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Empiricus Podca$t

Ibovespa ‘na mira’ dos gringos, fundos imobiliários (FIIs) em queda: onde investir em abril? Veja destaques do Empiricus PodCa$t deste sábado (4)

Novo episódio do Empiricus PodCa$t discute ‘legado’ do mês de março e perspectivas para a bolsa brasileira e fundos imobiliários (FIIs) em abril; assista agora

Por Anna Larissa Zeferino

04 abr 2026, 09:00

Ibovespa, real, Brasil, ações, B3, mira

(Imagem: iStock.com/Andrzej Rostek)

Desde o último dia 28 de fevereiro, o conflito no Oriente Médio pressionou a cadeia global de suprimentos, mexeu com expectativas inflacionárias ao redor do mundo e acabou derrubando mercados nesse processo.

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Os ativos brasileiros não ficaram impunes a esse movimento, e o Ibovespa sofreu nas últimas semanas. Mas, surpreendentemente, o fluxo de capital estrangeiro não para de chegar à B3: o que será que os “gringos” enxergam na bolsa brasileira em um momento como esse?

E dentro deste cenário, quais conclusões podemos tirar em relação ao mês de março, e quais as oportunidades de investimento para o mês que se inicia?

Esse é o tema do Empiricus PodCa$t deste sábado (4). Caio Araujo e Ruy Hungria, analistas da casa, são os convidados para debater o tema e apontar as oportunidades de investimento para o mês de abril. Confira:

‘Um pouco enganosa’: alta do Ibovespa carrega mais história nas entrelinhas

Até o pregão da última terça-feira (30), o Ibovespa acumulava queda de cerca de 3,5% no mês. Mas na quarta-feira (31), o índice fechou em alta de 2,7%, fazendo com que a queda acumulada em março saísse de 3,5% para “apenas” –0,9%.

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Para Ruy Hungria, o Ibovespa ter fechado março “quase no zero a zero” é uma “informação um pouco enganosa”, considerando que Petrobras (PETR4) tem um peso muito relevante no índice e, de quebra, acaba distorcendo os números.

Com a alta do petróleo, as ações da Petrobras (PETR4) acumularam alta de 18% no mês. “Se pegarmos somente as ações domésticas e as small caps, o desempenho foi muito pior excluindo a Petrobras”, afirma o analista. Mas segundo ele, isso não desqualifica a resiliência que a bolsa brasileira demonstrou nas últimas semanas.

Apesar de tudo, pilares que atraem fluxo estrangeiro ao Ibovespa seguem firmes

Somente no mês de março, a bolsa brasileira recebeu quase R$ 9 bilhões em capital estrangeiro, contribuindo para um acumulado que já vinha em R$ 47,8 bilhões em 2026 antes disso.

O Brasil segue sendo como um grande exportador de petróleo e produtor de alimentos. Quando o assunto é a entrada de fluxo estrangeiro, esses fatores fazem com o que o país acabe se destacando. “Alguns países emergentes não são tão seguros para investir, e o Brasil acaba ‘sobrando’”, afirma Hungria.

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E qual a ‘lista de compras’ do investidor gringo ao chegar na bolsa brasileira? Hungria explica que, em uma “primeira onda”, o estrangeiro chega atraído por empresas de maior peso na bolsa, como Itaú (ITUB4), Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

Já no mercado imobiliário, FIIs sofrem com ameaças ao ciclo de corte de juros

Enquanto as ações seguem atraindo capital de fora, o mesmo não pode ser dito dos fundos imobiliários (FIIs), cuja participação estrangeira responde por apenas 5% do mercado, segundo Caio Araujo, analista de real estate da Empiricus.

O Ifix, principal índice da categoria, fechou março em queda de 1%. Semelhantemente ao Ibovespa, mas sem o viés de recuperação de perdas no “finalzinho”.

Segundo o analista, a queda de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, na última reunião do Copom, foi frustrante, considerando que “todo mundo esperava mais” antes do início do conflito no Oriente Médio. O setor imobiliário, cuja performance está fortemente interligada à taxa de juros, é um dos primeiros a sentir os efeitos.  

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“É natural corrigir ganhos nesse ambiente, e os FIIs entram nessa cesta. Mas isso abre algumas oportunidades para o investidor”, conclui.

Onde investir em abril? Analistas trazem recomendações e ‘conselhos’ aos investidores

Como exemplos de oportunidades abertas no mercado de FIIs, Caio Araújo recomenda FIIs de crédito (também conhecidos como FIIs de papel), que estão sendo remunerados “a uma marcação a mercado muito atrativa no momento”, especialmente no contexto de perspectivas de inflação mais alta por mais tempo.

Ao invés de focarem em imóveis e empreendimentos físicos, os FIIs de papel investem em títulos de dívida do mercado imobiliário, como CRIs ou LCIs, com remunerações atreladas ao CDI ou IPCA.

Já Ruy Hungria traz um “conselho” aos investidores que ainda estejam apreensivos com o contexto conflituoso: “a dica é não ir para o ‘tudo ou nada’ com seus investimentos”, afirma.

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A chave está em selecionar ativos que estejam bem-preparados para o momento, “sempre com muita diligência, sem fazer loucuras”, segundo o analista.

“É muito difícil pensar em guerra, porque é algo sobre o qual não temos controle”, afirma. “No Brasil, temos que nos preparar para a ‘guerra’ o tempo todo. Se não é guerra lá fora, é aqui dentro, com o fiscal, ou com o populismo”.

Para conhecer alguns dos ativos preferidos dos analistas para este mês e assistir ao episódio na íntegra, clique no vídeo abaixo:

Jornalista no mercado financeiro desde 2022. Escreve para os portais Empiricus, Money Times e Seu Dinheiro, e já passou por casas como Itaú BBA e XP.