Imagem: iStock/ gopixa
O conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã não deve durar mais de seis meses. Essa opinião é a predominante entre 30 gestores de multimercados que somam mais de R$ 160 bilhões de patrimônio líquido em suas estratégias da classe.
Para os especialistas entrevistados na pesquisa proprietária da série Os Melhores Fundos de Investimento, da Empiricus Research, as opiniões sobre os impactos que o conflito pode ter na economia ainda estão divididas.
“Enquanto 50% espera uma resolução relativamente rápida, com normalização dos preços de energia, a outra metade projeta um conflito mais prolongado, ainda que sem disrupções mais severas”, comenta o analista da Empiricus, Alexandre Alvarenga.
O analista também explica que, por ora, não há uma percepção relevante dos gestores sobre escaladas estruturais do conflito, com uma leitura predominante de que o choque deve permanecer contido no curto prazo – conforme ilustra o gráfico abaixo:

Além disso, os gestores também encaram os impactos inflacionários como temporários. Nesse ponto, 64% das respostas enxergam um efeito concentrado em 2026, com uma parcela menor (32%) vendo efeitos se estendendo para 2027, enquanto poucos gestores (5%) consideram um cenário de inflação persistentemente mais elevada.
Ademais, a pesquisa também abordou questões do cenário e sentimento macroeconômico.
Piora na inflação e aversão a risco protagonizam sentimentos dos multimercados
No Brasil, Alvarenga relata uma melhora na percepção para o crescimento econômico, enquanto a leitura para inflação demonstrou uma piora em relação ao mês anterior, com o recente choque de commodities. Já o fiscal segue como principal ponto de preocupação, com deterioração adicional na percepção.
Nos Estados Unidos, o sentimento para crescimento e inflação também apresentaram piora relevante, assim como o cenário fiscal.
“No cenário global, a escalada geopolítica se consolidou como principal driver de mercado, elevando a volatilidade e trazendo o choque de energia para o centro das discussões sobre inflação e política monetária”, sintetiza o analista.

Entre as aplicações, a pesquisa indicou destaque em posições aplicadas em juros nominais e reais, além do viés comprado em real e em Bolsa. Para Alvarenga, o resultado reflete o diferencial de juros e uma leitura ainda construtiva para ativos domésticos. “Vale destacar que essa exposição — especialmente em juros — foi a principal detratora para a indústria no mês de março”, relembra o analista.
Nos Estados Unidos, por sua vez, notou-se uma mudança relevante no posicionamento em juros, com migração para posições aplicadas ao longo da curva. Ademais, o dólar mantém leitura negativa frente a outras moedas e a Bolsa americana mantém o viés positivo.
No cenário global, o analista nota a permanência do viés positivo para ativos de risco fora dos Estados Unidos, com destaque para Bolsas de mercados desenvolvidos e emergentes. O ouro também manteve sua posição de ativo de proteção e as commodities ganharam relevância, “tanto como hedge quanto como fonte de retorno em um ambiente de restrição de oferta”, comenta.
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Ainda no relatório, Alvarenga atesta que março foi um mês importante para os multimercados, freando o otimismo que era acompanhado desde o início do ano com a classe para fluxo e desempenho.
- Acompanhe a pesquisa mensal completa no relatório da equipe de Os Melhores Fundos de Investimentos aqui.
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