcançar a tão sonhada marca dos 200 mil pontos”.
Segundo Hungria, três pilares reforçam o viés construtivo para a bolsa brasileira e esta 10 ações são as mais preparadas para “surfar” esse momento, segundo o analista.
Três pilares sustentam o Ibovespa rumo aos 200 mil pontos
Assim como em outros mercados ao redor do mundo, a bolsa brasileira não está totalmente imune aos impactos do conflito no Oriente Médio. Contudo, Ruy explica que este não é o único fator que influencia o comportamento do Ibovespa neste momento.
Há algum tempo o analista defende que existem três pilares que sustentam o rali da bolsa brasileira. O primeiro deles é a queda dos juros. Embora a escalada do preço do petróleo causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz possa aumentar a inflação ao redor do mundo, por aqui a expectativa ainda é de um ciclo de cortes da Selic em 2026.
O Focus desta semana aponta que o mercado segue projetando uma taxa de juros de 12,5% este ano. Na prática, isso representa a possibilidade de uma redução de 2,25 pontos percentuais na Selic, atualmente em 14,75% ao ano.
Outro pilar apontado pelo analista é o trade eleitoral. Nos últimos dias, as pesquisas de intenção de voto passaram a apontar possibilidade de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Nesse contexto, a possível vitória de um candidato mais a direita é algo que anima o mercado. Na visão de muitos investidores, com Flávio Bolsonaro na presidência o país adotaria uma postura mais ortodoxa em relação à política fiscal e demais questões econômicas.
Por fim, Hungria aponta que o terceiro pilar que sustenta o desempenho da bolsa brasileira é a continuidade de fluxo de capital estrangeiro. O ambiente de dólar mais fraco tem impulsionado a rotação de capital dos EUA para outros mercados estrangeiros. No caso do Brasil, o analista destaca que ainda temos um “trunfo” que é o valuation descontado das ações.
De acordo com o analista, apesar da alta recente, algumas ações ainda negociam com múltiplos abaixo da média histórica.
Nesse sentido, ele recomendou 10 ações para investir agora.
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