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Conversamos com o time de relações com investidores do Nubank (ROXO34), o que manteve nossas boas perspectivas para a companhia. Seguimos vislumbrando um 4T com forte crescimento de lucro (+70% na visão anual) e ROE superior a 30%. Para 2026, fizemos poucas alterações na nossa projeção de lucro, de R$ 4,4 bilhões, alta anual de 50%.
A companhia segue com crescimento mais forte nas linhas de crédito garantidas, como consignado público e FGTS, conforme tem sido nos últimos trimestres. Isso significa menores taxas, mas também menor inadimplência. Linhas de menor risco também permitem um crescimento mais acelerado da carteira de crédito, rentabilizando mais o capital alocado no negócio. Vale salientar que o quarto trimestre é sazonalmente positivo para a companhia, dado o recebimento do 13º salário, que abaixa o custo de captação e a inadimplência. Portanto, esperamos ventos favoráveis na margem financeira no último trimestre do ano, a ser reportado no final de fevereiro.
Isenção de IR, expansão internacional e outros ventos favoráveis ao Nubank
A isenção de imposto de renda até R$ 5 mil mensais, válida a partir de 2026, deve ser um vento favorável para a companhia ao longo do ano, dado que essa faixa de renda está no epicentro da base de clientes do Nu. A liberação do orçamento familiar de boa parte dos usuários pode contribuir adicionalmente para a queda de inadimplência – que já deveria acontecer com os cortes da Selic. Preferimos não contar com isso nas nossas projeções; contudo, não deixa de ser uma opcionalidade positiva.
A expansão internacional do Nu fez manchete nos últimos meses, com a solicitação da licença bancária nos Estados Unidos. O processo de licenciamento é longo, portanto, a companhia pode optar por soluções de Banking-as-a-Service para iniciar suas operações no país ainda em 2026. De toda forma, os EUA devem ser irrelevantes para o resultado no curto prazo – diferentemente do México, que pode começar a dar lucro já em 2027 e contribuir de forma mais relevante no consolidado.
Ainda do lado regulatório, a companhia anunciou que pretende obter uma licença bancária no Brasil, atendendo a uma nova exigência do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional. Os reguladores demandaram que as empresas tenham a licença bancária para usar qualquer alusão à palavra “banco” em seu nome; por isso, a fintech optou pelo processo de licenciamento. Atualmente, o Nu tem diversas licenças já vigentes, como Instituição de Pagamento, Sociedade de Crédito, entre outras.
No todo, a reunião reforçou nossas boas expectativas para o negócio no curto prazo. Negociando a 20,3x o lucro que estimamos para 2026 (21,5x na visão de consenso), mantemos ROXO34 na carteira.
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